Capítulo 36-2

1037 Palavras

Meu sangue ferveu na hora. Mas ferveu de um jeito tão agressivo, tão primitivo, que eu quase avancei nela ali mesmo. Só não fiz isso porque minha mãe tava presente. Só por isso. Porque a vontade era de gritar, de arrastar ela pelo braço e levar de volta pro meu quarto, trancar a porta e resolver no tapa, na f**a, no grito, no beijo, na p***a toda. Porque Nicole era isso. Um furacão. Um veneno doce que me dominava, me puxava, me destruía e me reconstruía no mesmo toque. Ela me olhou de canto de olho, com aquele sorrisinho safado, e voltou a conversar como se eu não estivesse ali. Como se eu fosse o louco da história. O exagerado. O intenso demais. E talvez eu fosse mesmo. Mas f**a-se. Eu era assim. E ela sabia. E mesmo assim, ela cutucava. Provocava. Me testava. Eu passei a mão na nuca,

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