Henrique.
Hoje era o dia de fazer aquele teste de paternidade.
Sai cedo do trabalho e fui pro local, era perto.
Era uma clínica.
Não demorei pra ser atendido, já estava agendado e pelo que vi eu era uma das poucas pessoas ali.
Fiz o teste através do material genético e tive que ir pra outro andar esperar.
Onde estava David.
- eai Henrique. - se sentou do meu lado e sinceramente, não quero vê-lo.
- eai. - peguei o celular.
- olha cara...
- não temos oque acertar, oque aconteceu a sete anos atrás já foi esquecido. - digo. - hoje sou casado e prezo muito pela minha família. - o cortei mas ele continuou.
- tá muito bem, se formou na faculdade como queria?
- é... Segui os meus sonhos, fumar maconha pra sempre não ia me levar pra lugar nenhum e você? - não estava sendo amigável.
David era loiro, um loiro mais escuro. Olhos verdes escuro e barba por fazer. Suas roupas eram normais e ele tinha mais tatuagens do que antes, assim como massa muscular e ganhou algumas linhas de expressão.
- sou gerente em uma loja de carros.
- hum... Foi oque sempre quis né. - fui grosso.
- qual o seu problema cara?
- o meu? - olhei pra ele. - éramos melhores amigos... Aí você dormiu com a Aline. - riu.
- éramos adolescentes... Eu tava bêbado.
- não foi só uma vez.
- antes de você ir embora sim... Ai vocês terminaram e continuamos. - queria dar um soco nele, não por dormir com Aline mas por dizer dessa forma, sem pensar na nossa amizade. - queria oque? Você nem a tratava bem. - ri.
- com certeza tratava. E cuidava muito na hora de gozar. - ficou quieto.
- também acho que essa filha seja minha... Fudemos muito depois que você foi embora. - eu tava pronto pra dar um soco nele, se não fosse aquela médica...
- senhores. - olhamos pra ela. - podem me acompanhar por favor. - nos levantamos e seguimos ela.
Eu bem longe dele.
E em uma sala grande e espaçosa, estava uma criança sobre uma maca.
Aline logo ali.
- que bom que chegaram. - disse ela.
A menina era loira, igual Aline e David. Olhos castanhos... Iguais aos meus.
Se olhar bem sua boca parece a minha... Mas o jeito é do David.
Não é minha minha.
- quem é Henrique Maciel? - ah não.
- sou eu. - ela é minha filha...
- o teste de paternidade testou negativo pro senhor. - nossa... Uau.
- então eu sou o pai? - perguntou David.
- isso, David Souza. - a menina me olhava atentamente.
Não seria péssimo ser o seu pai e ela não parecia ter sete anos, era tão miudinha.
Porém eu precisei ir, claro, falando com a médica antes, Aline e até mesmo David.
Aline me pediu desculpas e prometeu não me procurar mais. E como educação, falei que se ela precisasse de algo poderia me procurar sim.
Já David resolveu de uma hora pra outra ser o pai do ano, e começou falando com a menina e ela toda assustada.
Mas não era mais problema meu. Mesmo tudo sendo tão rápido, eu estava muito tranquilo.
Foi algo muito... i****a se parar pra pensar.
Não era minha, e Aline deveria ter certeza disso.
- Ju. - a chamo e ela se vira rápido me olhando. Óculos novo... Ou o antigo.
Muito melhor que o de antes, esse não ficava caindo.
Eu já estava na empresa.
- ah, achei que não viria mais. - me seguiu e entramos no elevador.
- é... Eu tive um compromisso inusitado. - digo olhando o meu relógio e logo depois aperto o botão que quero.
- oque vai fazer hoje? Vi no quadro que você tem duas reuniões.
- pode adiar tudo, não tô disposto.
- mais e a sua viagem na semana que vem? - Maria.
- ah... Vou trabalhar a distância ainda, fazer telefonemas e tudo mais, só as reuniões que não vai dar.
- tudo bem.
O elevador se abriu e fomos pra minha sala.
- um cliente que veio na semana passada sofreu um acidente de carro. - olhei confuso pra ela ligando o computador.
- quem? - deu de ombros.
- não lembro do nome, na verdade ele só disse que estava esperando por você e no mesmo momento você chegou então ele não me disse o seu nome. - penso. - ele tá no hospital mas disse que quer continuar oque não terminaram. - concordei.
- tá... Eu preciso de um arquivo, tá na outra sala, pode pegar pra mim?
- claro.
- acho que o número é... 202... Algo assim. - concordou e deu as costas saindo da sala.
Mas pensei bem e não era esse.
Sai também e Ju estava perto.
- Ju... - se virou. - é 206. - digo e no mesmo momento alguém fala algo.
- ah então é aqui que se esconde. - olhei pro outro lado vendo um homem. - de sainha, óculos... Enganando todo mundo. - era um homem alto, moreno.
- Patrick. - ele estava bravo. - por favor aqui não. - Ju se aproximou e eu senti que ele faria algo.
- oh... Aqui não, não na minha empresa. - me coloquei no meio deles por medo.
- e quem é você? - me olhou de cima a baixo.
- é o meu chefe, por favor vai embora... Tá atrapalhando o meu trabalho. - disse com medo a última parte.
Ele riu.
- tá dormindo com ele também? - o encarei bravo.
- vou pedir numa boa que saia da minha empresa se não chamo a segurança. - digo com paciência, não estava afim de brigar.
Ele ri outra vez.
- sabe oque essa v***a faz? Se dorme com ela já deve saber.
- não, não durmo com ela, sou casado. - digo firme.
- ah então acho que todo mundo deve saber. - ele começou a gritar, a fazer show. - transa com todo mundo, gosta de s**o e é maluca! Precisa de terapia!... Já contou que abortou só por que o filho era de um cara da balada? - riu. - e agora tá grávida, de novo, vai abortar também? - Ju tá grávida? - o filho é meu e não admito isso! - apontou o dedo pra ela, por cima do meu ombro mesmo a gente sendo do mesmo tamanho. - aborta o meu filho e eu te mato, jogo o teu corpo em um valão e ninguém nunca vai saber.
- tá chega, já chega. - digo isso por ver de longe os homens da polícia, que Melissa manda pra ficarem aqui. Eles estavam vindo.
Além do público, todos os funcionários olhando.
Ju deve estar com tanta vergonha.
- Ju entra. - digo, dando espaço pra ela entrar na minha sala.
- não, ela não vai. - ele a agarrou e tentei impedir, porém também foi o mesmo momento em que três homens vieram e pegaram ele.
Ju começou a chorar e entramos na sala pra ela e nem eu precisar ver aquilo.
Os polícias pegaram pesado, imobilizando ele de um jeito terrível.
- calma, ele já tá indo embora. - não queria toca-la e criar um tipo de afeto.
- ele... Eu não quero ter um filho dele. - tocou a própria barriga, que olhando estava bem lisinha, não dava pra dizer que ela estava grávida.
- tá grávida mesmo? - concordou. - não parece, é recente?
- tem duas semanas que descobri. Tô grávida de um mês. - tentou manter a calma.
- e quem é ele em? É mesmo necessário dormir com todo mundo?
- vai mesmo acreditar nele? - dei de ombros. - não é todo dia, não é toda hora... Mas tenho necessidade e me cuido... A última vez que abortei foi por que eu não conhecia aquele cara direito e não era o momento pra filhos.
- a última vez?
- é... Já tive alguns abortos.
- Ju isso é perigoso. - deu de ombros.
- a minha vida não é um mar de rosas não. Se eu me prejudicar tô pouco me fudendo. - não havia oque dizer.
- tá e ele? Esse cara?
- sei lá... Trabalhava no posto de gasolina não sei... Arrumou o meu carro sei lá. - engoli em seco, ela nem lembra.
- tá olha só... - penso.
- não tem oque pensar.
- ele quer essa criança, como ele sabe?
- ele viu o teste de gravidez, me questionou e eu falei que estava dormindo só com ele... Ele é bonito mas bebê, é um m***a.
- a questão não é essa, a questão é a sua segurança. Não é pra sempre que vai estar aqui dentro com seguranças...
- eu sei disso! Eu só.. - começou a chorar.
- senta. - ela sentou no sofá.
- eu não sei oque é ter um filho... Eu vivi a vida toda sozinha, tem noção do que é isso? Eu vivia com os meus tios, um viajava o ano todo e a outra nunca parava em casa, só em resorts e eventos que ela dava. A babá que ficava comigo deixava a comida perto de mim e ia falar ao telefone... Sempre fui eu, oque é ter um filho e um namorado? Eu preciso desse emprego pra pagar minhas contas e ele sabe que sou rica e...
- rica? - colocou as mãos no rosto.
- é, rica. - me sentei. - meus tios eram ricos, meu tio na verdade e minha tia odiava a família todinha dela e eu era filha da irmã dela... Aí ela me pegou pra criar e viemos pra São Paulo e nunca mais vi a minha mãe. Não sei oque aconteceu depois que sai da casa deles mas um dia do nada alguém bate no apartamento que eu dividia com uma mulher e diz que eu ganhei uma herança de 300 milhões. Do nada... E eu não sei oque fazer. - ri com ironia.
- pode começar saindo desse emprego, trocando de país e vivendo só você e o seu filho. - me olhou. - tem uma oportunidade de fugir de tudo isso. Aquele cara pode te m***r. - riu.
- e pensar que já vivi com traficantes. - meu deus.
- tá, você é muito estranha. - rimos.
Após um tempo conversando e tentando chegar em uma solução, Ju disse que sairia do país como sugeri, só não prometeu nada contra seu filho e falou que faz um tratamento pra alguma coisa do seu útero... Oque me fez ligar com os seus abortos.
Faz m*l e eu não entendo disso, mas ela tem 300 milhões, oque ela tá fazendo aqui ainda?
Mas em fim, os policiais levaram ele pra delegacia como fiquei sabendo e mais tarde desse dia Melissa me ligou e disse que ele foi preso por pose ilegal de armas e drogas.
Oque achei ser até verdade olhando pra cara daquele sujeito.
Já Ju... "Me dá um tempo pra pensar". E dei, mesmo que já no próximo mês Vanessa volte a trabalhar.
Enfim, suspirei.
Já eram 17h e não tinha mais nada pra fazer hoje, só amanhã.
Então fui pra casa.
- oi? - digo atendendo o celular que vibrava no meu bolso assim que desci do carro.
- Henrique a minha viagem foi antecipada.
- ué, por que?
- não posso ficar falando sobre o caso mas aquela mulher apareceu no Rio de janeiro, que é pra onde vamos.
- vocês ainda não sabem o nome dela?
- não, ela tem muitos nomes, todos registrados e não se sabe qual foi registrado primeiro.
- tá e quer que eu vá antes?
- é, Maria ficará feliz e com o trabalho... Bom, pode continuar trabalhando mas em casa ou se preferir eu te pago. - ri.
- não, relaxa, eu vou continuar dando telefonemas. Tá de boa.
- tá bom, então tudo bem ir já amanhã?
- tá... Ótima ideia.
- e como você está lá e aquele condomínio é todo meu e tem muitos seguranças, já é um momento pra você passear com as meninas. Elas vão amar sair um pouco.
- hummm, ótima ideia. - digo.
- tá, amanhã então às 18h vai ir um carro aí. É bom que seu carro fique em casa.
- tá.
- e... Pegue muita coisa... Talvez eu demore a voltar.
- não suma como da última vez.
- não, claro que não mais preciso sumir por algumas semanas. Talvez meses. - bom, eu não podia protestar.
- tudo bem.
- então até amanhã, beijo.
- até, tchau.
Desliguei e respirei fundo.
Trocando de "casa" fará minha mãe e meus irmãos ficarem desprotegidos.
Mas o pessoal que Melissa contratou, me segue e a casa da frente que está vazia e que era daquele m***a que cuidava Maria, agora está ocupado por esse pessoal. Aqui e em outras ruas também.
Acho bom. É muita gente protegendo duas meninas.
Então oque fiz foi subir pro quarto. Minha mãe não tava, Pedro estava no banho por eu ter ouvido barulho de chuveiro e Beatriz dormia de barriga pra cima, sorri, minha irmãzinha é mãe.
Uma grande coisa pra mim.
Subi e já fui pegando as inúmeras malas no closet.
Pegando até algumas que Maria deixou e pretendia levar mais coisas dela.
Outro dia ela me pediu todos os seus pincéis e telas, por que os pincéis que tem lá não são de bichinho igual o dela e ela ficou triste.
Ri despercebido.
Peguei tudo, deixando o pouco que eu não usava pra não parecer que fugi, sei lá, vou fazer igual nos filmes.
Não pode parecer que sai fugido.
Peguei o travesseiro da Maria e o meu, e dessa vez teria que levar Luna, Lennon e Lily. Por que caso minha mãe vá morar com Caio, ela não levara eles por que lá já tem animais e bem maiores aliás.
Então arrumei as coisas deles também.
- que foi minha filha? - peguei Lily, ela não cresce muito e tem o pelo branquinho e macio. - sabia que hoje você quase ganhou uma segunda irmã? - ela me cheirava. - e a sua mãe seria madrasta. - digo pensando. - não é isso que quero. Jamais. - a coloquei na cama e ela começou a cheirar tudo. - não faz xixi aí igual seu irmão, não marca território. - digo pra ela e vou ao banheiro.
Pego o necessário que uso sempre e coloco dentro de uma das bolsinhas de maquiagem que Maria tem.
Depois volto ao quarto e arrumo os sapatos dentro de uma mala.
Sorri, os vibradores da Maria perdido em uma gaveta aqui.
Não vou levar... Talvez só oque ela guarda dentro do seu criado mudo.
Mas peguei tudo a princípio. O necessário, o desnecessário, o útil e o inútil.
Necessário e útil são quase a mesma palavra mas tudo bem.
Logo após isso fiquei um bom tempo sem fazer nada e foi um bom tempinho pra tirar um cochilo.
Minha concinha foi com a Lily, dormia igual um bebê de barriga pra cima... Tipo o Luigi da última vez e eu fiquei abracadinho na Maria.
Maria Clara.
No dia seguinte..
Daddy vem hoje, tô tão feliz.
Eu comia algo em formato de triângulo mas não muito bem no formato e era de frango. Tipo um pastel mas parecia um empada. Na verdade eu não sei o nome mas foi a cozinheira que fez e hoje eu queria comer algo salgado... Por que ela fez bolo também.
Estava sentada do lado de fora, no meu lugar de sempre. Em uma das espreguiçadeiras em frente a piscina.
Estava frio, tinha sol mas um vento chato. Típico outono.
Eu estava lendo um livro de... Liev Tolstói. Já ouvi falar mas foi Malu quem me deu e eu achei bem interessante.
Também bebia refrigerante com duas rodelas de limão, duas!
Fica muiiiito mais gostoso do que com uma.
Da próxima vez vou experimentar com três.
- oi. - Malu veio até mim.
- oi. - digo fechando o livro depois de colocar o marca página.
- não precisa parar de ler. - falou mas sorri.
- tudo bem, daddy vem daqui a pouco.
- aaaa... Por isso tanta comida né? - sorri concordando.
Do lado esquerdo das espreguiçadeiras, tinha uma porta de vidro que dava direto pra sala de jantar, mas as espreguiçadeiras eram virada pra piscina que estava ali.
Tinha um telhado pra ficar em baixo e aquela área tinha uma churrasqueira, minha mãe disse que enquanto ela estiver fora daddy pode fazer churrasco e daddy faz isso muito bem.
Também vi que tem um negócio na parece igual o negócio que coloca a rede, mas aqui não tem rede, só uma mini rede que parece mais um banco flutuante e só cabe uma pessoa.
- você acha que papai vai poder vim?
- sim, no sábado. - digo confusa, ela sabe.
- mais... Dormir. - penso. - eu tô com tanta saudade... Ele é o meu melhor amigo. - olhou pra baixo e entendi um pouco.
- eu sei... Fica tranquila Malu, se ele quiser dormir ele pode. - sorriu fraquinho.
- meninas, com licença. - era um dos seguranças. - o motorista do senhor Henrique acabou de me dizer que ele chega em cinco minutos. - fiquei eufórica e feliz, muito feliz.
- aaaai muito obrigada tio. - sai correndo deixando apenas o refrigerante pra trás, mas quando cheguei na sala de jantar vi Malu vindo com ele e bebendo.
- isso é bom. - disse olhando pro copo. - você colocou duas rodelas de limão? - ri.
- sim, fica muito melhor. - larguei o livro no meu lugar da mesa assim como a minha... Empada? De frango.
Em cinco minutos talvez exatos, o portão foi aberto lentamente por ser de controle remoto e quando o carro adentrou a garagem esperei ansiosamente por daddy... Que desceu!
- daddy! - pulei em seu colo.
- oi minha princesa. - me abraçou forte e fechei os olhos desejando ser eterno aquele abraço.
- você veio!
- prometi. - abri os olhos e olhei pra dentro do carro, abrindo a boca.
- Luna!... Lily!... Ah Lennon! - desci rápido do colo do daddy e ele riu. - vocês vieram também! - eu abri as três portinhas das suas malas de viagem, Lily era a única dentro de uma bolsa e não da casinha, toda chique. Mas ela tem medo e precisa ficar dentro de algo mais macio e quentinho. - meu deus você cresceu! - digo pegando Lennon. - e você parece mais peludinha. - digo pegando Lily também. - e a Luna continua cheirando tudo. - daddy riu e Luna marcou o seu primeiro território na roda do carro.
- Luna! - daddy bateu palma pra ela sair correndo e ela foi cheirando o pátio todo até os fundos. - oi Malu. - Malu sorriu.
- daddy tem comida, você tá com fome? Vamos comer. - entrei, com Lily e Lennon em baixo de cada braço meu, mas coloquei eles no sofá e eles ficaram explorando.
- boa tarde senhor Henrique, gostaria que eu levasse suas malas para o quarto? - perguntou Adam ao daddy.
- ah eu agradeceria.
- tudo bem, podem ir pra sala de jantar, tem um grande café da tarde a espera. - daddy agradeceu e fomos andando.
Uma das ajudantes veio nos servir.
Minha mãe demitiu uma que era nova, que tinha uns 28 anos no máximo. Elas ficam "assanhadas" como minha mãe disse e ficam se pegando com os seguranças como ela também falou.
Então agora as ajudantes, cozinheiras e arrumadeiras são senhoras mais velhas mas não tanto. Se não elas não vão conseguir fazer as coisas e eu não quero nenhuma vovó doente.
Terminei de comer a minha empada com mais refrigerante e três rodelas de limão, ficou muito melhor!
Daddy bebeu café preto, comeu sanduíches, um pedaço de bolo e experimentou a empada que eu comia.
Já Malu bebeu Nescau que parecia só leite, nem tinha Nescau ali mas eu também gosto assim... Só que com um pouquinho mais de Nescau. Comeu bolo e morango e manga fatiados e misturados em um potinho.
E eu não estava com taaaanta fome, só comi de olho grande.
Minha mãe também comeu pouco, ela mais conversou do que comeu. Ela chegou logo depois do daddy.
E depois de todos comerem ela e daddy subiram, claro, fui junto. Ela mostrou um comodo que fez de escritório só pro daddy, fiquei tão feliz e daddy agradecido dizendo que não tinha necessidade, porém logo depois disse que seria bom, que daí o quarto ficava só pra mim pra eu estudar lá.
Aí daddy e eu ficamos a sós.
- aaaah tô tão feliz. - abracei ele forte e ele riu fazendo o mesmo.
- eu também tô.
- noite passada eu tive um pesadelo daddy. - vi ele abrir uma mala.
- é? Sobre oque?
- tinha armas. - ele desfez a cara de bonzinho.
- hum.
- mais também tinha duas pessoas famosas.
- meu deus, que doido. - ri.
Uma das senhoras que limpa entrou no quarto, disse que não se importava de arrumar todas as roupas do daddy no nosso armário. Agora é nosso!
E daddy agradeceu deixando e só pediu que deixasse as coisas do trabalho de fora, que ele ajeitaria depois.
Aí eu pedi pra gente ir pra rua e ele quis.
- você tá cansado? - perguntei me deitando do seu lado na espreguiçadeira.
- um pouco... Por que? - tentei não sorrir. - teremos tempo pra isso, calma. - ri.
Luna cheirava tudo.
- daddy ela pode cair na piscina? - perguntei.
- poder pode mais lá em casa ela não cai e tem bastante gente aqui que veria. - fiquei preocupada. - relaxa, Luna sabe nadar.
- mais tá frio.
- alguém vai ver ela molhada, até a Maria. - Luna fazia xixi em todo canto da casa perto da piscina.
Fiquei me perguntando se o xixi dela era infinito.
Já Lennon não saía da porta de vidro e Lily explorava aos pouquinhos.
E a última vez que vi Luigi, ele estava no quarto da Malu com ela. A uns cinco minutos.
- tá estudando?
- sim.
- que bom, agora o daddy tá aqui pra te ajudar. - sorri e olhei pra ele.
- e pra f********o né? - riu.
- por que é tão viciadinha?
- por que você me chupava todos os dias.
- por que tu pedia.
- sim, e era muito bom. - daddy riu e nos encaramos. - quando eu chupei o seu pipi pela primeira vez..
- para.. não gosto de lembrar. - desfez o sorriso mas ri.
- eu amo, foi muito bom. - apertei a bochecha do daddy. - era grande e nem cabia na minha boquinha. - riu.
- ainda não cabe. - rimos. - tá, mais de qualquer modo ainda vamos t*****r todos os dias.
- sério? Ebaaaaaa. - grito e daddy ri.
- fofa. - abracei ele e assim ficamos, no solzinho.
Quando resolvemos subir, por que EU quis.
Já eram quase 19h.
Minha mãe estava com Malu.
Tranquei a porta atrás de mim e me encostei nela, olhando pro daddy.
- ficou bem arrumadinho. - disse ele olhando o guarda-roupa... Logo tirando a camisa.
- tá frio. - digo ainda olhando pra ele.
- vamo deitar, vai ficar quente. - bem quente.
O corpo de um homem não é delicado... Oque da tanto t***o. As costas do daddy, com músculos... Seus ombros e braços...
Seu bumbum durinho hihi.
Ele usava calça de moletom preta e eu via sua cueca da mesma cor.
Daddy... Gostoso.
Ele tirou duas malas de cima da cama e colocou com as demais que trouxe, me avisando que trouxe algumas coisas minhas.
Mas eu não queria saber de nada.
Ontem me depilei todinha, e quero que daddy me chupe todinha hoje.
- não vai vim deitar? - tirei os olhos do seu pipi e comecei a andar até a cama.
Daddy foi apagar a luz e vi todo o processo.
- não... Deixa a porta trancada. - ele destrancou.
- não, a gente não vai fazer nada. - fiquei triste.
- você não sente mais t***o por mim? - ele riu e veio até mim, após trancar a porta outra vez.
- claro que sinto meu deus. - se deitou do meu lado. - mas não é hora pra isso e a Malu dorme aqui do lado.
- perguntei ontem pra minha mãe se dava pra ouvir algo e ela disse que a parede é bem grossa.
- tu perguntou isso pra tua mãe Maria? Meu deus. - concordei normal.
- sim.
Me encarou sorrindo.
- então deita. - deitei e daddy nos cobriu até a cabeça.
Ficou bem quentinho e eu tava tremendo de frio.
- você vai me deixar com t***o.
- não faz m*l. - daddy começou a me beijar. Sua boquinha era macia e ele tava com um pouquinho de barba, dava pra sentir no beijo.
Fora a minha língua que queria tanto aquele beijo e daddy começava a rir e dizia pra eu ir com calma que o nosso beijo não ia acabar.
Aí eu fui com calma... Era h******l, eu queria maaaaiiisss.
Quando senti sua mão apertar a minha b***a e me puxar pra perto dele, senti o seu pipi duro e fui obrigada a gemer, daddy fez o mesmo e isso me deu mais t***o ainda.
- todos os dias eu quero, e todos os dias eu tento não pensar na Maria sentando no daddy.
- aaaaa daddy... - gemi e voltamos a nos beijar.
Daddy tirou minha blusa e sutiã, iniciando o beijo outra vez mas dessa vez sobre o meu corpo. Eu estava toda arrepiada e daddy apertava meus s***s com força.
O beijo só parou quando ele começou a se esfregar em mim e depois de alguns minutos começou a gemer.
Ele se despiu e fiz o mesmo, ficando completamente nua apenas de meias.
- deixa eu c****r daddy... Aaaaaaaa... - ele colocou. - aaaa... Daddy... Daddy hummmm.. - e começou a ir mais rápido.
Como era booom s**o é muito bom.
Ele nem me deu tempo pra processar que ele já estava dentro de mim.
E por vários minutos ficamos daquele jeito, de repente não tinha mais frio e saímos de baixo das cobertas.
Quando fiquei por cima eu quiquei tanto, eu fiz daddy gemer e me apertar tanto.
Estava tão bom, já tinha gozado várias vezes e meu quadril tava começando a doer.
Mas eu com isso, daddy estava em baixo de mim me fudendo.
Ficamos assim até voltar pra posição do início, ficando mais tempo até daddy gozar na minha ppk toda. Pegou um pouco na barriga e s***s e era muita p***a.
Isso significa que daddy tava com t***o acumulado.
Nossa, se ele tivesse gozado dentro, certamente na semana que vem eu estaria grávida.
Ou depois de sete meses.
Eu não sei quantos meses precisa pra saber se tem um bebê na sua barriga ou não.
- te amo. - me cobriu, após a gente se limpar e se vestir.
Mas eu só coloquei a blusa do daddy e calcinha, fiquei com muito calor.
Já daddy só a cueca.
- eu também te amo. - o beijei.
Colocamos em um filme e fiz daddy me prometer que essa não seria a última f**a de hoje, ele prometeu. Mas disse que nada mudou, que ainda temos trabalho e escola e eu até esqueci. Amanhã tem aula online, das 8h até às 13h.
Menos Malu, ela tem das 8h até às 17h.
Muito estudiosa, mas ela gosta. Eu por outro lado odeio. Eu viveria cansada e triste, por que quando não consigo dormir eu fico muito triste.
Enfim, ficamos deitados juntinhos até o jantar e depois do jantar... Daddy vai me c****r todinha e me bater, por que fiz ele jurar.
E se um daddy não cumpre com sua promessa, pode ir preso por deixar sua baby com t***o.
Eu que inventei hihi.