Capítulo 232: Dante

807 Palavras

Fechei a porta da Suíte Valguarnera com uma força que fez as molduras de gesso vibrarem. O barulho ecoou pelo quarto imenso, mas não foi suficiente para abafar o som da minha própria respiração, que saía pesada, ruidosa, como a de um animal ferido que acaba de escapar de uma armadilha. Eu não conseguia parar de andar. Meus passos marcavam o ritmo da fúria que circulava pelo meu sangue, uma pulsação quente e corrosiva. De um lado para o outro, do closet à janela, da janela à cama. Eu ainda sentia a resistência da mesa de mogno quando cravei a faca. Eu ainda sentia o calor do pulso daquele verme napolitano sob os meus dedos. — Por que você está assim? — A voz de Emanuele cortou o silêncio, suave demais para o caos que estava dentro da minha cabeça. Parei bruscamente. Ela estava parada pe

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