Talibã narrando O caminho até a casa foi em silêncio. Só o barulho da moto cortando a rua. E eu, de vez em quando, olhando pelo retrovisor. Ela tava dura. Segurando na parte de trás. Nem encostava em mim. Como se só de tocar… já fosse demais pra ela. Quando a gente chegou… eu nem desliguei direito a moto e ela já desceu. Sem olhar pra trás. Sem falar nada. E entrou. Do jeito dela. Impulsiva. Errada. Soltei um suspiro baixo. — Pørra… — murmurei. Desci da moto. E fui atrás. Entrei na casa já vendo ela subindo as escadas. Apressei o passo. — Ô! — Minha voz saiu firme. Ela parou no meio da escada. Mas não virou na hora. Só depois de uns segundos. Devagar. — Aqui as parada não funciona assim não.- Ela desceu um degrau. Fiquei olhando pra ela. — Tu não pode sair na mão com qualquer u

