Capítulo 2 parte 3

792 Palavras
Charles Desci para tomar café, e Rosa estava preparando tudo. Comi um bolo delicioso e percebi que a ruivinha não tinha descido. Será que ela não ia tomar café? Mas não me preocuparia com isso, tinha muito trabalho a fazer. Deu a hora do almoço e a ruivinha também não apareceu, então perguntei a Rosa o que tinha acontecido. — Ela disse que não quer comer, mas estou ficando preocupada, ela não comeu nada até agora. Bom, aquilo não era problema meu. Ela não desceu para comer porque não quis, devia estar se fazendo de difícil por causa da noite anterior. Deu a hora do lanche e nada dela de novo. Ela só podia estar testando a minha paciência. Bati na porta do quarto dela. — Abra a porta, Angel. — Não vou descer para comer, não quero. — Você quer testar minha paciência, é isso? Assim que ela abriu a porta, percebi que estava pálida, mais branca do que já era, parecia um vampiro. O esforço de abrir a porta deve ter consumido suas últimas energias, pois ela caiu sobre mim e desmaiou. Peguei-a nos braços, corri com ela até o carro e a levei para o melhor hospital da cidade. Ela foi atendida rapidamente. — Senhor Charles, sua esposa estava com hipoglicemia, baixa taxa de açúcar no sangue. Por acaso ela ficou muito tempo sem comer? — Sim, doutor, ela se recusou a comer o dia todo. Ela vai ficar bem logo? — Ela já está um pouco melhor, está tomando soro. Fui ao quarto para ver como ela estava, e já fui logo dando um sermão. — Angel, você é muito fraca, nunca mais ficará sem uma refeição — falei bem sério, encarando-a. — Eu estava de greve pelo que você me fez. Nunca mais deposite dinheiro na minha conta — respondeu ela, também brava. — Está bem, temos um acordo. Não sabia o que ela queria dizer com aquilo, mas provavelmente ela queria outras coisas como recompensa, talvez uma bolsa da Chanel. Depois que ela tomou o soro e as vitaminas, levei-a de volta para casa, e Rosa preparou uma refeição farta para que Angel se recuperasse. Angel Já se passara uma semana desde o ocorrido do hospital. Eu vinha me alimentando melhor e Charles não estava me tratando tão m*l, pelo menos ele respondia meus cumprimentos durante as refeições. Acreditava que as coisas poderiam estar melhorando entre nós. Os pais de Charles estavam voltando para a mansão, queriam ver como eu estava e se Charles estava cuidando bem de mim. Rosa anunciou a chegada deles: — Senhora, os pais de Charles estão aqui e querem vê-la. — Está bem, estou descendo. — Enquanto descia as escadas, meu sogro e minha sogra verificavam minha aparência. — Eu estou bem, não se preocupem. — Charles está cuidando bem de você? — perguntou Emma. — Está sim — respondi. — Vou até o escritório de Charles, preciso discutir alguns assuntos com ele — disse William, subindo as escadas. — Minha nora querida, quero saber como tem andado a vida s****l de vocês — disse Emma, sem rodeios. — Desculpe, Emma, mas eu e Charles nunca fizemos sexo — respondi constrangida. — E como vocês pretendem ter um herdeiro? Eu vou conversar bem sério com Charles. — Não fale nada, por favor! — implorei. Depois dessa conversa não tão agradável para mim, Emma me levou ao shopping para comprar algumas roupas. — Angel, amanhã haverá uma festa incrível aqui na cidade e quero comprar um lindo vestido para você — disse Emma. Chegamos no shopping e começamos a vasculhar todas as lojas. Era verão no Alasca e eu queria estar bem bonita na festa. Experimentei tantos vestidos que perdi a conta, até que encontramos um lindo vestido pelo qual eu e Emma nos apaixonamos. — Agora que já encontramos o que você vai vestir, vamos comer algo — disse Emma. Fomos até a praça de alimentação do shopping, chegando lá, encontramos Adrian, o dono da livraria. — Angel! Como você está? Sumiu da livraria — disse ele, sorrindo. — Desculpe, descobri que na minha casa há uma grande biblioteca — respondi. — Adrian, você por aqui! Não sabia que conhecia minha nora — disse Emma. — Acabei conhecendo-a por acaso quando esteve na livraria — respondeu ele. — Você vai à festa da cidade amanhã? — perguntou minha sogra. — Vou sim, não perco uma boa festa. Nos despedimos dele e fomos comer. Depois, voltamos para casa. Emma ficou me dando dicas para conquistar o seu filho, mas eu já havia decidido não me entregar a ele novamente e tentaria cumprir minha promessa. — Já vou indo, querida. Trate de ficar bem bonita para a festa amanhã. Uma limusine virá buscá-los.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR