Feijão narrando Quando o Zé me passou a visão de onde elas estavam, irmão, eu não pensei duas vezes. Bati o rádio confirmando, catei minha arma, celular, e parti rasgando pra p***a da gafieira. Nem piscava direito, meu sangue estava fervendo de ódio, de ciúme, de humilhação. Porque na minha cabeça só vinha a imagem dela — minha mulher, minha Adriana — dançando, sorrindo, se divertindo com vagabundo, como se fosse solteira, como se não fosse casada comigo. Entrei no salão já cego. Vi aquela cena e não raciocinei mais nada. Passei voando igual um catiço na terra, meti a mão nela sem pensar. — Tá maluca, p***a? Mulher minha, casada, fica dançando com vagabundo? — gritei no ouvido dela, a voz explodindo, minha mão já apertando seu braço pra tirar ela dali. — Me solta, Feijão! Tá maluco?

