Coiote narrando Depois que o Talibã mandou eu tirar a Fernanda de lá, eu nem pensei duas vezes. Aquele clima dentro da casa da irmã dela tava pesado demais. Cheiro de briga, de ódio antigo, de coisa m*l resolvida… e quando mistura isso com gente nervosa, dá merda. Já tava dando, na real. Segurei ela pelo braço e fui puxando pra fora. — Bora — falei firme, tentando não machucar, mas também sem dar espaço pra ela voltar. Ela ainda tentou olhar pra trás, como se quisesse continuar a briga, mas eu puxei mais forte. — Já deu, Fernanda. Já deu. Saímos da casa e começamos a subir o morro. Ela tava tremendo, respirando pesado, o rosto vermelho de raiva… e de choro também. Eu conheço esse tipo de olhar. É o olhar de quem chegou no limite. E quando a pessoa chega ali… ou quebra de vez… ou vir

