O sol nascia tímido, como se tivesse sido convidado a participar daquele dia e chegasse devagar para não atrapalhar. Seus primeiros fios dourados se filtravam pelos vitrais antigos da pequena igreja no alto da colina, pintando o chão de cores suaves, rosa, âmbar, azul claro. Do lado de fora, o vento brincava com as margaridas e girassóis amarrados no arco da entrada, fazendo as flores dançarem como se esperassem por alguém que amavam. Era um lugar simples, mas carregado de história. A madeira envelhecida tinha marcas de mãos que rezaram, de vidas que passaram, de amores que prometeram ficar. Lia escolheu aquela igreja porque ela era exatamente como a história deles: imperfeita, antiga, cheia de rachaduras, mas ainda assim bonita, ainda assim de pé. Dentro, os convidados falavam baixo. Ha

