Capítulo 33-2

747 Palavras

Meu corpo ainda latejava. O cheiro do sexo ainda grudado na pele, as marcas dos seus dedos na minha cintura, no meu pescoço, no meu ego. Ele tinha me tomado ali, bruto, do jeito que só ele sabia, e eu… eu deixei. Meu corpo cedeu mesmo depois de tudo, mesmo depois do caos. E é isso que me deixa com mais raiva. Raiva dele. Raiva de mim. A respiração dele ainda estava pesada, o corpo encostado no meu, colado, grudado como se ainda quisesse mais. E eu… com o coração no meio de um campo de guerra. — E agora? — ele perguntou no meu ouvido, voz grave, tom carregado de ironia e desafio. — Vai fugir de novo? Virei o rosto devagar, encarei ele de frente. — Eu não fujo, Urso. Só não me vendo. Tem diferença. Ele arqueou uma sobrancelha, passou a mão pelo rosto suado, respirou fundo. E então veio

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