Corri pra atender. Assim que abri, ele tava ali. Meio sem graça. Olhar meio desconcertado. E aquilo me desarmou. — não precisava bater. — É que… não sei se eu posso, se eu não posso — ele respondeu com um sorrisinho torto, tentando entender o que era ou não permitido dentro da minha casa, da minha vida. — Tá tudo bem. Não precisa bater. Pode entrar. Aquela troca de palavras simples dizia muito mais do que parecia. A gente tava tentando se entender. Tentando encontrar os nossos limites, nossos jeitos, sem forçar, sem ultrapassar. — Tu quer comer alguma coisa? — perguntei, já indo em direção à cozinha. — Não, deixa isso pra depois. Vamos pra consulta primeiro, já tá na hora. Vim na correria do c*****o. Ele entrou com aquele jeito apressado e intenso que é só dele. Tava até suando. Tir

