capitulo 102

2032 Palavras

🖤 NARRADO POR PILAR — “A MANHÃ, O ÔNIBUS E O NOME QUE DÓI NA BOCA DE UMA CRIANÇA” O dia amanheceu sem pedir licença. A luz entrou torta pela janela do quartinho, batendo direto no rosto da Beatriz primeiro. Ela se mexeu, resmungou alguma coisa incompreensível e se encolheu mais, como se o mundo ainda fosse grande demais para acordar. Eu fiquei olhando. O Guilherme dormia m*l, mesmo dormindo. Mandíbula tensa. Testa franzida. Quinze anos e já com o corpo preparado para o impacto. Ele não descansava — só desligava por cansaço. Foi ali, naquele silêncio quebrado só pelo barulho distante da rua acordando, que eu entendi: não dava mais para pensar. Era hora de agir. Levantei devagar, o corpo reclamando em cada passo. A dor ainda estava ali, espalhada, mas agora era só ruído de fundo. Eu já

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