CAPÍTULO 7

2524 Palavras
Não acredito que a encontrei. Ela estava bem perto e eu não sabia. Mas agora ela não escapará de mim. Vou fazer de tudo para conquistá-la. Eu a quero, e não vejo a hora disso acontecer. Depois de levar Lara para casa dela, voltei para a minha com a mente somente nela. Ela ficou ainda mais linda com o cabelo escuro. Meu Deus aqueles olhos. Tenho certeza que me apaixonei por aqueles olhos no primeiro momento. Chego em casa e vou direto para o meu quarto. Vou tirando o meu terno e um envelope cai no chão. Aí me lembro que foi ela que me deu. Será o que é? Abro o envelope e tem uma certa quantia em dinheiro e um bilhete. Pego o bilhete para tentar entender o que significa isso. " Obrigado por ter me salvado naquele dia, sei que não queria ter sido salva, mas acredito que sua pena e coração não me deixaria cometar algo tão horrível. Obrigado também por pagar a conta do hospital, não precisava se preocupar. Eu iria fazê-lo assim que minha consciência voltasse a sanidade. Está aí o valor que corresponde ao que o Sr pagou no hospital. Obrigada mais uma vez". Ela não precisava me devolver esse dinheiro, e também não precisava me agradecer. Claro que devolverei esse dinheiro a ela. Um pretexto para vê-la. Tenho que saber aonde ela mora. Tomo um banho e logo vou para o meu escritório, preciso trabalhar mais um pouco. Isso se conseguir, pois minha cabeça só pensa nessa morena de olhos azuis. Como eu quero beijá-la, como eu a quero toda para mim. Trabalho por horas e depois sigo para meu quarto para dormir. Quero sonhar com Giulia. Com aqueles olhos e boca. No outro dia, acordo muito animado. Eu correrei contra o tempo para tê-la. Ela será minha namorada ou não me chamo Tommy Phillips. Tomo um banho e me arrumo para mais um dia de trabalho. Peço a um dos seguranças para seguir Giulia, para descobrir onde ela mora. Poderia pedir um relatório sobre a vida dela a Stay, mas quero ser diferente com ela. Quero descobrir sua vida aos poucos. Vamos ter muito assunto para conversar, para nos conhecermos. Meu dia se resume a muitas reuniões e contratos para assinar. Não consigo ter tempo para nada. Queria eu poder ir a escolinha com pretexto de buscar Lara só para ver Giulia. Mas hoje será impossível. Queria convidá-la para sair. Droga, como eu queria fazer parte da vida dela. Como posso ter me apaixonado em pouco tempo? Será que ela é a pessoa que tanto quero na minha vida? Será que minha chance de forma uma família é com ela? Passei o dia todo entrando em reuniões, porém não parei de pensar em Giulia. Eu preciso resolver a minha vida. Eu preciso tê-la, só assim me controlarei. Uma semana que se passou desde que reencontrei a minha garota dos olhos azuis. Giulia não sai da minha mente, e juro que tentei de tudo para vê-la. Porém nada estava favorável para mim. Meu trabalho me exigiu muito essa semana. Foram vários compromissos que não pude adiar. Mas hoje eu não quero saber de mais nada, a não ser ver meu anjo de olhos azuis. Poder conversar e quem sabe me aproximar mais ainda dela. Quero ser um amigo, na verdade mais que um amigo. Já sei o endereço dela e hoje assim que for em casa e me arrumar irei a casa dela. Me sinto como um adolescente visitando sua amiguinha de escola, aquela por quem tem um sentimento escondido e tem vergonha de falar e demonstrar. Saio do escritório, estou muito alegre, hoje tenho a certeza que dará certo o meu encontro com ela. Esses dias Lara sempre falava dela. Quando liguei para Lara ontem, ela me disse que eu tenho que namorar a professora dela. E eu quero isso, mais do que tudo. Chego em casa e me arrumo. Dispenso Malve. Quero dirigir, ainda mais se tudo dê certo como estou pensando. Tomara que ela esteja disposta a uma conversa. Chego em seu prédio, e estou meio nervoso. Espero que ela não me rejeite. Espero que ela esteja disposta a conversar e se abrir comigo. Saio do carro e me direciono a portaria. O porteiro me pergunta em que andar, eu digo, ele diz que vai interfonar, mas eu o suborno. Não quero que ela não me dê a chance de falar. O porteiro aceita e eu subo. Estou de frente ao apartamento dela. Estou muito nervoso, mas essa é a hora. Não dá para desistir. Bato na porta e aguardo. Ao abrirem a porta, vejo um homem sorridente, ele me olha ainda com um sorriso. Porque eu não estou gostando muito disso? Será que esse é o ex de Giulia? Droga será que eles resolveram voltar? Meu mundo vai ao chão se isso for verdade. Ele ainda continua me olhando, e tenho certeza que está questionando o que eu quero. Vamos lá descobrir quem ele é. —Boa noite, Giulia Freeman está? Pergunto na intenção de decifrar o que ele é dela. —Boa noite, está sim, entre, fique à vontade. —Obrigado! Ele não esboça nada, pelo contrário até foi muito amigável, e ainda sorrindo me pediu para entrar. Fico aqui esperando para vê-la. Tem algumas pessoas aqui, parecem comemorar alguma coisa. Eles estão muito animados. O que será que está havendo aqui? Fico minutos absorto em pensamento, querendo realmente entender essas pessoas aqui. E também querendo que o cara que me atendeu não seja o ex dela. Tudo menos isso. Quando acho que passou horas até ela aparecer, vem ela linda, com um sorriso estonteante. Droga, esses olhos azuis serão a minha perdição. Ela olha para sala e sorrir para todos. Ela fica muito linda sorrindo. Nunca a deixaria se matar, e perder esse brilho. Já falei como ela ficou linda morena? Muito linda, e meu forte é as morenas. Não que não me interessaria por ela se ainda continuasse loira. Mas morena, essa morena é minha. Saio dos meus pensamentos quando escuto ela falar. —Gente desculpa a demora, mas vocês me pegaram de surpresa. Eu não esperava essa recepção. Ela diz muito feliz e pela voz agradecida. —Que isso Giulia, você merece, e jamais deixaria esse dia passar em branco. Diz um cara que não sei o nome. Mas seus olhos brilham ao falar e olhar para ela. E eu não gosto disso. Ela sorrir para ele. Também não gosto disso. Ela olha para todos na sala e para ao me ver, acho que pela surpresa, não sei, ela não esboça nada. Vem até a mim. E sorrir. Fico olhando e ela me cumprimenta. —Oi Tommy, não sabia que você também estaria aqui. —Oi, também não sabia que você teria uma reunião em seu apto hoje. Digo com tom de brincadeira. —Pois é, nem eu, mas então o que veio fazer aqui? Ela me pergunta mordendo a p***a daqueles lábios que quero beijar desde a aquela vez no parque. —Na verdade queria te ver e saber como você está. E ainda cobrar a minha saída que você está me devendo. Olho bem em seus olhos, e ela sorrir para mim. —Bem, podemos marcar quando você quiser. —E como você está? —Bem, ótima para ser sincera. E você? —Agora estou ótimo. Digo o que realmente sinto, pois estava uma pilha de nervos em não poder vê-la. —Que bom, mas já que você e nem eu, sabíamos dessa reunião, quero saber se você vai ficar para participar com a gente. —Não quero atrapalhar. Na verdade, quero ficar aqui sim. E entender tudo, até mesmo tirar minhas dúvidas quanto aos dois homens que aqui está. Quero saber se algum deles era o ex dela. Deus queira que não. —Não vai atrapalhar. Pode ficar. —Tem certeza? —Claro, fique aqui. Você quer tomar alguma coisa? —Uma taça de vinho. —Ok, espere que vou buscar. Ela sai que eu acho ser a cozinha e pega uma taça e coloca vinho, vem até a mim e me entrega. As pessoas na sala ficam conversando. Ela me apresenta a todos. Ficaram ali horas, até que eles pegam um bolo e coloca em cima da mesa. Tem várias velas fincadas no bolo, não acredito que é aniversário dela. Se eu tivesse feito a minha pesquisa, eu saberia disso, mas quis ser diferente com ela, deu nisso. Estou aqui cantando parabéns para ela, sem nenhum presente, e surpreso com isso. Ela está muito contente, e sinceramente gosto de vê-la assim. A cantoria cessa, todos vão para ela dando os parabéns. José, o cara que abriu a porta, a abraça com mais vontade e sussurra algo no ouvido dela. E isso me deixa com uma certa raiva. Não é possível que esse seja o ex dela. E ainda ele deve está tentando voltar com ela. Ela não pode aceitar, ele fez muito m*l a ela. Espero todos a cumprimentarem e vou até ela. A abraço forte, é tão bom sentir o cheiro dela. Digo um parabéns com minha voz bem s*x. Ela me olha e sorri e diz um obrigado. A festa dura mais uma hora e todos vão embora, ficando só eu e ela, como eu queria. Ela me olha e senta no sofá perto de mim. —E agora podemos conversar. Falo já com a alegria crescendo em mim, por ficar a sós com ela. —É mesmo? E o que você quer conversar? —Sobre você. Mas antes quero saber uma coisa. Tenho que tirar a minha dúvida. —O que você quer saber? —José é o seu ex namorado? Ela me olha, e vejo que tristeza em seu olhar. Droga não deveria ter tocado nesse assunto. Desculpa, Giulia. Não foi prudente da minha parte, falar disso. —Não, tudo bem, não se preocupe. Já chegou a hora de superar isso. E eu estou mais que disposta a virar essa página em minha vida. Mas respondendo sua pergunta. José não é meu ex, ele é um amigo que conhece na escola de dança. E para você parar de pensar algo a mais, ele namora a Alana, então sem chances de algo acontecer entre nós, mesmo porque eu não o vejo como homem, é mais um irmão que não tive. —Fico feliz em ouvir isso. E então, quando podemos sair? —Já disse, quando você quiser. —Ótimo, que tal jantar na sexta? —Hum, acho uma ótima ideia. E que horas? —Pode ser oito e meia? —Para mim tudo bem. Você quer beber mais alguma coisa? —Não, obrigada. E me diz o que você tem feito. —Nada, só me ocupando. —Com o que? —Trabalhando e dançando. Passo a maioria do tempo fora de casa, assim não tenho tempo de pensar em minha vida. —Você ainda ama seu namorado? —Não sei te dizer. Não sei o que sinto por ele. —Mas se você o ver? —Vejo ele todos os domingos na igreja pela manhã. Ele e sua família feliz. Como assim ela o ver na igreja. Será que eu o conheço? —E o que você sente? Eu sei que devo está sendo invasivo, mas eu quero saber se ela sente algo por ele. Eu a quero para mim. —Não sinto nada, a não ser raiva. Raiva por tudo que ele fez e como ele fez. —Você quer me contar o que ele te fez? —Não. Ele não merece que fiquemos falando dele. Vamos falar de outra coisa. Quero saber de você. O que faz, família, já sei que tem uma sobrinha linda, e que por sinal amo muito. —Sim, eu também a amo muito. Como você sabe meu nome é Tommy Phillips, tenho 29 anos, sou solteiro, moro sozinho. Tenho um pai que é advogado, mãe que é pediatra, um irmão engenheiro civil e irmã que é chefe do seu próprio restaurante. Ambos são casados. —Eu conheço Archie e Eva, afinal de contas são pais de Lara. —Você ainda terá oportunidade de conhecer minha irmã Luna e meu cunhado, que também tem um filho de seis meses, chama Anthony. Ele é muito lindo. —Você fala dos seus sobrinhos com uma emoção na voz. Acho que você daria um belo pai. —Meu sonho, ter uma família, com pelo menos dois filhos. —Que lindo, mas me diz o que você faz? —Sou dono de uma empresa aqui em Washington. Phillips S.A. —Putz, não liguei o nome à pessoa. É uma das empresas mais conceituadas daqui. —Sim. Respondo sorrindo. Como ela não pode me conhecer? Ela está alheia mesmo as coisas do mundo. —E sua namorada? —Corrigindo, minha ex namorada, eu não tenho mais namorada, ainda. —Vejo que já está de olho em alguém. —Giulia, eu não costumo esconder o que sinto e o que penso. Eu quero você desde o dia do parque. E não é pena, nada disso. Eu me apaixonei por você. Fiquei perturbado em não te encontrar mais. E quando eu achei que não tinha mais jeito, te ver na escola de Lara, foi minha felicidade. Eu sei que você deve ainda está pensando em seu namorado, mas eu quero fazer você o esquecer. —Nossa, nunca achei que ouviria isso de você. —Eu te assustei? —Claro que não, mas vamos com calma, vamos nos conhecer. Não quero sofrer novamente. —Se depender de mim isso não vai acontecer. Eu só quero que você me dê a oportunidade de te mostrar que sou diferente. —Ok, mas como disse vamos com calma. —Como você quiser. Porém eu posso fazer algo que queria a muito tempo? Quero beijá-la, e muito. Sentir o calor dos seus lábios. Ela me olha e fica sem saber o que responder. —O que você quer? Me aproximo dela e passo as mãos em seu rosto, acariciando e olhando fixamente naqueles olhos azuis lindos. Aproximo o rosto do dela e sinto sua respiração. —Isso. Digo já beijando a boca dela. Um beijo calmo, minha língua já adentrando a boca dela. Ela corresponde o beijo. Ficamos assim por minutos, até que sentimos falta de ar. Paramos o beijo, e ficamos com a testa colada uma na outra, esperando nossa respiração acalmar. O beijo dela é tão gostoso, como eu queria esse beijo. Nos recuperamos e voltamos a conversar. Ela me diz que adorou o beijo, e com essa declaração avancei mais uma vez na boca dela. Agora o beijo era mais intenso, mais urgente. Uma dança sensual de línguas que não conseguimos desta vez parar. A minha noite não poderia ter terminado melhor. Trocamos de número de telefone. E assim poderíamos manter contato. Como eu sou um homem de sorte, como estou feliz de ter encontrado ela, como estou feliz dela não ter me rejeitado. Meus sonhos essa noite são dela. Quero muito sonhar com ela, sua boca, sorriso e seus olhos.
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