Capítulo 30

2088 Palavras

- AMANDA! – a voz da minha mãe saiu tão alta e rouca que podia jurar que tinha saído de um lugar bem mais profundo, sei lá, talvez do lugar que fique guardada a raiva, porque aquilo era ódio, ódio puro. Aquela sala era só constrangimento. Minha mãe agora ganhando uma tonalidade de verde, Lucas parecia quase desfalecido, Davi me olhava embasbacado e a enfermeira estava tão chocada que comecei a desconfiar que ela também já devia ter passado pela cama do Lucas e ia sair dali correndo fazer seu exame, o médico era o único que parecia envergonhado com aquilo tudo. Eu? Eu estava aliviada como alguém que depois de passar 24 horas viajando em um ônibus sem banheiro acha um lugar para seu xixi preso. Eu estava até mais leve. - Você não vai fazer exame algum! – ela vociferava. - Eu acho melhor

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