Pré-visualização gratuita PRÓLOGO
MARINA SANCHEZ
Definitivamente eu não entendo como as pessoas podem esquecer com facilidade do passado, as minhas lembranças da infância são tão frescas, eu me lembro do dia em que viemos do México para cá para procurar o meu progenitor minha mãe estava tão feliz, ela era bonita uma mulher alegre, essa alegria foi se acabando a cada visita do homem que era o meu pai.
Eu tinha 4 anos ela estava grávida dele novamente, meus avós nos botaram para fora de sua casa então viemos para Itália atrás dele, era um verdadeiro monstro, nunca me dirigiu uma palavra.
Quando éramos só nos duas éramos felizes, mas quando ele vinha ela me trancava no meu quarto até ele ir embora, um dia ela se deitou ao meu lado na cama.
- Marina, está acordada?- minha mãe tinha a voz fraca concordo com a cabeça - A porta da frente está aberta, se amanhã você acordar antes de mim, vá para casa da tia Tati e peça ajuda- ela cantou para mim acariciando meu cabelo
Devia ter ficado acordada, ter pedido ajuda a tia Tati, mais o sono me venceu e eu dormir, acordei e minha mãe ainda estava dormindo, antes de sair tentei acordá-la, seus lábios não tinham cor me levantei rápido e corri para casa da tia como mamãe mandou, corri o mais rápido que eu pude, sem olhar para trás.
- Tia, tiaa, tia Tati - entro gritando e ela se assusta
Eu não precisei dizer nada ela me abraçou e seu marido correu para minha casa, ele voltou depois de algum tempo com uma pequena mala nas mãos com roupas minhas e um envelope das na mão.
Eu nunca mais vi minha mãe, por um tempo eu fiquei com a tia Tati, um dia o meu progenitor desapareceu e parou de dar a quantia em dinheiro que dava para eles cuidarem de mim, então fui convidada a me retirar da sua casa, fui para um orfanato de meninas onde fui adotada por um casal que sonhavam em ser pais.
Eram maravilhosos comigo até o dia que ela engravidou e não podia mas ficar comigo, não precisavam né, teriam seus próprios filhos.
mas uma vez eu fui deixada em um orfanato, só que as coisas mudaram a dona do orfanato era maravilhosa, Tia Branca era uma mãe para todos nós, todas as mulheres do orfanato me acolheram muito bem, a tia Isabella conversa muito com a gente para nos ensinar a lidar com nossos sentimentos e coisa e tal, a tia Inês me tratava como uma filha sempre dizia que eu era muito parecida com uma de suas filhas, a tia Rosa era a tia da bagunça, ali eu tinha uma família completa, estava feliz e segura.
Até a filha da put@ da Marisol nos sequestra,no final deu tudo certo, a tia Branca enfiou um lápis eu seu pescoço e o tio Martin entrou como um herói em meio a fumaça colocando máscaras em nossos rostos, nos tirando daquela galpão e nos levando de volta para a segurança do orfanato.
As consultas com psicólogos aumentaram, a proteção os cuidas tudo aumentou não só comigo mais com todas, sempre me perguntaram o que tinha acontecido com a Marisol, eu jamais entregaria a tia, ela nos protegeu!
- Marina, não guarde segredos que te perturbam pode ser uma arma para sua mente te tortura no futuro- Sorri para ele de forma sincera
- A tia Branca não fez nada de errado senhor, acho que ela estava dormindo também, eu posso ver a tia? - pergunto acariciando o cabelo da minha boneca
- É uma menina velha sabia?
- Eu não sou velha, só tenho 6 anos- Hoje eu entendo que era de idade mental que ele falava
- Porque a Branca e tia e eu sou senhor Marina?
Fiquei feliz por ele querer ser chamado de tio por mim, deixo minha boneca de lado e pego um jogo de xícaras
-Quer chá tio? - ofereço o chamando de tio e um sorriso que eu nunca tinha visto antes no seu rosto se forma ele pega a pequena xícara na mão
- Vem vou te levar para ver a Branca- ele se levanta e estende a mão para mim,não pego- não quer ver a Branca?
A marisol nos tirou do orfanato alegando que a Branca estava em perigo, não posso confiar nele tão fácil
- E se for mentira? - pergunto e vejo ele sorri aparentemente orgulhoso por eu duvidar dele ele liga para a Tia e bota no viva voz para que eu escute
ligação on
- oi, onde está? não aguento mais esse quarto- ela fala assim que atende
-Estou no orfanato, mas já estou indo para casa
- Viu as meninas? a Marina está bem?
- Sim para as duas perguntas, e te levarei uma surpresa.
- Manda um beijo para elas, trás chocolate e um sorvete verde
- sorvete verde?
- sim, quero uma coisa verde e gelada- começaram os desejos estranhos
- Ok, até logo!
ligação off
Ele me dá a mão novamente e eu pego sorrindo, feliz em ser a surpresa da tia Branca
Observo todo o caminho, quando ele estaciona eu fico encantada com a beleza do local pego em sua mão para entrar na casa
- teremos companhia para o almoço- ele fala para o zefa que hoje chamo de vó zefa
Entro no quarto da tia e ela me olha com uma felicidade igual a que eu sentia em estar ali
- Oi minha flor, como você está? -faço carinho em sua barriga, Sorrio sentindo o bebê mexendo
-Olha a bebê me ama- Ele me puxa e dá um beijo carinhoso em minha bochecha
- E quem não ama você?
Desde então eu frequentemente vou a casa da tia Branca e do tio Martin, achei que o tratamento depois comigo mudaria um dia mais não mudou, mesmo com a adoção, um tempo depois a tia Branca me chamou ao seu escritório no orfanato para conversar sobre uma possível adoção ela deixou claro que a decisão era minha
-Você não quer ter uma família? - pergunta enquanto estou montando um quebra cabeça- uma mãe?
-Eu tenho as tias, tenho a senhora, vocês são minha família!
- Olha- ela abre uma pasta com fotos - essa moça quer ser sua mãe e ele quer ser o seu pai, você não quer isso?
- E se eu gostar deles é eles enjoarem de mim,eu vou chorar
Eu queria ter uma família, mas o medo de ser devolvida outra vez era grande eu estava feliz ali porque arriscar com outra família?
-As portas estarão abertas para você sempre, tanto as do orfanato, quanto as do meu coração, eu serei sempre a sua tia que te ama e admira a menina forte que você é
- Eu gosto daqui- pego a foto da mulher- Ela não tem um filho?
- Teve uma filho que foi morrar no céu
- Igual a minha mãe, será que eles moram na mesma casa? - Ela sorri para mim
Sabendo que eu poderia voltar a hora que eu quisesse para cá eu me permito pensar em conhecer a moça da foto
- Aqui e a sua casa, mas se você quiser pode conhecer a moça da foto- eu não conseguia para de olhar para a foto, eu procurei semelhança física da minha mae dela - Ela pode vim aqui, eu ficarei por perto, isso se você quiser e claro.
- Eu quero conhecer ela, eu já teve um filho e eu já tive uma mãe- olho para a foto nas minhas mãos e para o meu jogo de quebra cabeça de peças grandes - talvez a gente se encaixa né?