Pov Lauren Jauregui
Eu estava sentada na sacada do meu quarto há horas esperando Camila voltar, o dia já havia amanhecido e nenhum sinal dela ainda.
Chris tinha voltado para casa e contado as boas notícias para Claire e Nate.
Eu estava bolando planos para começar uma conversa com ela, mas Ally me impediu dizendo para eu deixar as coisas rolarem naturalmente e quando fosse a hora eu encontraria um tempo para conversar com ela. Pelo visto minha irmã deve ter visto algo no futuro, porém como sempre não me contou nada.
Minha vida deu uma reviravolta de ontem para hoje.
Ontem eu era uma garota que sofria pela morte da amada, só existia para me vingar de sua morte e assim que o fizesse me mataria, já que não tinha mais nenhum motivo para existir nesse mundo. Hoje eu sou a garota que tem sua amada novamente nos seus braços, ou quase isso, esse era um pequeno detalhe que eu tentaria mudar o mais depressa possível. Sou a pessoa que sorri verdadeiramente depois de tantos anos ao se lembrar dos momentos maravilhosos que passei ao lado da minha vampira.
Senti meu corpo ficar tenso assim que vi a figura da Camila surgindo no início da floresta parando próxima de casa. Ela estava linda como sempre e causava reações em mim que há anos eu não sentia.
Ela agora não usava mais o Trench Coat que chegou, estava ainda com a mesmas roupas, tirou unicamente o Trench Coat vestida agora só com uma regata branca colada no seu corpo.
Senti meu amigo de baixo se apertar contra minha boxer pela primeira vez depois de tantos anos ao olhar seus s***s fartos.
Depois que conheci Camz só senti desejo por ela, nunca mais nenhuma mulher me chamou a atenção. Podem me achar estranha, mas eu nunca fiquei com nenhuma mulher depois dela, nunca senti desejo por outra e tão pouco queria isso. Camz seria a única da minha vida.
Mas e ela? Será que ela conheceu ou se envolveu com outra pessoa durante esse tempo? Ela não fazia ideia de quem eu era, nada a impediria.
Eu não podia pensar nisso agora, por mais que doesse essa possibilidade. Não adiantaria nada ficar me lamuriando. Apesar que raiva e o ciúme não me deixaria esquecer isso tão cedo.
Camila que até então encarava a entrada da casa ergueu o rosto lentamente na minha direção fazendo assim com que nossos olhares se encontrassem.
Me perdi na imensidão de chocolate, por mais que estivessem vazios eles eram únicos e mais belos que já vi. Ela me encarava fixamente sem desviar os olhos dos meus. Eu queria tanto como todas as outras vezes poder ler sua mente e saber o que ela estava pensando, mas infelizmente eu não podia, pelo menos não sem sua permissão.
Não sei se passaram segundos ou minutos, mas Camila desconectou nossos olhares entrando em seguida na casa.
Joguei a cabeça para trás apoiando-a contra a beirada da janela. Suspirei fechando os olhos, não seria fácil, porém eu não desistiria até fazer tudo ao meu alcance para conquistar minha Camz de volta.
– Encontrou algo interessante mamãe? – Sofi perguntou dentro de casa.
Camila não respondeu, mas pela mente de Sofi vi ela balançando minimamente a cabeça de um lado para o outro.
Resolvi descer as escadas quem sabe eu não arranjaria um assunto para puxar com ela.
Quando cheguei na sala só estavam ali Ally, Troy, Mani e Sofi. Os outros estavam espalhados pela casa.
Camila nem sequer olhou na minha direção quando sentiu minha presença ali. Na verdade ela não olhava para ninguém.
– Milinha, deixa eu te mostrar o seu quarto que eu e Clara arrumamos para você. – Ally disse empolgada.
Fazia tanto tempo que não via a fadinha tão feliz. Felicidade que durou pouco assim que viu Camila a encarando sem interesse algum.
– E quem disse que eu preciso de um quarto? – Sua voz soou fria.
Nunca vi, Camila falar daquele jeito com Allyson.
– Mas você vai querer privacidade enquanto morar com a gente. – Ally estava magoada pela frieza de Camila.
– Pensou errado!
Troy trincou os dentes. Ele queria falar poucas e boas para Camila, mas foi impedido por Ally apertando firmemente sua mão o impedindo de dizer qualquer coisa.
Não gostei do jeito que Camila falou com minha irmã. Por mais que eu a amasse ela não tinha esse direito de ofender os outros.
– Poderia ao menos agradecer. – Mani disse seca surpreendo a todos. Ela nunca foi de se meter muito na conversa dos outros.
Camila à fitou. As duas se encaravam intensamente sem deixar a seriedade se desfazer dos seus rostos.
– Ela só fez um favor para você. Se não está satisfeita, pode se retirar ninguém está proibindo-a de ficar.
Um silêncio mortal se instalou pela casa. Aqueles que estavam espalhados por ela não ousaram dizer um A. Os pensamentos de Sofi, Laura e Marcus estavam nervosos, eles estavam esperando a qualquer momento que Camila atacaria Normani como fez com alguns dos soldados dos Estrabão.
Sofi assim como eu estava em alerta para impedir qualquer passo que Camila daria e Mani para piorar desafiava o olhar dela.
Mas que merda, Mani, não seja tão estúpida!
Para a surpresa de todos. Mani abriu um meio sorriso satisfeita cruzando os braços fazendo com que Camila perdesse a guerras de olhares entre elas.
Eu não conseguia acreditar no que aconteceu aqui. Não era para Camila ataca-la ao invés de acuar? Eu estava completamente confusa, não era essa a reação que eu esperava dela, já que era exatamente isso que a mente dos Estrabão e de Sofi mostravam.
Camila voltou a encarar Ally.
– Me desculpe! – Eu estava de queixo caído agora. Camila pedindo desculpas?
Ally agiu como se nada tivesse acontecido segundos e deu seus famosos pulinhos batendo palma ao mesmo tempo.
– É claro Milinha, com a condição que venha comigo conhecer seu quarto novo! – Disse radiante.
Ela se limitou a responder com um acenar de cabeça. Minha irmã por sua vez não se segurou puxando Camila pelo braço e a arrastando pela escada acima como se fossem velhas amigas, coisa que de fato eram mesmo.
– O que foi isso? – Sofi estava incrédula ainda olhando para o topo da escada onde as duas sumiram.
– Nada. – Mani se jogou no sofá pegando a revista que lia antes.
– Como assim nada? – Sussurrei o mais baixo possível para evitar de Camila nos escutar. – Ela não te atacou. Ou você é sortuda ou é muito b... – Antes que eu terminasse de dizer, minha irmã jogou a revista da sua mão na minha cara.
– Cala a boca, Lauren!
Eu não pude evitar rir, adorava provocar Mani quando eu tinha chances.
– Já chega! – Troy interviu e deu atenção para Mani. – Você sabia o que estava fazendo ou agiu imprudente como sempre?
Minha irmã revirou os olhos.
– Como se você não fosse falar nada se não fosse por Ally te impedir. – Ela respondeu com desdém. Deixando Troy sem ter como responder. – Mas não, eu sabia o que estava fazendo. Laura nos contou que todos temem Camila, por isso ela age desse jeito. É só trata-la como uma amiga que ela é, sem ter receios de dizer a verdade. Não é só isso que ela precisa como no fundo é o que ela quer. É simples, só temos que trata-la como fazíamos quando ela e Sofi fizeram parte da nossa família.
– Faz sentido. – Murmurou Troy pensativo.
Mani tinha razão, não podemos nos conter quando falar com Camila, talvez não agir exatamente como antes. Acho que seria demais para ela se eu a beijasse como sempre fazia ou Dinah abraça-la com toda a sua força. Porém tentar uma conversa amigável é o primeiro passo que deveríamos fazer. E é exatamente isso que vou fazer quando tiver oportunidade.
Sorri presunçosa com minhas chances. Sai dali voltando para meu quarto pensando em como abordar Camila enquanto passava de frente do quarto de hospedes que agora seria dela.
A porta estava entreaberta me aproximei sem fazer som nenhum e olhei para dentro do quarto. Camila estava na porta do closet enquanto Ally estava lá dentro procurando alguma coisa.
– Você pode usar algumas dessas roupas. – Ally falou enquanto pegava uma quantidade exageradas de roupas para Camila vestir e jogava nos braços da minha vampira. – A toalha já está no banheiro.
Camila ia falar alguma coisa, mas foi interrompida por Ally antes mesmo de soltar a primeira letra.
– Oh me esqueci Milinha, tem um vestido lindo que caíra perfeitamente em você. – A anã saiu dali voltando correndo para dentro do closet.
De quem será que eram aquelas roupas? Por que Allyson não comprou nenhuma depois, que as visitas chegaram. Talvez seja de Clara ou até mesmo de Sofi. Da baixinha não podia ser porque nem caberia e de Mani pode ser que tenha uma ou outra, mas duvido que Camila usaria algo elegante dentro de casa como minha irmã. E pela sua cara nada feliz olhando para as roupas em seus braços tive a certeza que o gosto de roupas dela não mudou nada.
Para mim qualquer roupa cairia perfeitamente no seu corpo. Pensei avaliando-a da cabeça aos pés. Linda como sempre, uma beleza que jamais eu cansaria de olhar.
De repente Camila ficou rígida virando o rosto em direção a janela do quarto. Ela estava concentrada olhando para fora do quarto e eu não fazia ideia do que estava acontecendo. Sua respiração se tornou profunda como se ela tivesse captado algum cheiro.
Um pequeno rosnado saiu pela sua boca, fora baixo, no entanto todos escutaram ficando em alerta.
“O que será que Camila captou?”
Troy se perguntava inquieto.
“Lauren?”
Tentei ler a mente, mas não encontrei nenhum desconhecido nas proximidades.
– Não tem nada. – Respondi num sussurro.
Antes que pudesse prever os atos dela. Camila jogou as roupas no chão e pulou a janela caindo na neve fofa sumindo correndo na direção ao leste.
– O que aconteceu com ela? – Clara perguntou preocupada de algum lugar pela sala.
Entrei dentro do quarto rapidamente.
– Ally? – Chamei.
Não precisei nem explicar que minha irmã entendeu prontamente procurando algo no futuro. Um futuro, esse, que não veio.
Trinquei os dentes.
– Merda. – Sussurrei.
Sofi no segundo seguinte assim como os outros já estavam dentro do quarto.
– Para onde Mila foi? – Michael perguntou.
Olhei para Sofi com um olhar de pedidos de desculpas.
– Ally não consegue ver o futuro dela. – Expliquei sabendo que ela entenderia.
Suas mãos foram direto para seu rosto apavorado. Cobrindo parte dele.
– Shawnzinho! – Sem dizer mais nada ela correu na mesma direção que Camila correu.
– O transmorfo? – Marcus perguntou intrigado.
– Ele mesmo, acho melhor irmos antes que uma tragédia aconteça. – Meu pai falou e todos concordamos indo atrás das duas.
– Como Camila sentiu a presença de Shawn se nem mesmo Lauren alcançou a mente dele? – Troy inquiriu.
Eu também não fazia ideia, só agora correndo em direção a eles no meu limite de expandir meu dom que estou escutando a mente de Shawn.
– Os sentidos de Camila são muito mais apurados até mesmo para nós vampiros. Ela pode sentir o cheiro ou ouvir algo a muitos quilômetros de distância a mais que qualquer um de nós possamos sentir.
Quando eu acho que não posso mais me surpreender com Camila, surge mais uma descoberta. c*****o, minha mulher era cheia de surpresas e maravilhas. Não podia me sentir menos orgulhoso por ela.
Pela mente de Shawn vi ele sendo atacado, mas o mesmo não sabia quem o atacou.
Diferente de mim que eu sabia exatamente quem era.
Para piorar a situação ele estava em forma de lobo.
– Camila alcançou Shawm e o derrubou contra uma árvore. – Expliquei para todos. – Sofi está quase chegando até eles.
– É hoje que veremos o cachorro sem alguns tufos de pelos. – Dinah gargalhava sozinha.
– Dinah, não ria de algo sério. Shawn pode se machucar. – Nossa mãe a repreendeu.
A única que não veio com a gente foi Mani, ela pouco se importava se Shawn sairia vivo dessa ou não.
“Será que o cachorro vai ficar feliz com o presente que minha ursinha comprou de coração?” Dinah pensava genuinamente. Espera que história é essa? Mani comprou um presente para Shawn?
Vasculhei na mente de Dinah para saber o que era. Mordi meus lábios para não gargalhar, Mani não tinha jeito. Eu não perderia essa por nada.
Voltei a me concentrar na cabeça de Shawn. Ele olhava abobalhado para a Camila, acreditando ser um fantasma.
Fitando-a descaradamente agora que ele percebeu que ela o encarava com raiva.
Camila se preparava para ataca-lo novamente, porém Sofi chegou a tempo ficando entre os dois impedindo que o pior acontecesse.
– Sofi chegou! – Avisei.
“O que está fazendo Sofia?” A voz de Camila saiu cortante.
“Você não pode machuca-lo!” Sofi interferiu.
Shawn olhava para as duas sem entender nada.
“E por que não?”
Camila estreitou os olhos em desconfiança trocando o olhar entre os dois.
“Bem...” Sofi abaixou o olhar envergonhada. “Ele também faz parte da família”
Camila arqueou as sobrancelhas surpresa.
“O que? Ele é um outro irmão perdido?”
Ow isso vai ser interessante. Como Camila vai reagir ao descobrir que Shawn é na verdade namorado de Sofi? Será que o cachorro sobrevive?
Apressei meus passos, agora conseguindo escutá-los.
– Shawn é hum... er... meu namorado.
Eu assim como todos conseguimos chegar a tempo de ver pela primeira vez Camila com uma expressão diferente de raiva ou tédio.
Dessa vez ela fez uma careta torcendo o nariz.
– Você namora isso? – Seu tom era reprovador.
– Não é isso mamãe, é o Shawn apenas. E ele é um transmorfo.
– Como consegue? Ele fede horrores. – Disse indignada.
Dinah gargalhou como sempre.
Shawn por sua vez não gostou do comentário rosnando para Camila. Péssima escolha, pois ela o encarou furiosa.
– Shawn, para! Você não está ajudando. – Sofi o empurrou pelo ombro. – E para mim ele não fede.
– Não fede? – Camila não desgrudava o olhar de Shawn. – O que você fez com ela, lobo?
O único que abriu a boca para responder e consequentemente para piorar a situação, não foi ninguém mais e ninguém menos que minha irmã fofoqueira.
– Isso é fácil Milinha, Shawn teve um imprinting com Sofi. – Ele explicou como se fosse a coisa mais normal do mundo.
– Imprinting?
– Sim, é uma magia que unem duas pessoas, que no caso dos dois imortais é para toda a eternidade.
Com certeza ele estragou tudo. Porque eu só vi um vislumbre incrivelmente rápido da sombra de Camila avançando em cima de Shawn.
[…]
Estávamos voltando todos para casa. Conversando amistosamente, como se nada tivesse acontecido. Camila depois de quebrar três costelas e deslocar o ombro de Shawn teve que parar antes de mata-lo, já que Sofi começou a fazer drama para cima dela e impedi-la de dar o fim no cachorro.
Dinah correu apressadamente para casa. Ninguém entendeu a euforia dela, mas eu sabia muito bem o que significava.
Meus irmãos, meus pais e os Estrabão, iam mais na frente conversando, enquanto logo atrás vinha Shawn apoiando-se em Sofi, e por fim Camila atrás olhando nada satisfeita para os dois. Eu estava do seu lado caminhando como se não tivesse nada demais, porém eu estava pensando em algo para dizer a ela.
Camila parecia nem notar minha presença do seu lado.
– Desculpa pela minha irmã. Dinah não costuma explicar as coisas direito. – Comecei a falar esperando chamar sua atenção, mas ela nem sequer me olhou. – Sabe o negócio do imprinting é mais ou menos parecido com o que acontece com os vampiros. – Insisti finalmente chamando sua atenção não era o que eu estava esperando, porém acho que eu não conseguiria nada melhor que ela me encarando pelos cantos dos olhos.
Pensei nas palavras certas para dizer.
– O imprinting funciona parecido como quando nós vampiros encontramos nossos companheiros. A diferença entre um e o outro é que enquanto para nós vampiros a maioria leva um tempo para descobrir quem é a sua metade. Os transmorfos descobrem instantaneamente quem é sua metade apenas de olhar para ela. Não é mais a gravidade que o segura e sim sua impressão. Funciona como se fosse um amor a primeira vista. – Suspirei desnecessariamente olhando para os dois. – Sofi podia escolher se quisesse ser apenas uma amiga, irmã ou uma namorada de Shawn e sua escolha foi aceita-lo como seu companheiro.
Olhei para cima decidindo se devia completar mais alguma coisa ou não. Resolvi me arriscar.
– Shawn jamais magoaria Sofi. Ele a protege fazendo o possível e o impossível para que ela se sinta bem. Se eu não estiver me metendo muito, acho que você de certo modo agradeceria que seja Shawn o companheiro de sua filha. Aposto que muitos não fariam a metade do que ele fez por ela. O que posso te dizer é que Shawn só existe na função de proteger e amar Sofia.
Camila não abriu a boca nenhuma vez sequer, apenas olhou para frente novamente observando a maneira que um se preocupava com o outro. Eu talvez devesse ficar magoada por ela não ter dito nada, mas ao contrario eu estava feliz porque eu conseguia sentir que ela pensava no assunto e consequentemente prestou a atenção em mim. Abri um pequeno sorriso contente com a ideia.
“Obrigada, mom.” Sofi agradeceu por pensamentos.
Por mais que todos estivessem fingindo conversar um com o outro por dentro todos estavam prestando atenção no que eu dizia para Camila e pela mente deles pelo visto eu comecei com o caminho certo.
Eu estava feliz novamente.
Continuei caminhando sem dificuldade nenhuma pela neve até em casa. Captei os pensamentos de Mani e Dinah que nos esperavam de frente da casa. Era hora de dar umas boas risadas.
Quando todos avistaram os dois com um sorriso enorme no rosto, ficaram desconfiados e a desconfiança aumentou quando Mani foi simpática com Shawn.
– Shawn, que bom que você está bem! Ainda bem que não te aconteceu nada.
– O que está aprontando, n**a azeda? – Ele interrogou desconfiado espremendo os olhos.
Mani colocou a mão sobre o peito e abriu a boca fingindo surpresa.
– Porque acha que eu faria algo com você? – Perguntou. Antes que Shawn respondesse ela continuou a falar. – Fiquei preocupada com você!
Ela desceu as escadas rapidamente e foi até ele pegando sua mão. Ela disfarçadamente fez uma careta. E eu somente prendia o riso.
– Venha, eu fiz até uma surpresinha pra você.
– E você acha que eu vou cair nessa?
–Shawn. – Ela deu um risinho bobo, mas abaixou o tom como se sussurrasse um segredo para ele. Obvio que todos escutávamos mesmo assim. – Temos que nos mostrarmos uma família feliz para Camila. Vamos deixar nossas diferenças de lado.
Shawn ficou encarando-a sério como sempre, desconfiado. Mas por fim se rendeu achando que Normani talvez quisesse mesmo ajudar.
Ingênuo.
– Tudo bem, onde está?
Mani abriu um sorriso glorioso.
– Por aqui. – Ela o arrastou para o lado da casa onde ficavam os carros.
Todos seguimos apesar de onde estivéssemos conseguíamos perfeitamente enxergar um negócio grande coberto por um lençol.
Camila parou encarando o seu presente.
– Vamos, veja. – Mani o incentivou.
Shawn olhou mais uma vez para minha irmã antes de dar um passo para frente e tirar o lençol.
Assim que o presente ficou exposto, Shawn abriu a boca não acreditando no que via.
– O que é isso? – Sua voz saiu ríspida.
Normani satisfeita respondeu nada mais e nada menos que:
– Sua nova casa!
Hahahaha sério, adoro esse capítulo.
Até logo...