5

1932 Palavras
Edu narrando... Tá livre depois de cinco anos preso numa jaula é f**a tá tudo meio estranho ando pisando em ovos pensando que a qualquer momento vai dá m***a e vai aparecer algum guardinha pra me derrubar na p*****a, o que antes eu não dava importância agora eu dou por de mais, 1.825 dias fazendo exatamente a mesma coisa é f**a pra mente de uma pessoa que sempre teve o espírito livre. Assim que cheguei na minha favela, Digo me levou direto pro meu barraco tô precisando da aquele grau um banho de verdade sem ter um monte de macho olhando pra nossa cara medindo quem tem o p*u maior por isso que eu falo ali só tem v***o disfarçado de bandido. Olhei tudo ali, não era nada muito luxuoso era um lugar digno pra qualquer um viver, ostentar com essas paradas não é comigo não isso ficou pra o meu irmão que era a extravagância em pessoa, tudo pra ele tinha que ser puro luxo, e a única coisa que eu gosto de luxar e com carro e moto porque o resto eu tô nem aí. Essa também era uma estratégia minha, se bater invasão da polícia eles vão logo pras casas bonitas que tem aqui, na mente deles os chefes estão ali, ou então nós barracos mais acabados mas não eu tô ali no meio termo em uma rua que tem casas simples e umas casas de Granfino, e em uma delas tem uma tropa de segurança na porta e eu fico em outra só de longe qualquer movimento estranho eles me passaram o rádio e eu fico aqui assistindo de camarote. Quando eu caí na tranca foi na covardia mesmo tio, recebi uma ligação do meu irmão mano, ele estava em um dos seus apartamentos no asfalto, dizendo ele que tinha se machucado em uma briga na rua e não queria chamar os nossos pais e eu fui, p***a família em primeiro lugar não pensei em nada e desci, cheguei lá e presenciei a pior cena da minha vida, meu irmão no chão com as mãos amarradas pra trás com um tiro no meio da testa e vários espalhados pelo corpo, eu parei ali na porta até voltar a realidade e meu único instinto foi me ajoelhar a sua frente o trazendo pro meu colo, ele não se metia nas minhas escolhas pelo contrário éramos sócios nas boates e de quebra eu ainda vendia minha mercadoria de prima e os filhinhos de papai compram mesmo sem dó, em questão de segundos o apartamento foi tomado pela polícia e eu fui arrancado dali como único suspeito da morte do meu irmão mais velho, quando voltei a realidade já estava descendo direto pra o presídio onde começou meu inferno, e onde eu descobri que nem meus pais acreditavam em mim por conta da vida que eu levo, p***a se eles que me colocaram no mundo não acreditaram imagina o resto. Depois de tomar meu banho na humildade me joguei na cama, preciso da aquela esticada no esqueleto coisa que eu não fazia lá dentro, só sei que nem tive muito tempo pra pensar apaguei legal. Acordei já era noite passei o dia todo sem comer, sem falar com ninguém, preciso arrumar um celular ficar sem comunicação é f**a, nem um rádio o Digo me deu é f**a. Levantei joguei mais uma vez água no corpo, vou dá uma descida no morro tô querendo bate aquele hambúrguer do seu Juarez, tem melhor não, amanhã quero uma feijoada como sem falta. Desci dando de cara com o pé lá saco do Digo jogado no meu sofá até parecia que estava em sua casa, se f***r maluco. - Tem casa não tio ( ele tirou a atenção da tv e olhou pra mim) - Ter até tenho, mas vim chamar meu mano pra a comer só que você tava morgado naquela cama, deixei descansar mesmo ( afirmei) - Quero meu rádio de volta,e desenrola um celular pra mim, o meu ficou aprendido como prova. - Tá na mão já edu ( tirou o rádio da cintura me entregando, e apontou pra cima da estante onde tinha uma sacola da Apple, fui até ela encontrando um iphone 11 novinho) sei que você é abusado pra essas paradas mas acho que vai gostar desse aí... Na verdade foi a Natália que foi comprar, sem tempo ( explicou) - Valeu irmão, tá muito bom esse aqui mesmo, já tem chip ( perguntei quando toquei na tela e ele acendeu) - Ela já trouxe no jeito ( sorri de lado) - Essa mulher é pra casar mesmo ( tirei onda) - Já fiz isso p***a, tá no meu nome a tempos ( estalou os dedos) - E você tá no dela ( perguntei já sabendo da resposta, quando esse aí se prender a uma só é sinal que Jesus tá descendo do céu e eu descendo pro inferno) - Tá ligado que aqui tem homem pra um batalhão de mulher, como vou desperdiçar com uma só ( sorriu) - Vi um monte de homem assim lá dentro sabe, macho até debaixo de outro macho tô entendendo você e respeito sua opção ( sacaneei com sua cara) - Se fude edu, papo torto da p***a. ( Levantou soltando fogo pelas ventas) - Calma ae, tá tranquilo você ainda é meu irmão ( sai de casa com ele me seguindo e falando um monte de m***a) Sei que ele não é desse outro lado, esse aí gosta e não é pouco de uma b****a mas tinha tanto tempo que não me sentia assim leve que não tinha como deixar passar em branco essa. Metemos o pé pra parte baixa da favela, lá é onde tem os comércios mais badalados e onde tem um monte de turista. Cantei pneu na minha Ducati, pô tá livre é bom demais, e ter esse tipo de adrenalina diária. Parei a moto enfrente a lanchonete tendo a atenção de algumas pessoas por aqui, os comerciantes sabem muito bem quem eu sou, mas são proibidos de falar meu verdadeiro nome por aí, lá fora o frente do Vidigal é o fantasma um homem c***l que leva a mão de ferro sua favela mas sem desrespeitar morador nenhum, e aqui dentro eu sou só o Edu. Prazer fantasma ao seu dispor. Digo se juntou a mim aí já sabe né foi maior resenha, muito tempo sem poder ter esse contato com os moleques cria daqui, eles tem o maior respeito por mim assim como eu por eles. - Cadê o ioiô que não colou ainda ( perguntei achando estranho ele não ter vindo falar comigo ainda) - Foi pra pista, o cara que seu pai colocou pra tomar de conta da sua parte da boate tá dando maior trabalho ( franzi o cenho) - Como assim dando trabalho ( meu pai não gosta de mim por minhas escolhas e sempre teve orgulho do Iuri, na verdade não só ele tinha sua preferência minha mãe também, i****a aquele que fala "filho caçula tem mais privilégio" vai vendo ) - As porcentagem estão vindo erradas, sei muito bem o lucro que todas as cinco dão, então o cara vem com metade do valor engoli não coloquei o ioiô na cola dele mesmo com o seu pai querendo crescer pro meu lado ( uma coisa que o Digo é, é organizado pra essas paradas da contabilidade e o filho do p**a é inteligente visionário pra c*****o então ninguém passa a perna nele, nem vou cortar sua autoridade foi ele que segurou tudo durante cinco anos e a firma tá forte não tenho o que reclamar) - Fez certo, se você acha que tem trairagem no bagulho leva pra frente vou me meter não. ( Ele confirmou) Encostamos em uma mesa um pouco afastada pedi aquele hambúrguer caprichado e pra acompanhar uma cerveja bem gelada saudade da p***a, gosto muito de um whisky mas a gelada ganha meu coração. Ficamos ali trocando ideia até não sei que horas, do nada noto um grupinho de meninas afetadas sabe aquelas que gostam de chamar atenção mesmo e por isso estão aqui, elas querem dinheiro e sabem que assim rápido elas conseguem. - p***a tio, a mina ali não tira o olho de você ( Digo falou e eu virei na hora, não tem essa de disfarçar não se tá olhando pra mim eu também vou olhar pra ela na cara dura) Virei e era o mesmo grupinho, mas a minha que ele falou tava um pouco atrás uma loirinha até que gostosa, olhei pra ela e acenei, ela sorriu colocando o cabelo atrás da orelha como se tivesse com vergonha, p***a o que essas meninas menos tem é vergonha. - Gostosinha ( falei voltando a olhar na cara desse s****o, se eu viu a mina me olhando era sinal que a atenção dele era e naquele grupo) - Também achei mais meu negócio é com a morena que tá do lado dela ( Franzi a testa) - Deixa a Natália saber ( negou com a cabeça) - Dá em nada, faço meus trabalhos fora com cautela ( sorri) - Certo, mas o respeito com a mulher fica onde ( perguntei, sou um filho da p**a que passa a p**a em geral, mas se eu tiver em um compromisso p***a viro um viadinho acho bonito não) - Deixa de coisa... Tu já falou com a Fabiana com a confusão da boate até esqueci de avisar ela. - Falei não, e nem sei se vou falar (a p***a só colou duas vezes pra me visitar e reclamou o tempo todo, quando foi na segunda vez ela deu o papo que aquele lugar nao era pra ela eu nem insistir deixei ela ir mas continuou com o posto de fiel, mas só no nome mesmo) - Mas você sabe que ela vai ficar sabendo e não vai demorar muito até ela colar por aí atrás de você garanhão ( gastou com minha cara, o pai dela me deu esse apelido quando me conheceu e pegou até hoje) - Deixa colar, o difícil vai ser ela me encontrar (virei pra mina que continuava me secando, fiz o sinal e ela não demorou muito pra vim em minha direção, tirei duas notas de cem da carteira coloquei sobre mesa) agora eu vou curtir minha liberdade. Sai em direção a minha moto com a mina logo atrás, a mina é novinha mais tem mó cara de s****a. - Bora da um pião ( bati logo a real, ela sabe o que eu tô falando) - Claro fantasma ( neguei) - Vem com meu vulgo assim no meio de geral não ( ela me olhou confusa) Aqui meu nome é Eduardo todos já sabem quem eu sou e mão precisa explanar pro povo de fora ( fiquei meio puto, tenho esse vulgo pra mídia e não precisa me chamar por ele todos sabem que se explanar essa informação eu conto com x9 e eles conhecem o fim pra esse cargo) - Eu sou a Vi... ( Cortei) - Não sou policial pra trabalhar com nome não ( subi na moto) sobe aí ( pedi agora é a hora pra cair fora se ela continuar sabe que vai ser só uma noite mesmo e vai ter que se contentar com isso) Ela me olhou com sorriso de lado se arrumando pra subir, tô falando mina nova com uma fila extensa tá aqui pra isso mesmo, ela quer o dinheiro e eu o s**o nada melhor que juntar o útil ao agradável.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR