Arcanjo narrando
Sabe quando você sente que tudo está caminhando para o fracasso e não sabe como consertar as coisas? Na verdade, eu sei, mas sempre me recusei a aceitar a Luna aqui dentro para me defender; aceito qualquer uma, menos ela. Meu nome é Rafael Martins, mas sou conhecido como Arcanjo. Tenho 27 anos, várias tatuagens espalhadas pelo corpo, sou branco com o cabelo castanho claro e olhos azuis, meu corpo é bem malhado, por onde passo chamo atenção, as mais gostosas se matam pra me dar e eu não dispenso, sou cachorro solto, e sei bem tratar uma p**a na cama. E claro, também sou o chefe do comando, mas nem sempre foi assim. Antes de eu assumir o lugar do meu pai, a Luna e eu tivemos um caso; namoramos por um ano, mas não deu certo, e eu não gosto de tocar nesse assunto. Depois que terminei com ela, não demorou muito para meu pai falecer. Tive que entrar de cabeça no comando, deixando minhas emoções de lado para focar no que realmente importava. Mas não pensem que deixei ela de lado; isso nunca. Eu posso ter perdido a Luna, mas ninguém ousava chegar perto dela. A Luna é minha e sempre será. O homem que ousar tocar nela morre. A pessoa que pensa em fazer m*l a ela morre. Ninguém encosta no que é meu.
Fui preso há quatro anos durante um assalto ao maior banco do RJ. Eu não contava com a traição da mulher com quem eu estava casado. Sim, eu já fui casado. Nunca a amei, mas fui obrigado a casar quando descobri que ela carregava um filho meu. Para que a louca não matasse o bebê, fui forçado a casar. m*l sabia eu que a gravidez era falsa e que tudo não passava de uma armação. Como a Reilaine sabia do que eu sentia pela Luna, assim que entrei com o pedido de divórcio, ela se voltou contra mim. Tive que ir na missão e deixar para resolver as coisas com ela depois. m*l sabia eu que sairia da missão preso e que a Luna entraria em uma profunda depressão por minha culpa.
Ver ela depois de tanto tempo, ali parada na minha frente, agindo como uma verdadeira advogada, me encheu de orgulho. Minha garota cresceu e se tornou uma bela mulher. Sempre torço por ela, mesmo de longe. Na sua formatura, eu estava lá, escondido, torcendo para que ela fosse a melhor, e ela é. O fato de a gente não ter ficado juntos não significa que eu a odeio, mas a situação do nosso fim não me deixou outra alternativa a não ser odiá-la, e sei que ela me odeia na mesma intensidade.
- Pode gritar o quanto quiser, Luna, mas você sabe que não pode largar o caso - falo e dou um sorriso debochado para ela. Posso sentir a raiva dela, mas também sinto que ela não está achando tão r**m em me defender.
- A sua sorte é que eu amo demais a minha profissão para deixar você destruir até isso que me restou. E eu acho bom você não cometer nenhuma loucura, ou eu mesma me encarrego de te deixar preso aqui - ela fala e vira as costas para sair dali sem nem ao menos se despedir. Me levanto, seguro seu braço e a pressiono contra a parede, dou um sorriso safado para ela. Ela tenta se afastar, mas eu colo ainda mais meu corpo no dela, fazendo-a sentir o meu p*u.
- Tá pensando em fugir, princesinha? - sussurro em seu ouvido. Meu p*u está duro feito uma pedra. Ah, se ela soubesse o efeito que causa em mim. Ela sobe sua mão lentamente sobre meu peitoral até chegar no meu pescoço. Uma corrente elétrica passa por todo o meu corpo. Eu comeria ela aqui, fácil, mas sua mão sobe até a altura do meu queixo e segura firme, me fazendo encará-la.
- Escuta bem o que vou te falar, Rafael. Aqui eu sou sua advogada e exijo respeito. Quer uma p**a, contrate uma. Eu não sou como as outras que faziam serviços extras - ela fala e dá um chute no meu p*u, me fazendo afastar dela. - Passar bem, Rafael - ela se vira e sai. Filha da p**a do c*****o. Meu p*u chega a latejar pela dor, mas nem se compara ao t***o que estou por essa bandida. Se ela soubesse que atiçou ainda mais minha vontade, não teria feito isso.
- Quero ver até onde vai essa marra dela - falo para mim mesmo e logo o carcereiro vem me levar de volta para a cela.
Aqui nunca recebi um bom tratamento. Sempre estou na solitária, ou então vêm fazer tortura para arrancar alguma coisa de mim, mas nunca conseguiram nada e vai continuar assim. Vão ter que me matar, mas minha boca eu não abro.
- E aí, princesinha? - Águia pergunta, fazendo graça, e eu mando o dedo para ele.
- De princesinha não tem nada. Seu olhar continua no ódio por mim. Aquela adolescente que um dia namorei não é mais a mesma. A Luna se tornou o próprio d***o - falo e ele sorri.
- Pelo visto o encontro foi interessante - ele diz e eu confirmo.
- Eu vou ter ela de volta, e na próxima visita dela vou deixar claras minhas intenções - falo, já imaginando eu fodendo ela com força. Eu e a Luna nunca transamos, e minha cabeça até dói ao imaginar outro mexendo no que é meu. - Me dá cobertura - peço a ele, que confirma. Eu pego meu celular e ligo para um dos meus homens.
LIGAÇÃO ON
- Sim, patrão.
- Quero que vocês reforcem a vigilância da Luna e quero todos os passos dela. Qualquer homem que chegar perto dela, mate.
Desligo.
LIGAÇÃO OFF
- Acha que ela consegue te tirar daqui?
- Não duvido da capacidade dela, mas cá entre nós, já passaram muitas advogadas por aqui e nenhuma conseguiu nada.
- Conseguiu sim. Você fodeu com todas - dou um leve sorriso.
- Pelo visto chegou a minha próxima vítima - falo e ele n**a sorrindo.
- Você não presta.
- E nem quero - ele apenas confirma. Não estou afim de abrir mão da Luna. Eu sei muito bem as baladinhas que ela está frequentando e não estou gostando nada disso. Acho bom ela não me provocar. Desta vez, ela não vai me escapar.
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