206° capítulo

4107 Palavras
Letícia. Limpei as lágrimas e segui em frente, me levantando do vaso sanitário mas meu celular voltou a tocar. Em frente da pia atendi. - não desliga essa p***a na minha cara! - tremi. - Endriw eu... - sei onde te encontrar Letícia, não mente pra mim! - posso falar? - oque? Que tá com medinho mas na hora de me irritar é fácil né? - engoli em seco. - te quero aqui em duas horas Letícia, tô esperando no hotel. Ele desligou o celular e eu voltei a chorar. Sabe oque é mais pior nisso tudo? Carregar um filho dele. E a segunda pior coisa... Amar Endriw. Ele é m*l, mas sempre me abraçou quando mais precisei. Nas noites frias ele estava lá... Depois dos socos ele me abraçava e mesmo que fosse errado, me pedia desculpas. Oque não é comum, agressores não pedem desculpas. Mas hoje estou livre de hematomas e saudável, mas se eu não for vê-lo, talvez sofra as consequências. Então continuei me arrumando e fiz uma maquiagem, foi quando alguém bateu na porta e me assustei. Foi um toque bruto mas abri. - anda logo nesse banheiro que eu quero tomar banho por favor, a gente vai jantar fora e tem muita gente pra se arrumar. - era Beatriz. Ela me odeia tanto. Mas eu peguei minhas coisas e sai por justamente já ter tomado banho e me maquiado, só faltava roupa e cabelo. No quarto que eu divido com ela há duas camas de solteiro, um enorme guarda-roupa e uma mesinha... Tudo que ocupo é minha cama e uma parte média do guarda-roupa. Não me importo, a casa é dela. Mas me sinto a errada e ninguém sabe que o que faço é o meu jeito. Tudo que digo deixa Henrique bravo e me sinto péssima. Errei o beijando e dizendo aquilo mas eu precisava, achava que ele ia me ajudar e me tirar de perto de Endriw mas não foi oque aconteceu. Ele ama muito Maria. Coloquei um vestido e uma bota que ia até o joelho. Fiz chapinha só pro meu cabelo ficar um pouco mais liso e passei perfume por último. Meu celular vibrou e era a localização de onde Endriw estava. "Não se atrase". Ele disse na mensagem. Não demorou tanto mas demorou pra todo mundo ficar arrumado e a gente ir pro restaurante. Fui com meu pai como sempre e faltava 30 minutos pra eu chegar no hotel, Endriw é capaz de me dar uma surra mesmo grávida. O restaurante era um luxo. Estava quente e lá tinha um ar muito bom. Pegamos uma mesa grande e fiz questão de sentar ao lado de Cristina por que ela é a única que gosta de mim, assim como meu pai, Malu e me dou bem com Priscila, que também está esperando um menino. 10 minutos. Pensei comigo mesma. - Cris... Vou ao banheiro. - digo apenas pra ela. - quer que eu vá junto? Convida uma das meninas. - deu um sorriso. - talvez eu demore muito. - digo firme e ela tira o sorriso do rosto. - vai embora? - concordei. - não me sinto muito bem mas eu pego um Uber e te aviso quando chegar em casa. - ela concordou e eu queria sair logo antes que falasse pro meu pai, que estava conversando com Álvaro. Eu fui depressa. Peguei um táxi, dei a localização e quando estava em frente ao hotel percebi o quanto luxuoso é, normalmente esses lugares tem muitos seguranças, ótimo. Avisei a Endriw e ele me esperaria no sétimo andar, que era onde estava então entrei no elevador indo pra lá. Eu suava, minhas mãos tremiam e coloquei elas sobre minha barriga... Meu filho está me acalmando ultimamente mesmo que a gente não seje tão próximos, não sou o tipo de mãe ainda que dá carinho nele ou que conversa com ele. O elevador se abriu... Endriw estava lá... O homem que amo... Pai do meu filho. - oi. - ele me olhou de cima a baixo e sorriu fraco. - oi. - a voz grossa. A gente começou a andar e a médica em que eu dava passos, sentia que ele me faria m*l. - entre. - abriu uma porta e entrei, engolindo em seco. O quarto estava lindo e tinha... - flores? - ele foi até a cama após fechar a porta e as pegou, me olhando. - pra você. - não era bem o tipo de coisa que eu imaginei. - mais... Por que? - sorri não entendendo e ele se aproximou... Recuei. - por que... Vou ter meu primeiro filho com a primeira mulher que amei. - eu fiquei paralisada até ele chegar em mim. - com a mulher que nunca me traiu mas que sumiu mundo a fora com meu dinheiro... - senti medo mas senti sua mão no meu braço... Em forma de carinho. - não quero o dinheiro do teu pai Letícia... Mais ainda quero me casar contigo. - ele enfiou a mão no bolso das calças e eu engoli em seco novamente, dessa vez tremendo. - quer casar comigo... Do jeito certo? - meus olhos se encheram de lágrimas. Tinha alianças em sua mão... Ele... - Endriw. - comecei a chorar. - eu... Aceito. - ele me puxou pra um abraço e mesmo com um barrigão e as flores em minha mão, foi fácil abraça-lo como queria. Quando sai do abraço ainda chorando, ele colocou a aliança no meu dedo e eu no dedo dele, já não usávamos mais a antiga. Fomos até a cama por que ele me puxou até ela e eu larguei as flores do meu outro lado. O primeiro papo do Endriw foi: não acho que tenha um caso com Henrique. Depois ele pediu desculpas pra mim, em relação a tudo que me fez passar e sobre ter me dado medo nas mensagens, mas ele achou que eu não viria se não houvesse ameaças. Eu o questionei e deixei bem claro que ele ia precisar me reconquistar por causa de cada soco que me deu. Mas eu o perdoei por que o amo e por causa do nosso filho. Caso contrário, não darei mais chances. Após muita conversa e muitos pedidos de desculpas da sua parte, Endriw e eu entramos em um beijo muito bom e depois dele apagar as luzes nos deitamos na cama. Eu ri por que era diferente com um bebê dentro de mim mas pra ele parecia engraçado e fácil. - calma aí. - disse ele e ri com as pernas abertas. - não tenho c*******a. - ri novamente. - não precisa, eu já tô grávida. - ele riu. - é verdade. - continuou e logo comecei a gemer pelo ato. Endriw tinha um pênis único e acho que um dos melhores. Não gostava muito da força e selvageria no s**o mas Endriw gostava e pela primeira vez na vida tive coragem de dizer que ele estava me apertando muito forte. Sua resposta foi "me desculpa, sei que não gosta". Foi um dos melhores s**o que já fizemos e uma das minhas melhores gozadas. Mesmo eu estando meio brochada por causa do meu barrigão que não acho nada sexy. Quando acabamos ficamos por muito tempo deitados em baixo das cobertas enquanto nos beijavamos. Uma conversa foi necessária... Noivos outra vez, isso significa que ainda iremos ver muito Henrique... E Endriw atirou nele e foi preso por isso. Porém Endriw sempre mostra um tipo de indiferença no olhar e dessa vez foi arrependimento. Eu não conseguia acreditar mas eu também não estava desacreditando que talvez ele pudesse mudar. Ele não mexia mais com o tráfico e pelo que soube, não tinha mais armas. [...] Já era o dia seguinte quando Endriw me deixou em frente a casa onde estamos passando as férias. - tá se divertindo aí? - concordei normal. - sim, é uma nova família e eles são legais.. - sorri. - vai voltar pra São Paulo? - concordou. - vou pra casa... Talvez quando tu voltar a gente monte um berço... - sorri de um jeito meigo e me inclinei pra o abraçar. - gostei dessa mudança mas você mudou do nada. - sim, lá no fundo eu tinha o maior medo possível. - só percebi que não quero voltar pra cadeia e passar o resto da minha vida longe do meu filho. - olhei pra ele, ainda perto do mesmo. - eu... Não sei oque sinto por ele. - toquei na minha barriga. - vai descobrir... Mas talvez depois de me perdoar. - olhei pra ele. - pelo que? - tá, por tudo. - por ter te feito engravidar a força. - não respondi além de ter refletido. - vai sentir algo por ele, só não desiste da gente. - tocou minha barriga e foi a primeira vez que fez isso. Também foi a primeira vez que senti ele chutar. Endriw sorriu animado e deu carinho sobre minha barriga e ficava falando com nosso bebê. Era estranho. Ele mudou ou era pura falsidade dele? Maria Clara. - aaaah... - respirei ofegante com os cotovelos ainda na cama olhando toda aquela cena do daddy ainda gozando na minha ppk toda. Ele gemeu e me deitei na cama, sentindo ele vir pra cima de mim. - a gente tá transando muito. - disse, tocando a boca suavemente no meu pescoço e delirei. - mais acho que.. é por que eu vou ficar... Menstruada. - não me controlei com seu toque e com a falta de ar. Talvez eu vá ficar menstruada daqui a uns dois dias no máximo. Quando decidimos levantar fomos tomar banho juntos. Era 9h da manhã, daddy e eu fomos dormir mega cedo e acordamos umas 7h... Aí transamos. No banho daddy me agarrou por trás tantas vezes e disse o quanto estava apaixonado por mim e me amava. E eu doidinha pra ir de novo mas minha barriga roncando ficava me impedindo e impedindo muito mais o daddy, que é todo certinho e se preocupa se já comi ou não. Nos vestimos, fiz uma maquiagem básica, coloquei meu novo chinelo holográfico! - aaah daddy eu amo esse chinelo! - abracei ele por trás e ele riu. - é, como eu sei disso. - passei as unhas pelo abdômen do daddy mas quando o soltei vi o quanto ele tava machucado de noites anteriores. - vou cortar minhas unhas, você tá todo dodói. - se virou pra mim e sorriu. - não precisa, gosto de mostrar que minha dona é bem bravinha na cama. - corei mas daddy me beijou. Ele me tocou suavemente mas quando menos esperei me apertou tão forte e me puxou pro seu corpo... Lá vai minha ppk pulsar, mas acabamos antes mesmo de mim pular em cima dele. Descemos e todo mundo tava acordado, também foi o mesmo momento em que Letícia entrou pela porta com a mesma roupa de ontem no jantar... Onde ela tava?! Seu pai foi fazer milhões de perguntas enquanto tia Cris tentava dar desculpas... Onde ela esteve? Mas daddy e Pri ficaram em cima de mim "não jantou direito ontem meu amor", "vem, vamos comer". Me sentia um bebê e era legal. Também hoje quem estava sentado no balcão era meu pai, Matheus e Pedrinho, eles conversavam e sobrou espaço pra eu, Bia e Malu na mesa. Pri conversou muito comigo sobre oque eu queria fazer, depois disse a Malu que qualquer coisa era pra chama-la que ela ajudaria nas aulas... Quando elas voltarem claro. No café eu tomei Nescau, comi pão com requeijão e queijo por que a última fatia de presunto Malu pegou e daddy iria no mercado mais tarde com mais alguém. Bebi meio copo de iogurte por que eu prefiro o de copinho e não sei por que o de saquinho parece mais enjoativo. E por fim comi um pedaço de bolo de chocolate que Pri fez e nem tinha calda por que o bolo já era bem molhadinho e em cima dele a casquinha tava bem durinha e com um gostinho muito bom. Após o café Malu e Bia me chamaram pra piscina e pedi pro daddy encher as bóias pra gente e enquanto isso fui colocar um biquíni. Eu tinha tantos e todos pareciam que me deixavam com corpo de mais... Tipo, era só um biquíni mas meus p****s pareciam que dobravam de tamanho. O bumbum nem tanto mas ele ficava totalmente exposto... Quando fui estuprada, era como estar transando com alguém. Tinha alguém atrás de mim mas que segurou minha nuca com força e me fez sentir uma das piores dores que eu poderia ter sentido na vida. Eu nunca havia sido estuprada e eu achava que morreria ali mesmo. - mor.. - levei um susto e me virei, vendo daddy. Ele sorriu. - ué, que foi? - veio até mim no banheiro e sorri um pouco triste. - vou colocar um short tá? - daddy fez uma cara colocando as mãos na minha cintura. - mais só vai tá as meninas na piscina... E só tem gente da família. - não era por isso. - ei. - pegou meu rostinho levando ao dele. - tudo bem, Maria quem decide. - sorriu pra mim. - tudo bem? - concordei fraquinho mas abracei o daddy. - lembra que pode chorar, que pode desabafar... Pode me bater, gritar.. - meus olhos se encheram de lágrimas por ouvir isso mas me segurei. Não queria chorar agora. - tá bom... Mais eu tô bem. - sai do abraço e daddy me olhou e riu. - tá bom dona Maria lindinha do daddy. - me beijou. - vai lá pra piscina que eu já enchi as bóias e vou te levar um sorvetinho. - abri um sorrisão. - com bala fini e moranguinhos?! - concordou rindo de mim. - uhum, mas a bala só pra Maria por que tem bem pouquinho e só dá pra dois copos, melhor dar só pra ti se não só duas das meninas vão comer. - concordei, as meninas gostam mas não ficarão bravas se não ganharem. Em compensação, daddy vai colocar bastante sorvete pra gente. Henrique. Deixei Maria na piscina e falei pra ela colocar as bóias quando entrasse, por enquanto estava na borda com as meninas comendo. Acho que ela ainda não ta pronta pra entrar sem as bóias, Maria é um toquinho de gente e essa piscina não é como a nossa lá de casa, essa é bem funda. Na cozinha a gente tava conversando enquanto minha mãe fazia a lista de compras do mês. Hoje era dia 31 de dezembro, após a meia noite era o ano novo e queríamos ficar em casa e comemorar apenas nós, igual no natal. Digo isso por que minha mãe disse que queria ir pra praia ver os fogos mas logo depois lembrou do covid e ela queria algo mais simples mesmo. Então seria um churrasco e iríamos pra praia aqui atrás, já que nossa casa fica em um condomínio fechado com uma praia atrás. Por enquanto ainda não fomos mas tiramos algumas fotos. Fiz uma lista pelo celular das coisas que eu compraria pra Maria que ela gosta. Chocolate não por que ela ainda não terminou de comer os que eu comprei e ta tudo lá no quarto. Mas os iogurtes, os Danoninhos, essas coisas acabaram tudo. - mor. - chamei ali da porta da rua e ela veio até mim. - o daddy vai no mercado tá? - daddy hoje é véspera de ano novo e eu nem lembrava. - ri. - eu também não. - realmente. - oque você vai comprar? De doce pra sobremesa? - ri. - Pri vai fazer uns doces, minha mãe salada de frutas... Talvez um bolo... Não vai ser como o natal. - ela sorriu. - tudo bem por que vamos estar felizes. - sorri, vendo ela coçar a cabeça. - trás mais sorvete?... - ficou tímida tirando a mão da cabeça. - trago meu amor. - dei carinho nela. - e... - pensou. - mais balinhas? - ri concordando. - sempre trago meu amor. - dei um beijinho no seu rosto gelado pela água. Ela voltou a fuçar o cabelo. - que foi? - ficou coçando. - acho que é o cloro. - tirei sua mão dali. - cuidado pra não machucar, tuas unhas são muito grandes. - ela parou. - vai lá brincar, não vou demorar muito. - quem vai? - eu, Matheus e Pedro. - ela sorriu. - passeio de irmãos. - me abraçou toda molhada e ri. - daddy deixa ele escolher alguma coisa pra comprar. - sorri fraquinho. - tá bom, vai lá. - ela foi. Quando entrei de volta Matheus e Pedro já estavam prontos pra ir e Caio só não quis por que conversava com Letícia. "Você foi ver esse marginal minha filha?" Foi oque ouvi e logo milhões de coisas se passaram na minha cabeça. Milhões. Álvaro quis ir junto e hoje estava bem engraçado, oque me fez tirar aquilo da cabeça. Fomos pro mercado. Basicamente lá compramos tudo da lista, uma pequena lista mas que encheu o carrinho por que do lado de cada palavra tinha números, por exemplo: arroz 5. Comprei oque as meninas gostam mas dessa vez separei mas com quantidades iguais. Oque comprei pra Maria foi o mesmo que comprei pra Malu, Beatriz e Pedro, mas ele escolheu salgadinhos e bebidas. Comprei a feira toda basicamente por que tinha muita fruta na lista e somos bastante então precisava de muito mesmo. Quando fomos pagar quem passou tudo no cartão foi Matheus, mas não deu nem tempo de mim dizer algo por que enquanto eu colocava tudo na sacola assim como Álvaro, ele pagou e nem vi. Depois falei que dava o dinheiro mas ele brincou "somos ricos cara, relaxa". Ri, só queria ser justo até por que a maioria das coisas foi minha mãe que pediu e comprei muitas coisas pras meninas e Pedro. Pedro foi bem prestativo e falante, no mercado eu e Álvaro ficamos com o carrinho enquanto Matheus e Pedro foram pra cada lado pegar oque tinha na lista. Pedro ia rápido e voltava rápido e estava gostando dessa sua mudança. Ai fomos em outros estabelecimentos pra comprar mais carnes por que oque tinha no mercado era pouco por todos já terem comprado pro final de ano. Compramos mais cervejas também e bastante gelo. Ai chegamos em casa rápido. Maria já tinha saído da piscina e tomado banho e de longe vi ela coçar aquela cabeça. Isso me deixou preocupado, ela não mudou de shampoo, condicionador ou creme, muito menos dividi sua escova de cabelo... Alguém aqui pode estar com piolho e pode ter passado pra Maria. Mas ela parou de coçar quando me viu. - daddy! - correu até mim mas eu tava com muitas sacolas. - oi baixinha. - dei um selinho nela. - posso ajudar também? - concordei colocando tudo sobre o balcão. - pode, vamo lá. - fomos pro carro, Maria saltitando na minha frente. Dei as sacolas mais leves pra ela levar e eu e Matheus pegamos as últimas. - daddy, sabe oque a Pri vai fazer também? - ela colocou as compras no balcão assim como eu. - hum? - a olhei mas logo depois ajeitei as sacolas pro Matheus colocar as que ele trazia. - um doce em taças que é com morango, chocolate, bolo... E eu vou ajudar! - sorri pela sua felicidade e Matheus fez o mesmo. - ela faz as melhores comidas. - disse Matheus. - eu e meu filho vamos nos dar bem. - rimos. - huummm.. - Pri apareceu, Maria voltou a coçar a cabeça. - trouxeram os morangos que pedi? - ela procurou. - pegamos todos os últimos. - disse Matheus. - mas tem bastante. - ela sorriu e foi até o mesmo dar um beijo nele. - mor, sobe um pouquinho com o daddy, ó, essa daqui é tua e essas duas das meninas. Da pra elas Pri? - Pri concordou pegando as duas sacolas e Maria e eu subimos. No quarto ela disse toda animada sobre ter aprendido a nadar mas com as bóias claro. - vem cá um pouquinho. - me sentei no seu lado da cama e liguei o abajur apontando pra baixo. - senta aqui no tapete. - mais pra que? - ela se sentou, de costas pra mim no meio das minhas pernas. Conseguia ver toda a sua cabeça e comecei a mexer no seu cabelo. - ai, tem mosquito aqui. - bateu no braço. - fecha a porta então. - digo e ela engatinha até a porta... Tá que não é o momento mas eu cuido sim, a b***a Maria naquele short. Ela voltou a sentar e eu voltei a olhar sua cabeça... Estava normal até o ponto em que vi algo mas ela se mexeu. - mor para quieta. - digo procurando mais. - oque você tá procurando? Peguei. - olha aqui. - mostrei pra ela. - isso é um... - é um piolho. - matei com as unhas. Eu sabia como era por que Beatriz já teve e eu via minha mãe limpar seu cabelo. - a Maria nem sai pra tá pegando piolho. - digo olhando sua cabeça mais, na nuca tinha várias coisinhas brancas grudadas nos fios e não estava tão cheio assim, era só alguns. - alguma das meninas tá com piolho. - digo e ela olha pra cima, a encarei. - eu não quero cortar o cabelo. - quem disse que vai? Vem cá. - ela se levantou e se sentou do meu lado. - não é por que tem piolho que tem que raspar o cabelo... Vamos limpar, qualquer coisa a gente corta só um pouquinho pra ficar mais fácil mas não tem necessidade. - ela parecia ter medo. - você acha que foi as meninas? - na minha cabeça pode ter sido Malu. - e se... Malu veio com piolho. - ela fez uma carinha. - amor, isso não é pecado, não vamos xingar Malu ou cortar o cabelo dela... Mas a gente precisa saber pra poder limpar. Se não daqui a pouco minha mãe pega, Priscila, Letícia.. - você já deve de ter pegado. - sorri. - e não faz m*l, a gente vai limpar. - concordou. - coça muito daddy, toda hora. - dei carinho nela. - eu sei, já quer limpar agora ou amanhã? - pode ser amanhã? - concordei. - mais vai querer ajudar a Pri na cozinha? - ela pensou. - é só prender o cabelinho mas vai ficar coçando. - Maria ficou triste. - ah meu amor... - abracei ela. - não faz m*l. - mais demora muito pra tirar os piolhos. - é, realmente. - mais a gente vai dar um jeito, tem salões que são específicos pra isso e qualquer coisa eu marco um horário pra eles tirarem tudo tá? - concordou. - não quero descer, não quero passar pra mais ninguém. - me abraçou e respirei fundo. - finge que não tá com piolho, só não ficar coçando a cabeça. E minha mãe ajuda a Pri, não precisa ser a Maria... Também é só cuidar meu amor. - ela concordou. - e é porquinho, não é muito, não vai ficar caindo da cabeça da Maria. Se não ia ter na toalha, no travesseiro, nas roupas... Tá bom? - concordou. - hum? - dei um beijinho nela. - tá bom daddy. - me beijou. - mais se eu passar pra mais alguém a culpa vai ser minha? - penso, será mas vou dizer que não até por que pode vir da Malu ou da Beatriz por eu tenho certeza que as três estão. - não, e não é culpa sua. - não queria ver esse rostinho. - amor.. - é que não quero que mais gente fique com piolho. - olha só.. - penso. - ninguém vai morrer, e amanhã mesmo vou comprar as coisas pra limpar, se não tiver nada aberto eu vou depois de amanhã... Não é o fim do mundo, piolho é algo normal e a gente vai limpar e vai sair tudinho. - ela concordou dando um sorriso. - combinado? É só não coçar muito a cabeça tá? - ela concordou com um sorriso meigo. Quando decidimos descer eu perguntei antes se ela queria tomar um banho e já ficar pronta, mas mesmo com piolho Maria quis ajudar Pri na cozinha e falou que se arrumando agora iria se sujar toda. Então não insisti. Lá embaixo fui ajudar os meninos na área da churrasqueira onde permaneci bebendo e rindo com eles.
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