— Oi, minha netinha… vovó tá aqui, meu amor… — a Dona Vera se apressou em abraçá-la com cuidado, beijando a cabeça dela, fazendo carinho. Era um gesto de afeto, mas também de alívio. Ver Sophia acordada era tudo o que a gente mais queria. Eu não aguentei. As lágrimas começaram a cair sem controle. O choro veio rasgando do fundo da alma. Porque eu só conseguia pensar no Davi. No quanto ele precisava estar ali pra ver isso. No quanto aquele homem merecia estar naquele exato momento, vendo a filha abrir os olhos depois de uma cirurgia que quase nos matou de preocupação. — Oi, pequena da tia… — murmurei, com a voz embargada, me aproximando e enchendo o rostinho dela de beijos, como eu fazia toda manhã, como ela já estava acostumada. Ela se aconchegou no meu colo, meio zonza, mas reconhecend

