254° capítulo

4060 Palavras
Malu. 6:30- ir ao banheiro. Tomar banho para o dia começar melhor e depois tomar os remédios matinais. 7:00- tomar café, torrada com geleia de morango e um copo de Nescau com pouco Nescau (fica muito doce, isso em mim causa enjôo). 7:45- arrumar o material outra vez (por que já passo isso antes de dormir). Ligar o computador, checar emails. E ter 10 minutos para terminar de ler A República, de Platão. Todo o diálogo é narrado, em primeira pessoa, por Sócrates. É original do Grego. 8:00- aula online. 8:45- próxima aula. 9:30- próxima aula. 10:15- intervalo para o banheiro, copiar algo, rever algo e até comer, mas eu não como. 10:30- próxima aula. 11:15- próxima aula. 12:00- próxima aula. 12:30- almoço. (Só em frente ao computador, se não eu acabo demorando muito). 13:00- finalmente acabada as aulas online da escola. 13:30- estudar a partir da página que parou do livro de medicina por 1h. E após isso o tempo é indeterminado, por que preciso copiar muitos textos e separar por grupos e não há tempo para acabar, mas quando chega 17h, eu guardo tudo e acabo um pouquinho no final da noite e amanhã começo tudo outra vez. - Malu, você já terminou? - concordei pra Maria. - sim, parece até que foi rápido hoje. - ela sorriu fraquinho. - pode entrar. - digo já em pé juntando os livros sobre a minha mesa. - é que... Você... Tomou o remédio? - sorri fraquinho. - sim, com o meu suco de pêssego. - mostrei sobre a mesa tentando ser gentil. Parece que aquele dia acabei deixando ela muito mal... A machuquei e não lembro. Mas já pedi milhões de desculpas e mesmo ela aceitando, não me pareceu estar realmente a vontade. - como foi sua aula hoje? - perguntei. - de boa, eu tive um teste de matemática. - e... Era com Daniel? - negou normal. - não, não sou mais aluna dele. - concordei entendendo. - vamos tomar café? Parece que fizeram bolo, tava um cheirinho muito bom. - sorri. - vamos. Logo saímos do quarto, Maria usava uma blusa grande por cima de um short jeans que eu via ser desfiado na ponta já que era só isso que aparecia por baixo da blusa. Mas acho que a blusa era dela, não parecia ser do Henrique, nele ficaria pequeno e na Maria fica grande. O quarto da Mari estava aberto e parei. - Malu. - Maria foi andando mas percebeu. - tudo bem? - voltou até mim. Sorri. - tudo... Hoje esse quarto poderia ser meio gótico. - gótico? - ficou surpresa e sorri. - é ela... Meio que gostava de rock mas não fanaticamente se é que essa palavra existe... Mais sempre que passava algum show de rock na tv e a gente ouvia do porão, ela ficava feliz. - sorri lembrando. - Malu. - sim? - olhei pra ela. - como vocês sabiam que eram irmãs... Tipo... Sem ser pela aparência? - fomos andando e eu pensei. - bom, as crianças me chamavam de Mariana e a Mari de Malu e foi aí que percebemos ser iguais... Mais saber mesmo... - lembrei... - os homens gostavam da gente, meninas iguais... Eram fetiches.. - tudo bem... Vamos trocar de assunto. - sorri. - Mah... Não vou surtar outra vez. - sorri mas Maria estava com medo. - me desculpa. - fiz ela parar. - tudo bem eu... Só fiquei com medo. - sorriu e fiz o mesmo. - me desculpa. - abracei ela forte. - eu amo você. - também amo você. - então vamos comer bolo. - ela ficou animada. Por que Maria tem infantilismo? E por que ela é tão sentimental? E qual o significado real dela chamar o Henrique de daddy? Minha irmã é mesmo única e a amo assim. Mariana amaria ela também. Tomamos café, conversamos e tentei faze-la não pensar no ocorrido de alguns dias. Henrique. - fala. - digo pegando o telefone ainda digitando algo no computador e olhando pra tela do mesmo. - tem uma mulher aqui... Loira... Procurando você. - disse Ju e pensei. - encaixa pra algum horário de amanhã, ou se não manda pra outro colega. Tô meio atarefado aqui. - digo. - Henrique... Ela não parece uma cliente. - sussurrou. - tá... Manda entrar e diz que ela precisa ser rápida. - tá bom. Desliguei respirando fundo. Em uns dois minutos a porta foi aberta por Ju, não olhei mas ouvi sua voz "por aqui". E quando a porta se fechou eu me levantei. - boa tarde... - Aline.. - Aline? Que.. que surpresa. - continuei parado e ela veio até a mesa. Não mudou nada. - Henrique, precisamos conversar. - fiquei confuso. - tá, quer beber algo... - a gente tem uma filha. - entrei em choque. - não sei ao certo se ela é sua filha. - o choque passou. - claro que não, na época eu fui traído com um dos meus melhores amigos. - digo, sendo ignorante. - você não era o melhor namorado do mundo. - mas te tratava bem! - tá... Eu não estou mais com o David. - que bom. - tenho uma filha, ela tem 7 anos. - fiquei olhando pra ela. - terminamos a 7 anos. - sim. - e a 7 anos eu fui traído. - é! - ficou brava. - mais ela é... Perfeita e ela merece saber quem é o seu pai... Fora que o dia dos pais e os aniversários dela são terríveis pra ela. - respirei fundo. - oque quer que eu faça? - que vá comigo e o David para fazer um teste de paternidade. - bufei. - a resposta é bem óbvia. - Henrique! - a olhei. - por ela, não por mim... Pela Agnes. Suspirei. Mas logo percebi que estava sendo i****a, se eu for pai, estou lidando de forma errada. Mais não tô nervoso, eu sei que não é minha filha, eu tenho certeza mesmo por sempre cuidar e na época eu tinha 19, quase 20. Era o começo de tudo e eu não queria vacilar. - é na quarta, depois de amanhã, às 15h. Pode ser pra você? - concordei pegando o papel que ela me deu. - esse é o endereço e se isso te fazer melhor, David ficará em outra sala. - ótimo. - ótimo. Tchau. - tchau. - ela foi andando e assim que saiu bati na mesa. Aline nunca foi importante pra mim, sabe quando você conhece alguém na balada? Mantém contato e no final percebe que estão saíndo juntos? Então, namoramos por três meses até um dia, milagrosamente aliás, ela ficar "doente" e não pode ir pra minha casa. Na mesma noite teria uma festa na casa de um amigo em comum nosso... Fui, com a intenção de curtir... Ela também. Mas só descobri quando fui no quarto do dono da festa pegar maconha... Quem estava lá? Nua, de costas, sentando em cima de alguém... Aline. Aline e David, meu colega de trabalho. Na época eu trabalhava em um supermercado qualquer. Sabe, primeiro emprego só pra comprar maconha e não ter que pedir dinheiro pra minha mãe. Terminamos ali e só entrei em uma briga com David por que éramos melhores amigos e ele foi desleal... Mas por Aline? Não a amava, talvez não ainda. E só "esqueci" ela e o ocorrido, por que no mesmo ano fui pra faculdade em outro país, então deixei tudo pra trás. E cá estou, uma filha? Ri. Pensando direito, EU interrompi a f**a deles, não teve gozo... Então se irá eu e David pra um teste de paternidade, tenho a total certeza que não foi uma só vez que ela deu pro David. Ri. Que irônico né? Muito irônico. O resto do trabalho foi uma d***a pra mim, fiquei bravo, comecei a me questionar que eu realmente posso ser pai dessa menina. Argh! Isso não tá acontecendo. Tenho Maria. Tenho uma situação muito grande acontecendo... Não é assim tão simples. Ah meu deus. [...] Estaciono o carro na garagem e vou entrando. A primeira pessoa que vi foi Beatriz, sua barriga estava grande pro corpo dela, dava pra ver bem. Ela revirou os olhos. - oque foi? - perguntei. - tem uma cobra na cozinha. - não entendi e ela foi pro sofá com Pedro. E quando comecei a andar, comecei a ouvir vozes de bebê e de... Letícia. O dia tá indo tão bem né? - boa noite. - tentei ser educado após ver que só estava ela e minha mãe ali, sem Endriw... Ah claro, e o bebê. - ah meu filho, que bom que chegou. Olha essa gracinha, ah meu deus. - sorri por educação e minha mãe praticamente jogou a criança nos meus braços e fui forçado a pegar. Era leve, nossa, essa criança tem órgãos? - tem os teus olhos. - digo pra Letícia e ela sorri. - é, falei isso assim que olhei pra ele. - disse minha mãe. - mais preciso de um banho, ele tá bem limpinho. - entreguei a Letícia. - vai lá meu filho, daqui a pouco Caio tá aí, vamos jantar. - concordei e subi. Não quero criar uma barreira entre eu e Letícia, ela é outra, do passado. E entre ela e Aline que viessem com a mesma situação dizendo que "sou" pai de uma menina de 7 anos... Eu iria preferir mil vezes que viesse da Letícia. Aline era meio... Ela dormia com todos. Já Letícia só quer dar "golpe" pra prender alguém a ela. Tirei a camisa e procurei por uma roupa adequada, meu celular tocou e ja atendi na hora. Era Maria ligando pelo w******p. - oi meu amorzinho. - digo. - oi daddy. - como foi o primeiro dia de aula hoje? - sorri, obviamente era ironia já que ela só ficou duas semanas sem aula. - legal... Mais a Malu estuda de manhã e passa a tarde toda estudando medicina... Você acha que eu devo fazer o mesmo? - ouvi o seu tom de voz de medo. - não, até por que a Maria ainda não sabe oque quer fazer e mesmo assim terá muito tempo na faculdade pra estudar... Oque Malu faz é um hobby pra ela, ela gosta, não significa que tu deve fazer o mesmo. - hum... Tá bom... E como foi o seu dia no trabalho hoje? - suspirei. - chato. Não quero contar algo pra ela que eu sei que ela vai ficar com múltiplas sensações e eu não tô lá pra abraça-la. E pra mim é muito complicado dizer as coisas por telefone e não pessoalmente, ainda mais com a Maria. - o daddy vai tomar banho, quer ligar daqui a pouquinho?... Letícia tá aí com o filho e Caio tá vindo daqui a pouco. - digo sem ânimo. - ah, tudo bem daddy, pode tomar banho. Eu só liguei pra saber como você tava e eu e a Malu vamos fazer pipoca com chocolate. - meu deus, manera no doce dona Maria. - ela riu. - tá bom, te amo daddy, coma bem e vai dormir sozinho. - ri. - sozinho não, vou dormir contigo na ligação. - ah é, verdade. Te amo daddy, lava bem o seu pipi. - ri outra vez. - pode deixar meu amor. Tchau, eu ligo depois. - tá bom, tchau. Amo você. - também te amo meu amor. Logo desliguei e suspirei. Não quero esconder, mas até que eu tenha um resultado, não vou dizer nada sem saber como ela vai reagir e ficar criando coisas na cabeça. Quando entrei no chuveiro, parando pra pensar na minha situação, comecei a rir. Era impossível ser pai. Aline e eu namoramos por três meses, um pouco mais se contar com alguns dias em que a gente só transava e conversava sem assumir nada. E se ela chegasse dizendo que o filho era meu, eu teria pensado agora que ela engravidou já no primeiro mês de namoro nosso pra descobrir depois de dois. MAS. Se ela quer eu e David, é por que ela tem suas dúvidas. Suspirei. Comecei a entrar em desespero, eu tava super bem. Como vou contar pra Maria que sou pai caso seja real? Tipo, eu tinha acabado de fazer 19 anos, arrecem tinha feito, então basicamente ainda tinha 18 e se o filho for meu, filha... Então tive uma filha com 18 anos. Muito novo. Sem responsabilidades. Espero que essa menina não sofra. David nunca foi o cara do ano, sempre foi do mundão afora, um grande m***a. Mas éramos ótimos amigos, a gente trabalha em um estoque de um grande supermercado. Era engraçado trabalhar com ele, dar fuga no meio do expediente pra fumar maconha e jogar conversa fora. Era divertido. Até o dia que ele transou com Aline. E ele sabia que a gente namorada e mesmo assim... Perdi uma amizade como ele e eu não queria. Mas enfim, sai do banho, me sequei e me vesti com um short e blusa. Calcei o chinelo e passei desodorante, perfume... Chequei se Maria ligou ou algo assim e ela mandou mensagem. Amor da minha vida ❤️ Daddy vamos conversar depois? A professora de espanhol mandou uma atividade agora e é pra depois de amanhã, só que amanhã tem aquele treino de luta e eu vou tá muito casada pra fazer o trabalho. Amo você e fica longe de mulheres. Vou deixar o celular desligado mas você pode me ligar às... 23:47. Te amo ❤️ Ri, 23:47, a hora que ela diz. Fofa. Mas mandei mensagem dizendo que tudo bem e que eu só ia jantar com todo mundo e subir, eu tava bem cansado e era 20:30 agora, pretendo ir pra cama às 22h mas se Maria só pode falar às "23:47" então eu espero. Amo tanto essa menina. E realmente, a mensagem não enviou totalmente, como se ela tivesse sem internet ou com o celular desligado. Que bom que ela tá estudando, mas é péssimo que ela tenha que ocupar o dia lutando e ficar indisposta pra fazer um trabalho simples. Isso significa que quando tiver prova ela não vai acordar por que passou o dia todo de ontem lutando e atirando? E acabou ficando indisposta? Vou falar com Melissa, não quero que nada prejudique Maria na escola. Ainda mais nesses últimos anos importante pra ela na escola, ela precisa se formar. Desci logo depois, com o celular no bolso e Caio já estava lá. Todos estavam gentis e Letícia tímida mas não nos falamos muito diretamente. E assim foi a noite, sem nada de mais, mas na hora de comer houve uma pequena discussão de veio de Bia. Letícia perguntou com quantos meses ela estava e mais alguma coisa que e Bia já entendeu de outra forma e partiu pra ignorância, dizendo que não tem nada haver engravidar na adolescência e que é normal. Falou isso como se Letícia estivesse julgando ela. Mas no final ficou tudo bem. Maria Clara. - boa noite filhas, eu amo vocês muito. - disse minha mãe no abraço com eu e Malu. - tô orgulhosa do jeito que estudam. - disse minha mãe. - mais a Malu estuda mais do que eu. - digo tímida e ela ri. - mais eu vi hoje uma menina chamada Maria Clara estudando coisas pra um jornal, toda educada e sendo líder mandando áudio no grupo. - sorri e ela também. - tenho orgulho das duas, independente de qualquer coisa. - sorrimos. - amo você mãe. - disse Malu. - eu também. - ela abraçou a gente de novo e foi tão bom. - também vamos vocês... As três. - vi seu sorriso mas o seu olhar triste. Sei que Mari tá aqui. - então vão dormir, amanhã tem três horinhas de luta e não vai ser tão pesado, mais quero que pratiquem tá? - concordamos. - durmam bem. - você também mãe. - tomaram banho? - concordamos. - e os dentinhos? Deixa eu ver. - fez cócegas na gente e rimos. - brincadeira... Mais vou tratar vocês como bebês por que nunca tivemos isso. - Malu se comoveu mais do que eu. - topo qualquer coisa com você mãe. - disse ela e sorrimos. Cada uma foi pro seu quarto e eu organizei a minha mesa, realmente, hoje fiz muitas coisas pro jornal e estavam tudo sobre a mesa. Peguei o celular do carregador e estava 100%. - 23:45... - digo vendo as horas. - já? - me sentei na cama tirando o carregador do celular e liguei pro daddy. Ele não atendeu e fiquei triste. Deixei ele esperando e ele precisa dormir. Aaaah não. Fiquei tentando e tentando até começar a chorar. - oi meu amor. - sorri. - daddy... - por que tá chorando? - eu.. eu achei que... Que você tivesse... Tivesse dormindo. - ele riu. - calma, tô aqui. - riu e me senti melhor. - eu tava lavando as mãos no banheiro. - tá.. tá bom. - riu outra vez. - coisinha mais fofa, prometi que íamos conversar todas as noites não prometi? - sim.. - solucei. - então.. não tem motivos pra choro... Vai, me fala como foi o seu dia hoje. - bom... Ah, eu tive que fazer o jornal da escola pelo w******p e email e foi bem complicado. - digo, limpando as lágrimas dos olhos. - ah é? Que bom que tá sendo responsável com as tarefas. - e.. você já tá sozinho? - tô, eu e eu... E o travesseiro da Maria. - riu. - agora eu tô carente daddy. - ah não fica, vai me deixar também e não posso sair agora de casa. - mais você vai vim outro dia? - vou, sua mãe não vai viajar esse fim de semana? - sim. - então, aí o daddy vai ir dormir aí. - mais eu queria agora. - ah meu amor eu também. - e oque você fez hoje? - nada de mais... Na verdade tenho um assunto bem complicado pra resolver e é pesado pra te dizer por ligação. - pesado por que? - tá deitadinha? - não. - então vamos deitar. - me deitei e ouvi barulho do outro lado da ligação e tenho certeza que daddy fez o mesmo. - fala oque foi. Daddy suspirou. - não sou pai amor... - eu sei. - ri mais ele não. - mais tem uma mulher... - quem? - uma ex namorada. - igual Letícia? - é... Mais essa se chama Aline e namoramos por três meses. - ah não, você é pai?! - me sentei na cama. - não, não sou... Mas ela tem uma filha de 7 anos. - sete? - é meu amor... Sete aninhos... Porém... Ela dormiu com o meu melhor amigo na época e eu interrompi a f**a deles e na quarta eu vou fazer um teste de paternidade junto com esse amigo. - se você interrompeu... Então a filha é sua. - não meu amor, se ela chamou ele também, é por que eles transaram outras vezes também. - penso. - eu sempre cuidei, mesmo sendo o cara que fui, sempre cuidei. - mais se essa menina tiver a sua carinha? - suspirou. - aí... Tenho uma filha. Fiquei em silêncio. - e nada vai mudar entre a gente. - mais você vai ter que dar atenção pra ela. - é mais... - não vai poder me levar pra escola por que vai levar ela e quando a gente tiver planos terá que incluir ela e não tô sendo egoísta mas você vai me esquecer. - daddy riu enquanto eu estava com medo. - primeiro... Nunca vou te tirar como prioridade na minha vida. Tu sempre será a minha maior prioridade... E outra amor, não acho que aquela menina seja minha filha. Aline não é rica e sempre quis ser, se fosse minha filha ela já teria arrancado muito dinheiro de mim. - não pode dizer assim daddy. - eu sei, é f**o. Mais ela também é uma mulher justa em certas coisas... Transou com o meu melhor amigo e me traiu sim mais ele não era h******l como pessoal. - e... Você tá tranquilo? - é por que eu sei que não é minha filha... Mais eu também tô nervoso, por que caso for... É uma grande responsabilidade... Ela tem 7 anos, é tempo de mais, ela deve ser inteligente ou sei lá... Tô confuso. - bom... Pelo menos você não me traiu e ela não tem 4 anos. - daddy ficou em silêncio. - né? Você não me traiu né? - riu. - eu tava pensando... Vai fazer cinco anos que a gente começou a namorar e seis anos que a gente se conhece... Se tu fosse mais velha na época que a gente se conheceu, teríamos uma filha pequena. - sorri. - é verdade daddy... Ou um menino. - ou os dois. - rimos. - bom... Caso for sua filha, você vai ser um bom pai, mas só pai... Você não pode me deixar. - Maria... Nunca... Mesmo com uma filha, e eu tô tranquilo diante disso por que ainda não pensei na grande responsabilidade que vou ter... Vai ser muito complicado com uma filha. - daddy.. - hum? - não pode ser sua filha... Seu primeiro filho tem que ser com a Maria. - digo triste. - e vai, essa menina não é minha... Vamos ter muitos filhos, todos só nossos. - sorri. - eu te amo daddy. - eu também... Tá brava comigo? - não. - triste? - ri. - também não, você transou com uma mulher antes de me conhecer, então não foi traição nem nada assim. Não tô brava. - ele riu fraquinho. - trair é algo tão... i****a quando a gente tem alguém. - e se essa pessoa tiver longe? Igual eu? - independentemente... Até por que tu me ama e eu te amo. Longe ou não os sentimentos são os mesmos... Um dia a Maria vai pra faculdade, vai tá muito longe e eu ainda vou continuar amando ela muito. - sorri. - eu também daddy. - aham sei, com tantos calouros da faculdade. - ri. - jamais, o meu daddy é o único homem que amo. - acho bom. - e espero que essa menina não seja sua daddy. - não é minha... Tenho certeza. - tá bom. - vamos dormir? - sim. - me deitei. - quer trocar pro vídeo? - pode ser, mais tô com soninho. - tudo bem, só quero te ver. - tá. Trocamos e vi daddy de lado. Ele deu aquele sorriso branquinho e me derreti. - que lindinho. - riu. - lindinha tá tu com essa blusa. - me olhei. - ah, sua blusa. - riu. - te amo sabia? - sabia. - riu. - eu também amo você daddy. - não fica preocupada com isso tá? - tá bom... É que as coisas vão mudar um pouco. - bem pouco, não vou morar com elas... Muito menos passar todos os dias com essa menina. - mas ela pode ser sua filha. - eu sei... Mais.. - mais? Daddy você não pode ignorar ela. - não vou amor... Mas a gente m*l se conhece e provavelmente não seria legal ela vim dormir aqui, passar o final de semana comigo. - penso. - não se preocupa, vamos dar um jeito mas tô tranquilo. - melhor não ficar, vai que ela é sua filha mesmo. - espero que seja mesmo, pra não ser filha daquele filho da p**a. - daddy! - desculpa, sem palavrão. - tá, vamos dormir... E fica aqui comigo. - tá bom. Dorme bem meu amor, eu te amo muito. - também te amo daddy, dorme bem também e se cobre bem com o cobertor. - tá bom, Maria também. - me cobri bem. - lindinha, te amo muito tá? - uhum, eu também amo você daddy. - dei um beijo no celular e daddy também. - selinho virtual. - riu. - é. - disse rindo. Quando eu fechei os olhos, me senti tão cansada e o sono começou a me viajar. Eu fiquei pensando em coisas aleatórias mas era a minha mente que me fazia pensar isso, aí eu dormi. Espero que daddy tenha ido também. Daddy com uma filha, por enquanto isso tá me descendo bem.
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