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Contrato de Vingança

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Sinopse

Helena Dávila nunca esquece uma injustiça — e nunca perdoa.

Cada passo que dá no luxuoso escritório da Langford & Associates, em Chicago, é calculado: um gesto, um olhar, uma escolha pensada para derrubar aqueles que destruíram sua vida.

Rafael Langford, herdeiro arrogante e irresistível, é apenas mais um na linha de seus jogos. Mas o desejo entre eles se torna arma — e cada encontro, um campo de batalha entre prazer e controle.

Com inteligência afiada e frieza absoluta, Helena manipula, seduz e conquista aliados enquanto destrói inimigos, planejando cada detalhe de sua vingança.

No final, apenas uma estará no comando — e nada será como antes.

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Prólogo — Horas Extras
Prólogo — Horas Extras Meu nome é Helena Dávila. Tenho olhos cor de mel, intensos e sempre atentos, cabelos negros e ondulados, e lábios cheios, do tipo que chama atenção sem esforço. Minha cintura é definida, meus quadris se destacam, e os s***s… bem, esses sempre parecem despertar olhares. E eu sei exatamente como usar tudo isso ao meu favor. Ser feminina é natural para mim, e esse charme latino… digamos que vem de berço. Eu sempre soube que não atravessei estados e escolhas difíceis para viver uma vida comum. Último semestre da faculdade de Direito. Um curso que escolhi não por vocação romântica, mas por estratégia. A lei sempre foi uma escada — e eu nunca tive medo de subir degrau por degrau, mesmo quando eles pareciam altos demais para alguém como eu. Moro sozinha em um loft compacto, bem localizado, caro o suficiente para doer no orçamento e simples demais para denunciar que ainda não cheguei onde quero. Gosto disso. Do silêncio. Da ausência de testemunhas. Não tenho amigos próximos na cidade, nem tempo para cultivar vínculos que não me levem a lugar algum. Vim de outro estado para estudar, sobrevivi sozinha desde então e aprendi cedo que companhia demais costuma atrasar quem tem pressa. Meu foco sempre foi claro: poder. A carreira me levaria até ele, o dinheiro viria junto. O resto — luxo, conforto, excessos — era apenas bônus. O elevador panorâmico do Plaza Tower começou a subir lentamente, refletindo minha imagem no vidro espelhado. Ajustei a postura antes mesmo das portas se abrirem. Não por nervosismo — por consciência. O prédio tem vinte e quatro andares, e os últimos três não pertencem a qualquer um. Eles pertencem à Langford & Associates — Strategic Law Firm, o escritório mais exclusivo da cidade, onde cada metro quadrado respira influência, sigilo e cifras que não se discutem em voz alta. Foi ali que eu sempre quis estar. Não foi acaso. Não foi sorte. Desde o início da faculdade, esse nome estava marcado na minha cabeça. Estudei o perfil do escritório, os sócios, os casos que nunca saíram na mídia, mas movimentaram fortunas inteiras. Me preparei para a entrevista como quem se prepara para uma guerra curta — confiante, precisa e absolutamente certa de que passaria. E aqui estou. Há dois meses, ainda em fase de avaliação. Falta pouco para meu lugar se tornar definitivo — e eu não pretendo desperdiçar essa chance. As portas do elevador se abriram silenciosamente. O mármore travertino, bege claro, refletia a luz suave do teto, criando um brilho discreto sob meus saltos. A iluminação indireta delineava cada canto do saguão, enquanto as paredes de vidro fumê permitiam ver silhuetas raras em movimento do outro lado — portas de escritório semiabertas, prateleiras de livros de couro e cortinas pesadas levemente balançando. O ambiente noturno exalava uma combinação sutil de madeira polida e ar condicionado frio, cada detalhe cuidadosamente pensado para impressionar e intimidar quem não pertencia àquele espaço. Eu pertenço. E farei com que ninguém duvide disso. — Helena. A voz masculina soou firme, confiante, impossível de ignorar. Levantei o olhar. Ele estava parado perto da sala de reuniões principal. Rafael Langford. Filho mais velho do fundador e maior sócio do escritório atualmente. Terno sob medida, impecável; cabelo castanho-escuro perfeitamente penteado; olhos verdes penetrantes que pareciam enxergar tudo ao redor. Alto, porte atlético sem exageros; rosto angular, mandíbula firme, traços aristocráticos que transmitiam autoridade e charme ao mesmo tempo. Sorriso controlado, mas capaz de desarmar qualquer um. Por um instante, quase esqueci por que estava ali. Quase. Mas ambição não cede tão fácil. Ainda assim… era impossível ignorar a presença dele. — Sr. Langford — respondi, profissional. Por dentro, meu corpo reagiu antes da mente. Reconhecimento. Não surpresa. Presença que ocupa espaço, mesmo em silêncio. Ele me observou sem pressa. Não era um olhar rápido ou educado; era longo, intencional, despido de qualquer tentativa de disfarce. — Está se adaptando bem? — perguntou. — Estou exatamente onde deveria estar — respondi, medindo cada palavra. O olhar dele desceu além do que seria apropriado, demorando nos contornos do meu corpo com interesse calculado. Subiu devagar demais para ser acidente, como se estivesse medindo cada curva, cada gesto que eu controlava. Senti a mesma onda de poder que sempre buscava — provocar, mas sem se deixar tocar. Perfeito. — Gosto disso — comentou. — Pessoas realmente ambiciosas costumam ir longe aqui. Inclinei levemente a cabeça. — Eu sempre vou longe. Houve uma pausa curta. Densa. O tipo de silêncio que pesa mais que palavras. Ele se virou e seguiu para a sala de reuniões envidraçada. Não pediu que eu o acompanhasse. Apenas esperou, confiante de que eu entenderia. E eu entendi. O som da porta se fechando atrás de nós foi baixo, abafado pelo carpete discreto e moderno. A cidade seguia viva lá embaixo, mas ali dentro o tempo parecia desacelerar. Luzes em meia intensidade, persianas entreabertas. Final de expediente. O prédio esvaziava, e certas decisões só acontecem quando sobra espaço para respirar. Ele largou a pasta sobre a mesa e afrouxou a gravata com uma calma quase provocativa. Cada gesto parecia calculado, feito para ser notado. — Você costuma ficar até mais tarde, Helena? — perguntou, sem me olhar diretamente. — Apenas quando vale a pena — respondi. — Para quem quer chegar longe, cada hora conta. Ele finalmente levantou os olhos. Um meio sorriso surgiu, fácil demais, seguro demais. Provocador. Perigosamente confortável com isso. — Aqui, quase tudo vale a pena — disse. — Mas só para quem sabe enxergar a chance quando ela aparece. Aproximei-me da mesa. Não sentei; coloquei a pasta de documentos que ele havia solicitado durante o dia. Apoiei as mãos na superfície fria, inclinando o corpo o suficiente para que ele notasse. Cada movimento era calculado — não impulso, mas escolha. — Oportunidades costumam ter preço — falei, com um sorriso provocativo. — A questão é quem paga. O olhar dele escureceu por um instante. Aquilo me atravessou, silencioso e direto. Levantou-se devagar, sem pressa, e contornou a mesa com passos calculados. Cada movimento diminuía a distância entre nós. Perto demais para um ambiente corporativo. Longe demais para ser acidental. Não me tocou. Nem precisou. A proximidade falava por si só. — E você, Helena… — disse meu nome como se estivesse provando o sabor da palavra. — Está disposta a pagar? Levantei os olhos. Não recuei. Não sorri. — Depende — respondi, firme. — Do que receber em troca. O silêncio se estendeu, pesado, quase palpável. O ar carregava perfume caro, o aroma de madeira polida e um leve toque de whisky envelhecido. Meu ponto fraco. Sempre foi — e, naquele momento, desconfiei que ele sabia. Ele riu baixo, como se tivesse sido alertado. — Cuidado, garota — murmurou, a voz baixa, segura, com um toque de diversão. — Você parece achar que está no controle. Afastei-me um passo, o suficiente para quebrar a expectativa. — Eu estou no controle de mim e da minha vida — disse, pegando a bolsa com calma. — Isso já é o bastante. Caminhei até a porta, consciente de cada movimento, de cada segundo de atenção que eu roubava sem pedir. Antes de sair, olhei por cima do ombro. — Boa noite, Sr. Langford — disse, breve, firme. — Não me faça esperar demais pela próxima oportunidade. Saí sem olhar para trás. Mas senti. O olhar dele permaneceu comigo. E naquele instante, tive absoluta certeza: aquelas horas extras mudariam tudo.

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