Sem pensar muito nas consequências, beijei Felipe. Ali mesmo na calçada em pleno movimento das ruas no horário de almoço. Com as duas mãos ao redor do rosto dele, o puxava contra mim e controlava nosso beijo. Felipe foi pego de surpresa, mas retribuiu, é claro. Me segurou pela cintura, tímido e segui meu comando. O turbilhão de sentimentos que guardava dentro de mim se manifesta através do ardor daquele beijo, pressionava minha boca com força contra a dele, em uma tentativa de colocar em atitude aquilo que me doía por dentro. Dor de prazer, dor de t***o. Afastei nossos lábios um do outro, mas mantive os rostos colados. – Esse é o seu jeito de dizer que quer m***r o trabalho? – Brincou. – Não. – Me afastei mais um pouco para olhá-lo nos olhos. – Mas queria ter mais tempo com você agora.

