A viagem foi longa, mais demorada do que o normal. Desde o momento que cheguei de volta ao meu apartamento caí na cama e apaguei, não tinha pregado os olhos no ônibus e minha cabeça não me dava sossego, o tempo todo tentando desvendar o que o Davi tinha ido fazer na casa da minha mãe. Todo cansaço e neuras finalmente tiveram fim quando deitei na minha cama. Aaahh como eu amo minha cama! Nem fome, sede ou vontade de fazer xixi me tiraram de lá e nem tirariam por todo o final de semana se dependesse de mim. Mas não depende. Era comecinho da noite quando a Beca invadiu meu quarto. - Levanta! Você já dormiu demais. – ela não gritava, mas até aquele tom de voz era o suficiente pra doer minha cabeça. - Ah não. – resmunguei. - Anda, levanta! Já estou ficando preocupada. – ela tirava minha

