Natalie narrando A noite tinha sido boa. Boa de um jeito calmo, sereno, daqueles que aquecem o peito e fazem a gente esquecer, nem que seja por algumas horas, o peso do mundo. A melhor parte nem foi o banho em si, mas o depois — ou talvez o durante. Ficar ali, na banheira, com o Mago, só de carinho, sem pressa, sem cobrança, sem aquela urgência que muita gente confunde com amor. Braços entrelaçados, conversas baixas, risadas preguiçosas. Relacionamento não se baseia só em sexo. Às vezes, o que a gente mais precisa é desse tipo de proximidade silenciosa, onde o toque fala mais do que qualquer palavra. Depois do banho, a gente se arrumou e foi comer. Ele pediu comida do restaurante dele, e eu já devia ter imaginado que seria maravilhoso, mas ainda assim conseguiu me surpreender. O sabor

