O som dos nossos passos no corredor de mármore parecia alto demais, ecoando como um aviso de que a paz do quarto tinha ficado para trás. Senti o peso da mão de Emanuele no meu braço. Não era um aperto de medo, como nas primeiras semanas, nem a tensão rígida de quem quer fugir. Era um toque firme. Ela estava se segurando em mim e, pela primeira vez, eu não me importei em ser o alicerce. — Lembre-se — murmurei, pouco antes de chegarmos às portas duplas da sala de jantar. — Não reaja. Ele vai usar as palavras como sempre faz. — Eu sobrevivi ao meu pai — ela respondeu, olhando para frente com o queixo erguido. — Posso sobreviver ao seu irmão. Só faça o favor de usar seu próprio conselho. Ela tinha razão. O problema era eu perder a cabeça e tentar matar o Capo no palácio dele. Carmelo abr

