Beca acelerou e eu olhei pra frente deixando tudo para trás, não sabia para onde estava indo, mas se tinha alguém em quem eu confiava era na pessoa que estava pilotando essa moto, ela saberia o que fazer pra me ajudar, saberia melhor do que eu, Beca tem essa sensibilidade. A poeira se misturava às minhas lágrimas, meu cabelo desfeito voava com o vento. Duas bêbadas sem capacete em uma moto, nada mais a nossa cara do que isso, duas inconseqüentes que levavam a sério a promessa de cuidarem uma da outra. A moto parou e eu não fazia ideia de onde nós estávamos, não tinha prestado atenção em nada no caminho, pelo contrário eu já estava me acostumando com o ar gelado da noite secando minhas lágrimas e agora estava parada em meio a uma escuridão angustiante. - Vem. – Beca disse enquanto saía d

