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Ele não é meu tio

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Sinopse

Aos vinte anos, Carolina vai ficar na casa do tio na capital para fazer vestibular, mas ela não imaginava é que o "tio" Edu, que ela não via há 10 anos, era o mesmo homem que a deixou sem fôlego em uma festa há mais ou menos um mês. Ambos sabem que a família jamais aceitaria um relacionamento entre eles, mas será que vão conseguir ficar afastados se precisarem morar juntos?

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Como tudo começou
CAROLINA THOMAZ Minha vida era comum até o dia que me mudei para Curitiba para estudar. Nós vivíamos na cidade de Paranaguá, uma cidade portuária no litoral do Paraná. Não é uma grande cidade mas tinha tudo o que a gente precisava e caso quisesse alguma coisa da capital, também era questão de duas horas e ja estavamos em Curitiba. Meu pai trabalhava no porto, administrava uma empresa de exportação lá, por isso sempre insistiu que eu aprendesse vários idiomas, ele dizia que o mundo seria pequeno para mim, que eu precisava aprender a me comunicar com as pessoas de qualquer lugar, só que quando eu era criança, eu era tímida demais para isso, então minha mãe me matriculou também em aulas de teatro, mesmo que meu pai não visse ulitidade nenhuma nisso. Acabei desenvolvendo a tal comunicação, fiquei mais extrovertida e me tornei popular no ensino médio (o que meu pai não gostou muito ja que isso atraia tantos garotos). Como eu era bem popular e vivia em festinhas, meu pai achou por bem que eu aprendesse a arte da defesa pessoal, eu sei lá porque ele me matriculou em aulas de krav maga com uma professora particular muito suspeita, mas até que eu gostei… ninguém mais tocava em mim sem que eu quisesse, acabei quebrando os dedinhos de um mané da escola em uma festa por tentar passar a mão em mim onde eu não queria. Resumindo, sou mestre na arte do krav maga, falo cinco idiomas e digamos que até sou uma boa atriz, além disso, na verdade não sei bem o que quero fazer da minha vida, estou naquele tempo que a gente sai do ensino médio e vai pra faculdade sem ter ideia do que esta fazendo da vida. Eu, no caso, ainda pretendo fazer faculdade em Curitiba, mas meu pai disse que não tinha pressa em eu ir, então quando terminei meus estudos, fiquei trabalhando na empresa com ele para ganhar alguma experiência e também me matriculei numa graduação EAD de relações internacionais até ter certeza do curso que eu queria fazer na Universidade Federal do Paraná. Tudo estava tranquilo e quando fiz vinte anos, fui beijada pela primeira vez de uma forma que não consigo explicar, até então tive sim alguns ficantes, mas nada que me tirasse o chão como aquele beijo maluco. Eu fui para uma festa com uns colegas e estava em um canto só observando, quando um cara mais velho com jeito de fanfarrão se aproximou e disse: - Por favor me ajude, só não me bata, faça de conta que estamos juntos.- E então me beijou de um jeito apaixonado. Minhas pernas tremeram, foi surreal… então era assim que os caras mais velhos eram… não me admira minhas colegas falarem tanto disso, de como eles eram mais experientes, mais ardentes e mais gostosos de ficar. O fato é que ele me deixou sem palavras, como ele pediu, eu mantive a pose e fingi que estavamos juntos, quando ele se afastou do beijo, eu pousei minhas mãos no seu peito e então deslizei subindo até seu pescoço passando minhas unhas de leve na sua nuca. Ele se arrepiou todo e eu pensei “bem feito, isso é por me tirar o ar” enquanto sorria irônica. - De quem você está fugindo mesmo?- Eu perguntei baixinho no seu ouvido enquanto mais uma vez percebia que estava provocando as mais diversas sensações nele. - A ruiva de cabelos cacheados - ele disse ofegante.- E você não precisa levar tão a sério seu papel, esta me deixando um tanto fora de mim. - Sinto muito, é que sou muito boa atriz.- Eu disse baixinho acariciando seus cabelos um pouco compridos e que pareciam bagunçados mas eram super macios e cheirosos. - Eu…- ele ficou confuso quando me olhou nos olhos- drog.a, eu preciso ir agora, tenho que pegar um ônibus para Curitiba. Eu podia jurar que eu o conhecia de algum lugar mas não lembrava e quando ele me olhou nos olhos, tenho quase certeza de que foi embora porque sabia quem eu era… e eu não esqueci dele por nem mais um dia desde então, seus olhos, seu toque, seu beijo… ele era o homem com quem eu sonhava tanto acordada quanto dormindo, mesmo que ele ja tivesse mais de trinta quando eu tinha acabado de fazer vinte anos. EDU MONTANA Minha família é complicada, minha mãe se casou com um homem que também tinha um filho, ambos eram viúvos então eu cresci com um irmão mais velho o Theo, quando nossos pais se casaram ele tinha dez anos e eu tinha cinco, desde então somos irmãos, só que quando crescemos, cada um foi para um lado, Theo conseguiu um emprego na sua área só que no litoral onde conheceu sua esposa Maya e eles tiveram uma filha a Carol. Aos vinte anos eu fiquei um tempo na casa deles, a Carol era criança e vivia no meu pé, fazer o que, eu era o tio favorito da garota que na época tinha oito anos, eu sempre levava ela no parque e dava doces escondido dos pais dela, o que eu mais amava nela era o jeitinho tímido e os grandes olhos cor de mel. Com o tempo nos afastamos, voltei para Curitiba (não dava pra ficar no sofá do meu irmão pra sempre né), comprei uma casa antiga e comecei a reformar aos poucos com o dinheiro que estava ganhando com minhas fotografias. Acabei me especializando e hoje não ganho nada m*l, até porque tenho minha própria empresa. Dez anos se passaram desde que estive na casa do meu irmão, nesse tempo nos vimos apenas algumas vezes quando ele vinha para Curitiba a trabalho e então não fui mais para Paranaguá, até quando fiz a maior besteira da minha vida. No aniversário de vinte anos da Carol, resolvi fazer uma surpresa, fui até o lugar onde ela estava com os amigos, mas aí uma ruiva maluca começou a me perseguir, eu não conseguia achar a Carol e precisava me livrar da ruiva, vi uma garota de cabelo castanho comprido encostada em um canto, ela era muito linda então eu ia me livrar da ruiva e ainda dar uns beijos em uma novinha muito gata, só vi vantagens… Me aproximei dela dizendo - Por favor me ajude, só não me bata, faça de conta que estamos juntos.- E então encostei meus lábios nos dela, não era para ser um beijo profundo, mas o gosto dela me deixou maluco, eu aprofundei o beijo e ela me acompanhou. Pela primeira vez na vida uma garota me tirou o chão, ela colocou as mãos no meu peito e deslizou em direção ao meu pescoço, acariciando minha nuca com as suas unhas, ela era uma perdição, me causou arrepios e uma vontade louca de ir com ela para algum lugar a sós. Ela sorriu irônica e perguntou: - De quem você está fugindo mesmo?- a sacana ainda falou baixinho no meu ouvido. - A ruiva de cabelos cacheados - eu disse ofegante.- E você não precisa levar tão a sério seu papel, esta me deixando um tanto fora de mim.- Eu queria aquela garota como nunca quis ninguém antes. - Sinto muito, é que sou muito boa atriz.- Ela disse baixinho acariciando meus cabelos de um jeito que me enlouquecia ainda mais. Eu olhei nos olhos da garota e… não podia ser, que besteira eu fiz… era a Carol, filha do meu irmão… tecnicamente minha sobrinha… a garota que eu estava pensando um momento antes em levar para a cama. Aqueles olhos eu reconheceria em qualquer lugar. - Eu…- eu não sabia nem o que dizer- drog.a, eu preciso ir agora, tenho que pegar um ônibus para Curitiba. Só fugi dela, o que mais poderia fazer? Sorte eu não ter dito nada para meu irmão que estava na cidade deles, assim só voltei para Curitiba, para minha vida, para longe da garota que era capaz de fazer o que nenhuma fez nos meus trinta e dois anos de vida, ela fazia meu coração bater descompassado, fazia eu querer me arriscar, era ela, mas eu não poderia aceitar, meu irmão jamais ia aceitar e nossos pais então, iam surtar. Ja estive afastado tanto tempo, era só me manter afastado e tudo ia passar, certo? Não… meses passaram, eu só penso nela feito um maluco imaginando ela aqui, sonhando em andar com ela pela cidade de mãos dadas e essas coisas bem ridículas de gente apaixonada. Para ficar perfeito, recebi uma ligação do meu irmão e aqui estou, na rodoviária, esperando a minha sobrinha chegar no ônibus das 22 horas para dormir na minha casa esse final de semana que vai fazer o vestibular. Estou sufocando, será que ela vai se lembrar de mim daquela festa? Espero que não, vou fingir que aquilo nunca aconteceu, que nunca estive lá, vou ser frio com ela, vou manter a distância e a minha sanidade. A porta do ônibus se abre, algumas pessoas descem e logo aparece ela, como num filme clichê, o vento sopra nos seus cabelos compridos enquanto ela desce as escadas distraída, mas quando aqueles olhos cor de mel encontram os meus, um frio percorre a minha espinha e eu engulo seco. Ela me olha assustada (obviamente lembrou daquela noite), então respira fundo e com um sorriso sarcástico vem na minha direção. -Tio Edu? - Ela perguntou se aproximando. Eu mereci, a garota dos meus sonhos ali na minha frente me chamando de tio… claro, porque não né… -Sobrinha.- Eu devolvi o sarcasmo a cumprimentando com um leve aceno de cabeça- Por aqui, meu carro está no estacionamento.

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