Olivia Hayes O elevador subiu em silêncio, como se pressentisse o peso que trazíamos conosco. Quando as portas se abriram, percebi imediatamente o quanto o apartamento de Alessandro, antes refúgio de aço e vidro, parecia agora envolto em nuvens de memória. Cada quadro minimalista, cada linha reta do mobiliário, parecia sussurrar o nome de Liandra. A aura de perfeição se tornara frágil, como um castelo de cartas prestes a ruir. Alessandro entrou primeiro, pressionando-me gentilmente contra o ombro antes de encontrar a chave. Eu estava tensa, o coração martelando no peito, minhas mãos ainda encharcadas de suor fresco. Ele me deu um breve sorriso — hesitante, contido — e conduziu-me até o sofá de couro branco. Pediu que me sentasse, enquanto ele desaparecia na cozinha para buscar água e um

