Maria Clara.
- vamos Pedrinho! - gritei pela décima vez. - vamos daddy! - gritei novamente, sentada no banco do carro, na parte do daddy, onde só ele pode sentar por que é quem dirigi.
Minhas pernas tavam queimando no sol.
- finalmente. - digo revirando os olhos e pegando minha bolsa.
- amor, a gente tá na hora, tu que ficou pronta cedo de mais.
- mais os materiais vão acabar. - riu e fui pro banco do carona.
- não tem como, tem estoque. - fiquei pensando enquanto colocava o sinto e daddy entrou no carro assim como Pedrinho.
Então é infinito? Existem cadernos infinitos nas lojas?
Meu deus!
Daddy deu partida no carro e coloquei uma música do BTS, mas não foi de propósito, tava tocando na rádio.
Estava tão quente que eu sentia minhas pernas suarem no banco mas tudo bem.
Ao menos chegamos rápido.
- tá, Pedro pega o que tu quiser e a gente se encontra no caixa. - disse daddy, no estacionamento colocando a máscara. Ainda não havíamos descido do carro.
- e eu? - coloquei a minha.
- tu fica comigo. - ata. - vamos? - concordei.
Entramos juntos mas Pedrinho foi pra outro lugar e era bem grande.
Pegamos duas cestinhas.
- olha daddy! - digo achando um caderno do Nemo. - a Dory aparece mas é só do Nemo. - daddy riu.
- quer esse? - neguei.
- não, eu já tô no segundo ano.
- não tem problema, sabe disso. - concordei.
- eu sei, mas quero tudo em cores pastéis. - digo animada e daddy negou mas em tom de brincadeira.
Enfim, pegamos tudo e tinha um exagero de coisas.
Mas daddy também precisou pegar coisas pra escola que estava em uma pequena lista. O resto ele compraria na escola, que eram os livros e alguns materiais de algumas aulas.
Mas eu vi vários pincéis e coisas de artes e fiquei tão animada.
Como o combinado, encontramos Pedrinho no caixa e pagamos tudo.
Passou de dois mil reais mas daddy pareceu não se importar com isso.
Quando fomos pro carro, fomos direto encontrar tia Cris e Bia no restaurante. Almoçariamos fora com elas.
- o daddy vai pedir refrigerante também. - disse por que tia Cris pediu um suco natural de limão com laranja mas eu queria refrigerante. Estava tão bom o passeio, almoço em família aaaaaa.
Henrique.
Havia acabado de comer a alguns minutos e estava só vendo Maria comer e falar. Eu sorria.
Não era nojento, ela cuidava pra não sair nada da sua boca e mesmo que saísse, estávamos bem separados na mesa.
Ela contava com pausas como queria que fosse seu primeiro dia de aula.
Pelo que ela disse, Becca havia dito como é legal o primeiro dia, pra quem gosta de estudar claro. Por que você pega os horários, dividi os cadernos e livros com post-its por que os professores já passam uma semana de revisão.
Ela tava toda animada, tão feliz por ter comprado tudo que queria e eu amava ver ela falar. Amava muito.
Quando ela terminou e comer pediu logo um sorvete e veio em uma tigela como ela quis. Igual as que temos, tigelas de café da manhã como chamo.
Veio calda, amedoim, algumas balas e bastante sorvete. Ela estava tão feliz.
Não conseguia pensar em outra coisa.
Pedi uma torta francesa e pra falar a verdade tinha gosto de bolo normal. Pedro e Beatriz pediram sorvete também e minha mãe salada de frutas... Pra ficar em forma até seu casamento, que no momento não tá sendo planejado ainda.
Ficamos no restaurante por um bom tempo até irmos pra casa.
- daddy. - veio até o porta malas e peguei as suas três sacolas de material escolar.
- diga minha princesa. - fechei o mesmo.
- vamos comprar a mochila agora? - concordei.
- não quis da loja e eu acho que pela internet demora um pouco. - isso deixou ela nervosa.
- daddy ela precisa chegar em cinco dias. - sorri.
- ela vai, é que na loja tinha tantas opções. - dei carinho nela e fomos andando, Maria ficou mexendo nos próprios dedos com nervosismo. - calma amor, se ela não chegar vai usando a do ano passado.
- mais...
- mais ela tá novinha e bem cuidada. - Maria pensou. - se falarem algo não liga, mochila serve pra levar o material da escola e não pra agradar os outros. - ela sorriu.
- tá bom daddy. - sorri.
Fomos pro quarto e a Maria já foi organizando suas coisas e pegou o notebook.
- daddy... Oque é isso? - percebendo agora o notebook era o meu.
- hum? - fui até ela e logo tirei daquilo.
- eu já vi.
- não fica triste. - ela sorriu fraquinho.
- mais por que tava vendo? - dei de ombros e me sentei ao seu lado.
- por que foi um dos piores momentos da minha vida. - dei carinho nela.
No computador, a aba aberta era um site de notícias...
"12 adolescentes estão desaparecidos após um acampamento de férias da escola".
Sim, estava pesquisando um dos dias em que senti na pele a sensação de que Maria estava morta, mas eu queria atualizações. Sobre tudo.
Mas não tinha nada.
- você chorou daddy? - a olhei.
- todos os dias. - me abraçou de ladinho e fiz o mesmo, colocando o notebook do meu lado. - todos os dias eu imaginava o pior. - dei um beijo na sua cabeça.
- e eu estava bem protegendo três crianças. - isso me deixa orgulhoso.
- eu sei. - ela sentou no meu colo e o abraço foi melhor. - eu te amo muito ouviu? - concordou.
- eu também daddy. - me deu um beijo e voltou pro abraço.
Não consigo pensar que posso reviver isso.
Depois que Maria "sentiu" que sua mãe poderia ser r**m, e mesmo eu achando que não, fico com m*l pressentimentos.
Caso Maria a queira por perto um dia, quem será eu pra dizer um não bem grande e prende-la em casa?
Mas como ficarei quando descobrir que Maria está desaparecida?
Eu tive tempo pra impedir, mas agi de acordo com o certo... E fico pensando que o certo é o errado. Em relação a isso sabe?
A mãe da Maria pode ser um monstro.
Um dia eu acharei que está certo ela ficar com a Maria mas quando algo de r**m acontecer, vou perceber que era errado.
Quando Maria saiu do meu abraço estava entusiasmada, ela queria muito organizar seu material e colocar as matérias nos cadernos. Não interrompi ela.
Bom, Maria começa na escola semana que vem e eu no trabalho então levei algumas camisas sociais minhas pra lavar e minha mãe se ofereceu pra passar depois.
Porém no quarto Maria também se ofereceu e eu adorava quando ela passava minhas roupas, ficava perfeita.
Maria sempre foi vaidosa, minha mãe que deixou ela mais relex depois que veio morar com nós, por que antes Maria fazia tudo e eu não a mandava, pelo contrário, sempre falei pra gente contratar uma moça mas quando fizemos isso dava r**m.
E Maria não gosta quando tem alguém desconhecido na nossa casa e em alguns dos casos, as moças dormem aqui.
Eu também não gosto. Cresci com uma empregada em casa, ela dormia lá, praticamente morava com nós e na maioria das vezes elas não são legais com crianças. Pelo menos as que eu tive não eram.
Então... Maria em primeiro lugar e ela quem manda.
Já que Maria tava ocupada e pelo que vi no meu notebook, ela começou a fazer de novo coisas pra Havard, eu não falei nada e fui pro seu quarto.
Já arrumaram aqui mas eu precisava guardar umas roupas aqui.
O guarda-roupa da Maria é bem grande e tem muito espaço que eu coloquei alguns cobertores dela, mas lá em cima em uma das prateleiras, vi pra fora uma coisa que parecia um pênis.
Quando peguei era.
Rosa.
Mas...
Isso não é da Maria.
Eca.
Larguei no chão e fiquei olhando.
De quem é isso?
Fui pro quarto.
- Maria. - fiquei na porta e ela olhou pro lado me olhando.
- oque?
- vem cá. - chamei com a mão e ela largou as coisas vindo.
Fomos pro seu quarto e ela olhou pro chão imediatamente.
- de quem é isso? - eu não ia xinga-la, isso é meio óbvio, mas só pela carinha...
- é...
- é de quem? - fui firme mas não briguei.
Quando ela mexeu nos próprios dedos vi o medo.
- é que... Um dia eu comprei uma coisa pela internet... E eu achava que isso não ia vim... Mas aí eu coloquei no carrinho... E aí veio... E tava bem embrulhado. - tive que rir.
- poxa amor. - peguei do chão. - pra que? - deu de ombros e veio até mim pegando da minha mão.
- é que eu quero só ter. - ri.
- só ter? - concordou com medo. - não vou te xingar, fica tranquila.
- é que é f**o. - dei carinho nela.
- não é, a Maria é mocinha, tem curiosidades. - ela sorriu fraquinho. - eu achei que era da Beatriz, ou da Rebecca... Por que elas já dormiram nesse quarto. - Maria riu.
- não tem como, Bia não gosta mais de pipi e Becca já tem um. - que nojo imaginar mas tudo bem.
- tá, então tudo bem tá? Mas me conta as coisas. Sabia que arrumaram aqui? E se alguém viu? Por que ele tava bem ali e eu consegui ver.
- mas você é um poste. - ri. - mais vou levar pro nosso quarto. - Maria se agarrou naquilo igual agarra seus bichinhos de pelúcia e eu ri.
Fomos pro nosso quarto e eu vi ela guardar aquilo no seu criado mudo.
Como pode? Um pênis de borracha rosa.
Cada um com seus gostos mas eu não ia gostar de comprar uma b****a de borracha azul, pra mim tem que lembrar exatamente oque eu tô procurando. Se eu fosse a Maria teria comprado um pênis da cor de um corpo humano.
Maaaas... Maria ama rosa então né.
Tem nem como argumentar.
Ela ficou por um longo tempo estudando e eu tirei alguns cochilos do seu lado da cama já que ela tava no meu.
Não posso esquecer de buscar Luna, Lennon e Lily.
[...]
Maria Clara.
Dois dias depois...
Eu estava muito nervosa, não vou mentir.
Hoje era sexta, então só tenho o final de semana em casa e aí tudo começa.
Daddy saiu pra comprar meu lanche da escola mas já voltou e ele comprou muiiita coisa e xingou todo mundo por que era pra mim e pro Pedrinho levar só pra escola, não podia comer antes dela ou depois.
Eu sempre obedeço, então não vou fazer isso.
Já combinamos tudo e eu tô tão feliz. Becca vai esperar eu e Pedrinho... Aaaaaah eles vão se beijar aaaa!
- amor. - olhei pra ele rápido com um sorriso. - ué, pensando no que? - sorri e fui até ele, que se deitou na cama.
Já era final da noite, quase hora do jantar.
- daddy, Becca e Pedrinho vão se beijar e todo mundo vai ver que eles namoram. - daddy riu negando e me sentei em perna de índio do seu lado.
- queria conversar contigo sobre uma coisa, e vou te xingar também. - desfiz o sorriso.
- oque? - fiquei preocupada.
- pode ser amiga de quem quiser, mas não quero tu andando com quem anda com a Micheli, entendeu? A diretora me disse que ela ainda tá estudando na escola e não dá pra simplesmente fazer ela sair ou te tirar de lá...
- não quero sair dessa escola daddy. - daddy me tocou.
- eu não te tirar de lá, não faria isso... Mesmo eu vendo que tu corre perigo perto daqueles alunos. - suspirei.
- eu prometo que vou andar só com meus amigos.
- promete? Eu não te quero perto dela, Maria tô falando sério. Sei que ela também faz corrida e que tu ama correr, mas não quero que fique perto e que nem fale. Se ela falar algo que te provoque, deixa pra lá. - me deu carinho na perna. - ouviu? - concordei. - e outra coisa... - daddy ficou me olhando. - Malu vai começar a estudar lá também e no começo da atenção pra ela, almoça com ela, teu pai vai dá sempre dinheiro pra ela mas compra o lanche pra ela também... Seja irmã, não fica excluindo ela.
- eu não vou ficar excluindo daddy.
- eu sei, a Maria não é disso, mas ajuda ela, mostra a escola... Tá bom? - concordei. - vem cá, fica um pouco grudadinho comigo. - deitei com ele e fiquei agarradinha. - tenho muito medo de estar bem tranquilo no trabalho depois de ter te levado pra escola, aí do nada alguém me liga e fala que tu se meteu em alguma briga... Tu sabe que vai ficar de castigo por que tu também erra, mas eu vou ficar morrendo de preocupação e achando que tudo começou por causa dessa garota. Só que quem começa é tu. - daddy riu fraquinho.
- daddy. - me sentei. - como você ficaria se você visse um ex amigo seu dando em cima de mim? - daddy pareceu incomodado. - pois é, é exatamente assim que eu fico. Por que sempre que ela fala alguma coisa, ou é sobre você, ou sobre preconceito, ou ela começa a fazer bullying... Eu fico p**a daddy. - daddy parecia pensar.
- só que é diferente um amigo meu falar de ti, por que ele vai ter segundas intenções e ele tem força e vontade pra te machucar, já Micheli não e eu não tenho e nem quero ter essas atitudes com ela. Ela fala pra provocar e não com verdade.
- mais daddy, ela pode colocar algo na sua bebida pra te fazer ficar tonto e de pipi duro e aí você vai t*****r. - daddy riu.
- primeiro que eu nem vou estar no mesmo ambiente que ela... Então. - rimos.
- e... Você... Quer ficar... De pipi duro pra mim? - daddy deu um sorrisinho de outro jeito. - vamo daddy, eu quero e tia Cris arrecem começou a fazer o jantar. - daddy riu.
- como consegue me convencer? - me puxou.
- eu sempre consigo tudo que eu quero. - ele riu negando e começamos a nos beijar.
Quando tiramos as roupas foi aquilo tudo. Chupei daddy, ele me chupou, rolou beijos pelo meu corpo inteiro e quando eu estava morrendo de vontade, daddy me penetrou e fodemos muito bem.