Capítulo 102
Isabela narrando
Eu estava procurando Pedro e encontro meu pai perambulando pelo morro.
— Oi – eu falo para ele e ele me encara.
— Oi – ele fala
— O que foi? – eu pergunto – é verdade o que estão dizendo que a Marisa te colocou para fora de casa?
— Não quer me ver nem pintado de ouro – ele fala se sentando e eu me sento do lado dele.
— Foi a Mari, não é?
— Sua irmã não tem culpa de nada, a culpa foi minha, totalmente minha.
— Ms estão dizendo que vocês ficaram.
— Foi um beijo, eu fui atrás dela – ele fala – Mari não tem culpa de nada, está confusa e passando por muita coisa por algo que eu emti ela no meio anos atrás.
— Eu tenho uma pulga na orelha para saber desse tempo atrás – eu falo e ele me encara.
— É melhor deixar as coisa scomo está – ele fala – e você e Pedro?
— O que tem?
— Já dei meu recado, se ele te fizer sofrer, coloco eles no pneu – ele flaa rindo
— Ele também é seu filho.
— Eu sei, se você fizer ele sofrer, também te coloco nos pneus – ele fala rindo
— Revoltado você em – eu falo e ele sorri
— Fico feliz que você esteja feliz – ele fala me olhando – e que esteja aqui também Isa.
— Você é um ogro, mas eu amo você pai – ele me olha e beija a minha testa.
— Maisa não vai me perdoar – ele fala – mas não quero que você fique de m*l com sua irmã por causa disso. Mari já está passando por coisas de mais, difíceis de mais na vida dela.
— William nunca prestou – eu falo para ele – como demoramos para abrir o olho?
— Tem pessoas que finge muito bem e enganam, na verdade, ele foi a pessoa que sua irmã procurava – ele fala – o que torna isso também minha culpa.
— Espero que tudo se resolva da melhor forma.
— Pedro está puto comigo.
— É a mãe dele – eu falo – é normal que ele esteja mesmo, ele vai ficar do lado dela.
— É – ele fala e eu olho para ele.
Meu pai estava pensativo e desanimado também, era nítido que essa situação toda não estava confortável.
Eu chego em casa e encontro Marielle nervosa, ela me encara.
— O que aconteceu?
— Ana – ela fala
— Meu deus, o morro todo hoje resolveu discutir.
— Porque?
— Maisa quer perdoar meu pai não.
— É melhor nos ir embora.
— E vamos para onde? Para de baixo da ponte? – eu pergunto e ela me encara
— Obrigada por me lembrar disso.
— Foi m*l – eu falo para ela
— Está tudo desabando.
— Vai ficar tudo bem – eu falo para ela. – no final vai dar tudo certo – ela me encara e eu sorrio fraco.
Capítulo 103
Isabela narrando
Três semanas se passou e Ana iria embora para a Bahia, ela estava até ficando na casa da Heloisa, porque disse que não queria ficar com a gente, minha mãe tentou falar com ela diversas vezes mas nada, ela só soube brigar e ofender Marielle.
Maisa não tinha perdoado meu pai e Pedro estava meio bolado com a situação com a mãe, eu estava no meu quarto com meu notbook ligado apagando algumas fotos, quando Pedro entra,
— Estou te mandando mensagem – ele fala
— Desculpa – eu falo para ele – mas eu não vi.
— O que está fazendo?
— Apagando umas fotos antigas que tem william, não quero mais nada ligado a ele.
Ele se senta do meu lado e eu abro uma foto minha de quando era bem pequena com William com Marielle a gente ainda morava no morro.
— Esse é ele? – ele pergunta
— A gente morava ainda aqui no morro – eu falo para ele.
— Esse é ele quando morava aqui no morro? – ele pergunta
— Sim.~
— Você tem essa foto gravada? – ele pergunta
— Não.
— Deixa eu tirar uma foto dela – ele fala
— Porque?
— Não sei – ele fala – eu tenho a sensação que já vi ele.
— Você morava no morro também.
— Não, mas não como um simples morador – ele fala e eu o encaro.
— Como assim?
— Desde o primeiro dia que eu vi ele aqui no morro, eu tive essa maldita sensação, que eu convivi com ele.
— Como conviveu? – eu pergunto para ele – se voc~e conviveu com ele, foi aqui no morro. Ele era sorveteiro, vendia picolé, eu lembro disso.
— Pode ser que eu esteja fantasiando isso.
— O que você lembra? – eu pergunto para ele
— Não lembro de nada concreto, eu era criança e ainda tenho as lembranças meio bagunçadas por causa do meu pai – ele fala – precisamos encontrar esse maldido.
— E o que vão fazer quando encontrarem ele? – eu pergunto para ele.
— Matar – ele fala e eu o encaro
— Isso ainda soa meio estranho para mim – eu falo para ele – sei lá, ainda não me acostumo com isso. Mas, não quero pensar nisso agora.
Ele me beija.
— Porque não deixamos isso para depois? – ele pergunta colocando o meu computador de lado – e vamos aproveitar nos dois, você – ele fala mexendo no meu cabelo molhado – assim – ele beija meu ombro e eu fecho os olhos – tão linda, cheirosa.
— Eu acho que gostei da ideia – eu falo para ele sorrindo.
A gente começa a se beijar e ele passa a sua mão por debaixo da blusinha do meu pijama, apertando meus s***s levemente, sua boca percorre o meu pescoço me deixando toda arrepiada.
Capítulo 104
Marielle narrando
Eu pego meu celular e me sento na cadeira do salão vendo as fotos minhas e do William durante todos esses anos, eu começo apagar todas com raiva.
Eu olho para frente e vejo Pesadelo entrando no salão, ele tranca a porta.
— Oi – ele fala
— Oi.
— Eu vim para a gente terminar a nossa conversa. – eu olho para ele bem receosa.
Eu estava bastante confusa em relação a tudo, nessas trêssemanas me mantive na minha, até porque não queria ser pivor da separação dele com a Maisa, me arrependo de mais por aquele beijo e por todas as coisas que escutei de Maisa, realmente eu nunca quis que nenhuma mulher sentisse a dor que eu senti ao saber das traições de William, ainda mais eu sendo a culpada disso, isso me doeu muito, me quebrou por inteiro.
— Pesadelo – eu falo olhando para ele e me levanto – a gente está se machucando e machucando outras pessoas.
Ele não fala nada apenas se aproxima de mim, como sempre, ele era mais alto do que eu, ele passa a sua mão pelo meu rosto, eu encaro os olhos eles e ele me encara.
Sua mão acariciava meu rosto lentamente, meu corpo se arrepiava quando ele me tocava.
— Sabe porque eu te mandei embora? – ele pergunta
— Porque? – eu pergunto para ele.
— Porque eu já estava te amando – ele responde – e eu achei que se você ficasse do meu lado, você iria sofrer de mais, eu abri mão do que eu sentia para te ver feliz.
— Eu te odeio por tudo , por tudo – eu falo olhando para ele com os olhos cheios de lagrimas – mas eu estava disposta a aceitar o seu carinho, o seu amor, naquele momento e você me expulsou daqui com uma criança e depois você se casou com outra mulher e deu tudo a ela – eu empurro ela – deu amor, deu carinho, deu uma família. Me doeu de mais chegar aqui e ver tudo isso.
— Eu me achei insuficiente – ele fala – me achei insuficiente para te dar tudo que você merecia, tudo que você e Isa merecia, eu já tinha te feito sofrer muito.
— E você realmente me fez – eu afirmo – eu vivi as piores coisas na sua mão, paguei por algo que nem era minha culpa. Eu realmente sofri muito na sua mão, mas aos poucos, as coisas foram mudando e você sabe, você foi mudando comigo, com a Isa e eu realmente achei que você mudaria por nós – eu começo a chorar – mas você mudou por outra pessoa. Vai embora , por favor. Me deixa em paz – ele segura em meu rosto e limpa as minhas lagrimas.
— Eu não queria que tudo isso tivesse acontecido.
— Eu fui embora e eu só casei com William porque ele me deu tudo que eu queria que você tivesse me dado, ele chegou me dando amor, dando carinho, sendo meu alicerce, criamos uma família , tudo que eu sempre achei que eu teria com você – eu falo para ela – mas eu fui iludida, eu fui ingênua em confiar novamente em uma pessoa que nem você e não adianta me dizer que vocês não saõ iguais, porque vocês dois são.
— Você acha que eu não me arrependo todos os dias? Que eu me perdoei por tudo que aconteceu? – ele pergunta me encarando e eu olho para ele – não, eu jamais me perdoei por nada Marielle, jamais.
— Você se perdoou sim, no momento que você conseguiu dar amor para outra pessoa, criar o filho de outra pessoa e usa a desculpa esfarrapada que não poderia fazer isso comigo – eu falo olhando bem firme em seus olhos