Capítulo 100
Ana narrando
Eu já imaginava o que ela queria falar, deveria ser sobre JK. O problema é que ninguém sabe dos meus motivos .
— O que aconteceu Mari? – eu pergunto para ela.
— Fiquei sabendo que você transou com JK, o gerente da boca VocÊ sabe que ele tem idade para ser seu pai, não é mesmo?
— Não teve nada de mais – eu respondo – apenas ficamos uma vez
— Não é isso que me disseram e o que eu estou sabendo.
— Você sabe que o povo fala de mais, ainda mais aqui que é tudo meio fofoqueiros – ela me encara.
— Você está atrás dele desde o primeiro dia que o viu – ela diz – porque isso Ana? Você tem 16 anos de idade, ele tem o dobro da sua idade, até mais.
— Idade não é documento.
— Você é uma criança.
— Você sempre me tratou como uma criança, você e o meu pai – eu respondo – estou cansada disso.
— Você quer atropelar a sua idade mas não é bem assim que as coisas vão funcionar – ela fala – você está sobre a minha responsabilidade, você tem que saber ter limites Ana. Você é uma garota.
— Para de me tratar assim – eu falo – Isa, tem 16 anos de idade e stá lá transando com Pedro e você não está nem ai, mas eu – ela me encara – ai eu, sou o problema, sou a desvirtuada, sou a única que ganho.
— Olha a idade do Pedro para a idade que o JK tem – eu dou risada – se Isa e Pedro fizeram algo, Isa era virgem, e você?
— Desculpa Marielle não estamos vivendo na décadas antigas, onde virgindade era o patrimônio de uma mulher – ela me encara – estamos vivendo em tempos modernos.
— Eu só quero cuidar de você, Jk É MAIS VELHO – ela afirma
— Cadê o meu pai em? – eu pergunto – gente, não é possível que ele me deixou com você, eu não entendo como meu pai foi casado há tantos anos com uma machista que nem você. Sinceramente, qualquer mulher seria melhor para ele, do que você .
— Eu te criei, te dei amor, te dei tudo – ela fala – eu não vou admitir que você fale assim comigo. Eu vou te mandar para sua vó na Bahia.
— É tudo que eu quero – eu falo olhando para ela – ter uma pessoa de verdade ao meu lado e não uma pessoa falsa como você, que finge as coisas.
— Seu pai abandonou a gente aqui – ela fala e eu a encaro
— Você está mentindo.
— Não estou não, seu pai está em Portugual, tirou todo o dinheiro das contas,eu não tenho dinheiro nem para pagar sua passagem para Bahia.
— Mentirosa – eu falo – está querendo em jogar contra o meu pai.
— Eu jamais faria isso – ela fala – eu te criei com muito amor, você é minha filha.
— Você não é minha mãe – eu falo para ela – eu vou ligar para minha vó e contar tudo a ela, ela vai me mandar a passagem de volta. Mas você não é minha mãe e jamais vai ser.
Eu saio de casa deixando Marielle lá sozinha.
Capítulo 101
Pesadelo narrando
Era tarde da noite e eu vou até em casa, mas quando entro vejo Maisa na sala.
— Está sozinha? – eu pergunto
— Pedro está na boca – ela fala
— Precisamos conversar.
— Não tenho nada para conversar com você – ela fala me encarando – nada mesmo.
— Para com isso – eu falo para ela – estamos casados há tanto tempo, eu errei f**o, eu sei, mas eu não quero me separar de você.
— Eu não aceito traição – ela fala me encarando
— Foi apenas um beijo
— Não interessa – ela fala – traição não é somente contato físico, é pensar em outra pessoa, é tudo Augusto, tudo.
— Maisa, eu gosto de você.
— Você nunca me amou – ela fala – nunca me amou mesmo, eu era o seu escape, escape da vida.
— Não fala isso, nos temos uma história linda juntos, você sabe disso, criamos Pedro, nos casamos.
— É fácil, é só a gente se divorciar – ela fala – não é mesmo?
— Eu não quero em separar de você – eu falo para ela.
— Não existe mais nós dois, eu jamais vou admitir ou perdoar traição – ela fala me encarando – vamos ajeitar a nossa vida, cada um para o lado.
— Para que tudo isso? Você está fazendo tempestade em tampinha de xarope.
— Não estou não. Se fosse ao contrário, você me perdoaria ou atiraria em mim? Colocaria uma bala na minha cabeça?
— Eu jamais faria isso – eu afirmo
— Faria sim – ela fala nervosa – você jamais perdoaria uma traição minha, mas agora eu tenho que perdoar uma traição sua? Eu sempre fui fiel a você Augusto, eu jamais sequer pensei em outro homem. Eu fui fiel todos esses anos a você.
— Me perdoa por favor – eu falo para ela
— Não – ela fala – eu jamais vou te perdoar, jamais – ela afirma – agora por favor saia daqui, pelo menos nessa casa eu não vou sair.
Ela me expulsa de dentro da casa e eu saio, encontro Pedro na entrada de casa e ele me encara.
— Se eu fosse ela, eu teria matado você – Pedro fala me encarando
— Eu sei que eu errei.
— Você vacilou f**o – Pedro fala me encarando – f**o de mais. Na boa Pesadelo, se colocar na balança, você fez as duas mulheres que você amou sofrer, so que uma delas foi a culpada junto com você pelo sofrimento da outra. É minha mãe, me desculpa, na boa, não dá para ficar do seu lado.
Maisa narrando
Eu vejo pela janela Pesadelo sair de casa e pego meu celular para ligar.
A pessoa estava certa, demoraria questão de dias para Marielle estar com Pesadelo.