Gabriel Narrando A boca tava movimentada desde cedo. Vapores entrando e saindo, rádio chiando a cada cinco minutos, Léo resolvendo treta de vapor novo, Vini resolvendo a parte das entregas. Eu não conseguia relaxar nem por um segundo. Desde que os caras do Maurício foram flagrados rodando por aqui, o morro virou um barril prestes a explodir. Tava ali na sala principal, olhando a câmera da entrada, quando ouvi a batida no portão. — Quem é? — gritei, sem tirar os olhos da tela. Um dos meninos respondeu pelo rádio: — Vanessa tá aqui, chefe. Soltei o ar com força, já sentindo o sangue ferver. Vanessa, c*****o? Levantei bruscamente da cadeira. — Manda ela voltar! Já falei mil vezes que aqui não é lugar pra ela vir, p***a! Antes do menino responder, a porta já estava se abrindo. Ela tav

