Capítulo 231: Emanuele

1223 Palavras

O som dos talheres de prata batendo na porcelana de Sèvres era o único ruído que tentava, sem sucesso, mascarar a vulgaridade que transbordava do outro lado da mesa. Raffaele Carbone comia como se estivesse em uma taberna em Nápoles, e não sob o teto de um dos palácios mais antigos da Sicília. Ele falava de boca cheia, gesticulando com o garfo sujo de molho, enquanto Patrizia estalava o chiclete entre uma garfada e outra de insalata di mare. — ...e eu disse ao prefeito: "Ou você assina a licença para o lixo, ou eu assino a sua certidão de óbito!" — Raffaele explodiu em uma gargalhada ruidosa, dando um tapa na mesa que fez as taças de cristal tilintarem. Dante, ao meu lado, era uma estátua de gelo. Ele m*l tinha tocado na comida. Sua postura era tão rígida que eu podia sentir o calor da

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