(Franco narrando) Era divertido aparecer do nada e tirar Sophia do eixo, a forma como ela ficava constrangida na minha frente chegava a ser encantadora. As maçãs do rosto vermelhas, as mãos inquietas e a coordenação motora desastrosa mostravam o quanto minha presença a incomodava e isso me deixava ainda mais intrigado para saber o que em mim causava tanto medo nela. Será que minha babá achava que eu fosse demiti-la por derramar água no fogão, ou pior ainda... Será que ela pensava que eu a prenderia contra a parede e faria valer a minha vontade? Pensar nisso me arrancou algumas risadas e eu balancei a caneta entre os dedos. Priscilla bateu na porta do meu escritório e se assustou ao me ver sorrindo, como se aquilo significasse que eu estava doente ou com algum problema na cabeça. – O que

