Gabriel Narrando Eu tava no corredor, ainda fervendo por dentro, quando vi Vanessa quase saindo pelo portão da boca. Sem pensar duas vezes, corri atrás dela. — Vanessa, espera! — gritei, tentando não deixar o desespero tomar conta da minha voz. Ela virou devagar, olhos vermelhos, aquele brilho que a gente só vê quando a dor tá demais pra esconder. Não queria que ela fosse embora assim, ainda mais daquele jeito, sozinha naquele lugar cheio de homens e problemas. — Gabriel... — ela começou, mas eu não deixei ela falar. — Entra aqui, p***a! A gente precisa conversar — falei, tentando soar firme, mas o peito parecia explodir. Ela hesitou, como se não tivesse certeza se devia confiar em mim. Dei mais um passo pra trás, abrindo espaço pra ela entrar. Foi quando a Raiany apareceu do nada,

