Ao chegar na mansão, minha mãe logo percebeu a fúria estampada no meu rosto. Tentou vir atrás de mim, perguntar o que tinha acontecido, mas eu não queria conversa com ninguém. Ainda com o sangue fervendo, só queria encontrar um lugar onde pudesse respirar sem ser interrompida. Aquela casa… não era minha. Nunca foi. Eu nem sabia direito onde podia ou não ficar. Mas havia um lugar… o escritório dele. Já estive lá uma vez. E era o único cômodo naquele momento que me parecia um bom esconderijo. Atravessei o corredor sem pensar duas vezes, girei a maçaneta e, para minha sorte, estava destrancada. Entrei, fechei a porta atrás de mim e encostei as costas nela, tentando, em vão, acalmar o coração disparado. Respirei fundo, mas a raiva ainda queimava. Pensei. Tentei me convencer de que ele não t

