Também me levantei, com a respiração acelerada, o aparelho nas minhas mãos, olhava para o nome da minha mãe estampado na tela sem saber o que fazer. Atendia ou não? Em silêncio, Felipe pegou sua taça, levantou e sumiu pelo corredor a fora. Me recompus e decidi atender o telefonema. – Oi, mãe – fingi animação. – Nana, minha filha, que saudade. – Ela sim soava empolgada. – Saudades de vocês também. – Acabamos de chegar na Tailândia. Filha, você não faz ideia de como esse lugar é maravilhoso. Seu pai não para de falar em como ele queria que você estivesse aqui. – Eu adoraria muito também, mãe. Bom, saber que deu certo com a viagem e que vocês chegaram bem. – Foi tudo ótimo, apesar da chuva. Caiu uma tempestade ontem, mas hoje o céu está limpíssimo – contou entusiasmada. – Quais são o

