Charles
Meu pai chegou no meu escritório me perguntando como estavam as coisas com a ruivinha. Eu não tinha interesse em responder a essa pergunta. Angel tinha o que sempre quis, vivia em uma mansão.
— Sua mãe levou Angel para o shopping — informou meu pai.
— É claro que sim, ela não perderia a oportunidade de gastar dinheiro — respondi rindo.
— Não fale assim da sua esposa — disse ele bravo. — Mas eu não vim aqui para falar da Angel, vim falar da sua tia Margaret.
— O que tem ela?
— A empresa dela não está indo tão bem. Se as coisas continuarem como estão, acredito que eles possam perder muita coisa por causa das dívidas.
— E o que eu tenho a ver com isso?
— Charles, eles são nossa família também, não podemos abandoná-los. Você sabe que sua tia tem que cuidar de sua prima Flora. Se a empresa deles falir, vamos dar todo apoio que eles precisarem, está certo?
— Está bem, pai, pode deixar — respondi.
Passadas algumas horas, desci para jantar e lá estava a ruivinha, comendo.
— Boa noite, ruivinha.
— Boa noite. Por favor, não me chame assim — respondeu ela.
Eu não pretendia atender a esse pedido, só para vê-la irritada. Eu gostava de provocá-la.
— Charles, quero entrar na faculdade — disse Angel de repente. Fiquei impressionado que ela quisesse estudar.
— Faça o que quiser — respondi.
— Quero fazer psicologia. Quem sabe um dia abrir uma clínica aqui na região e poder fazer meus atendimentos lá. — Fiquei ainda mais impressionado. Torcia para que ela não estivesse tentando manipular meus sentimentos.
— Então está certo. Vou pedir para o meu assistente procurar uma universidade perto de casa para você começar os estudos. — Ela pulou de alegria, o que me deixou um pouco admirado.
Eu havia passado o dia todo trabalhando, então fui descansar antes da festa. Eu não queria ir ao evento, mas sabia que precisava. Não precisava vestir nada tão pomposo porque não era uma festa de empresários, então coloquei apenas uma camisa social preta e uma calça de alfaiataria da melhor qualidade.
Desci para esperar a ruivinha na sala de estar. Quando ouvi seus passos descendo as escadas, virei-me para olhar e fiquei paralisado. Ela estava perfeita! Eu não saberia como descrever tamanha beleza. Ela usava um vestido tomara-que-caia vermelho que acentuava perfeitamente seus s***s, e com uma f***a que mostrava toda a sua perna. Em seus pés, um lindo salto.
— Não é uma festa grande, por que está tão bem-vestida? — perguntei.
— Eu queria ficar bonita — respondeu ela.
Confesso que queria pegá-la e guardá-la dentro de um pote. Todos iriam olhar para ela; melhor dizendo, todos os homens olhariam para ela.
A limusine chegou para nos buscar, trazendo também a minha prima.
— Senhor Charles, sua mãe me pediu para levar Flora à festa com vocês — disse Alex, meu assistente, que estava dirigindo a limusine.
— Olá, priminho! Há quanto tempo não nos vemos — disse Flora me olhando intensamente. — Essa que é sua esposa?
— Sim, é ela — respondi frio.
— Boa noite, senhora Angel — disse Alex, olhando intensamente para ela. Eu não havia gostado desse olhar para a minha esposa.
— Boa noite, Alex — respondeu Angel sorridente. Ela estava feliz demais para o meu gosto.
Quando chegamos na festa, havia muitas pessoas, música alta, e jogos por todo lado. Assim que Angel desceu da limusine, todos os olhares se voltaram para ela. Os homens lançavam seus olhos famintos sobre o corpo de minha esposa.
— Caramba, Charles, parece que o pessoal gostou da sua esposa — disse Flora debochando da situação. Já comecei a ficar furioso.
— Charles, quer dançar comigo? — perguntou Angel.
Eu não queria demonstrar que estava com um pouco de ciúmes daqueles olhares, então neguei o convite, mas logo me arrependi amargamente da minha escolha.
— Angel, se ele não quer dançar com você, então venha comigo. Vamos dançar — disse Alex.
A música que estava tocando era mais animada, por isso não estavam dançando muito colados. Mas logo em seguida começou uma música lenta, então Alex a abraçou, colocou a mão na cintura dela e começaram a dançar agarradinhos. Eu fiquei furioso e comecei a rosnar de raiva.
— Priminho, quer dançar comigo? — perguntou Flora.
Só por conta da raiva, aceitei a oferta. Flora grudara em mim e eu deixei. De vez em quando, olhava para Angel e percebi que ela não tirava os olhos de mim. Então, vi que a mão atrevida de Alex começou a alisar o corpo da minha mulher, das costas até o pescoço. Eu não me contive, atravessei o salão, agarrei-o pelo pescoço e comecei a desferir socos por todo seu corpo.
— Charles, pare com isso, por favor! — implorava Angel, gritando.
Assim que escutei a voz dela, saí de cima de Alex, agarrei as pernas de Angel, joguei-a por cima de meu ombro e saí do salão. Coloquei-a dentro da limusine e comecei a dirigir para casa. Assim que chegamos na mansão, carreguei-a até o quarto enquanto ela gritava:
— Solte-me, seu ogro, seu maluco, i****a!
Quando entramos no quarto dela, joguei-a na cama.
— Angel, estou ficando louco mesmo. Quero devorá-la agora. — Eu me sentia faminto, mas minha fome não era de comida.