(Franco narrando) Ouvir todas aquelas palavras que saíram da boca dela me fez pensar em uma única frase, que eu tinha certeza que me assombraria dali para frente, e pelo visto pelo resto da minha vida: “A culpa é sua”. Era isso o que martelava dentro da minha cabeça e me fazia temer pela primeira vez na vida, que eu tivesse feito algo imperdoável para alguém importante para mim. Deitado na minha cama enquanto olhava para o teto, pensei em tudo o que ela passou e na forma como, ainda assim, ela conseguia ser amável e doce. Virei de um lado para o outro, pensando no beijo simples e casto que ela me deu na bochecha. Se ela soubesse quem eu era de verdade, não chegaria perto de mim, e ainda levaria as crianças embora para bem longe. Eu tinha que fazer as coisas darem certo dessa vez, precisav

