Alessandro Volkov O frio da madrugada me envolvia enquanto eu dirigia pelas ruas semi dormidas da cidade. O endereço na mensagem piscava na tela do meu celular como um portal que eu precisava atravessar: Rua das Orquídeas, número 137. Um casarão antigo, de mármore gasto e janelas grandes com grades ornamentadas, lembrava as construções coloniais que uma vez me fascinaram na infância, antes que meu mundo se tornasse refúgio de poder e sombra. Agora, aquele lugar significava apenas um desafio: os fantasmas de Liandra talvez ainda caminhassem por ali. Não havia rastro de Olivia quando saí de casa — ela dormia, exaurida pelos eventos recentes. Decidi não acordá-la; precisava manter o controle da situação e não desejava colocá-la em risco. O amor que eu sentia por ela era tão primordial quant

