Capítulo 35: Emanuele

523 Palavras

Eu puxei a mão dele e falei, firme, para o celular. Corte-se você. Segurei um "a******o" que arranhou minha garganta, mas que, naquele momento, poderia me custar caro. Ele me olhou como se eu não entendesse. Como se ele tivesse me ensinado a somar dois mais dois, e eu, teimosamente, insistisse que o resultado era peixe. O fato era: eu não ia deixar que ele, nem ninguém, me cortasse. Nem um arranhão. Mesmo que isso significasse minha sobrevivência. Era humilhante o suficiente ter sido vendida, casada à força. Passar por uma mutilação, por menor que fosse, para forjar a prova da minha própria desonra? Não. Que se cortasse ele. Mas ele continuou parado, apenas me encarando. Suspirou. E suspirou de novo, passando a mão livre pelos cabelos em um gesto de pura frustração. Levou as mãos à c

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