Alessandro Volkov O bilhete ainda ardia entre meus dedos, a caligrafia firme de Sergei destilando veneno em cada palavra. O nome de Liandra parecia latejar, pulsando como uma ferida aberta em minha memória — antiga, mas nunca cicatrizada. Senti Olivia me observando, olhos atentos, como se pudesse enxergar através da máscara de controle que me esforcei tanto para manter. Eu quis esconder o impacto, quis ser frio, implacável, como sempre fui. Mas minha mão tremia. O eco de Liandra em meu peito me roubava o ar. O passado retornava, c***l, e se misturava ao presente de forma sufocante. — Alessandro… — a voz de Olivia quebrou o silêncio, suave, mas cheia de receio. — Quem era Liandra, de verdade? Soltei um riso curto, sem humor, forçando um sorriso que não alcançou meus olhos. Cruzei os bra

