Capítulo 229

1364 Palavras

Vera narrando Eu juro por Deus, por tudo que é mais sagrado nesse mundo, que ontem eu senti vontade real de esfolar a cabeça do Zé no asfalto quente do Rio de Janeiro. No meio daquele sol de rachar, aquele calor escaldante que parece que vai abrir crateras na rua. E eu não tô exagerando, não. Tô falando sério. A raiva que eu senti foi tão grande que minhas mãos tremiam e o sangue borbulhava no meu corpo. Tudo começou porque ele e o Feijão saíram pra uma reunião numa dessas empresas deles — essas que eles têm de fachada, todas limpinhas, cheias de executivos engravatados pra justificar o dinheiro sujo do comando. Até aí, tranquilo. Eu sei bem como as coisas funcionam, não sou criança. Só que, do nada, começaram a me chegar fotos. E não eram fotos quaisquer. Era o Zé num restaurante chiqu

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