Os Imigrantes Vêm

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OS IMIGRANTES VÊM! No final do Século IXX, navios de imigrantes italianos começavam a chegar ao Brasil. A “aventura” traria cerca de 7 milhões de italianos ao país, entre 1860 e 1920. Naquela época, o processo de unificação e de industrialização da Itália deixou muitos camponeses sem trabalho. Enquanto isso, o governo brasileiro precisava de mão de obra, por conta da abolição dos escravos, e por isso financiava a vinda dos italianos. O governo brasileiro disponibilizava passagens de terceira classe, que davam direito a viajar nos porões dos navios. No início, as viagens duravam 60 dias em navios de vela. Mais tarde, nos navios a vapor, o tempo foi reduzido pela metade. Os navios de imigrantes italianos desembarcavam em Santos ou no Rio. Em seguida, eles eram levados à Hospedaria do Imigrante e de lá partiam para as fazendas. Assim, entre 1876 e 1915, cerca de 24% dos italianos deixaram a Europa. O destino foi principalmente Brasil, Uruguai, Argentina, Estado Unidos Canadá e Austrália. No imaginário italiano, o Brasil era a terra da “cucagna”, da fartura, onde as montanhas eram de ouro e das árvores se colhia queijo. Por isso, a saída da Itália para o Brasil abria um novo horizonte para os imigrantes. Mas cruzar o Atlântico em direção à América não era nada fácil: a viagem, na terceira classe do navio a vapor, podia durar até quarenta dias. Somente quando chegavam aos portos brasileiros as famílias descobriam para qual região do país seriam levadas. A chegada ao Brasil ocorria no porto de Santos e também no do Rio de Janeiro. “As condições de viagem na terceira classe eram muito difíceis. Era uma condição de pobreza, muitas pessoas e pouca comida. Os imigrantes eram recrutados por agentes a serviço das sociedades promotoras da imigração, os quais vendiam a imagem de um paraíso no Brasil. Os italianos imaginavam que viriam para o “paese dela cucagna” (país da fortuna). A travessia do Atlântico durava de 14 a 30 dias. Superlotação e epidemias nos navios eram constantes. Ao chegarem, permaneciam em quarentena nas hospedarias mantidas pelo governo, de onde tomavam dois rumos distintos: os cafezais paulistas, em substituição ao e*****o, ou as colônias do Rio Grande do Sul, em busca do sonho de liberdade e independência. Os braços livres escolhidos pelos políticos, intelectuais e produtores para levar adiante um projeto de civilização, era um projeto europeu. Havia iniciativas para trazer africanos livres e colonizar o território, mas o projeto vitorioso foi o de uma elite que considerava os imigrantes da Europa os únicos capazes de construir uma nação civilizada e moderna. Foi dentro deste contexto que ocorreu a imigração italiana para o Brasil, sendo eles 42% dos mais de 3 milhões de estrangeiros que entraram no Brasil. Aproximadamente 62% dos imigrantes que entraram no Brasil na década de 1880 eram italianos, porém a etapa mais importante da imigração italiana foi no início do período republicano, em ligação direta com a expansão cafeeira e a política de imigração subvencionada em um momento que se dava preferência a entrada de famílias ao invés de indivíduos isolados. Nesses anos, a emigração para o Brasil era organizada por meio do recrutamento de grandes contingentes de trabalhadores migrantes, que nos estados do centro-norte (São Paulo, Minas, Espírito Santo, Bahia, etc.) eram geralmente empregados como trabalhadores assalariados nas fazendas onde , com a abolição da escravatura, em 1885 os grandes empreendimentos agrícolas perderam a mão de obra sem nenhum custo (Beozzo Bassanezi 1991, 89), enquanto nos estados do sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) foram atraídos pelo “livre ”Colonização, ou seja, por meio da oferta de lotes de imóveis para aluguel. São espaços muito diferentes devido à diversidade dos sistemas econômicos e ao resultado da emigração: o trabalhador ruralele logo teria deixado o trabalho no campo devido às duras condições de vida, atraído pela possibilidade de ser empregado na indústria e no setor terciário (setores em forte desenvolvimento nas cidades em expansão), enquanto o colono teria geralmente se estabelecido e vinculado ao resgate da terra, em seguida, à propriedade. Nessas duas grandes áreas de emigração de italianos para o Brasil, ocorre a ação assistencial e de propaganda do clero e do internacional, os quais chegaram ao Brasil acompanhados de grande contingente de mão de obra. A emigração inicial da Triveneta favorece os estados do Sul, principalmente Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde o governo brasileiro estimulou a colonização europeia com a cessão de terras, desenvolvendo assim, algo novo no Brasil, uma agricultura direta. Cultivador tão difundido, aliás, no Brasil. Itália do norte. Outros caminhos seguem a emigração para São Paulo que, novamente entre os séculos XIX e XX, vê uma presença massiva de empresários e trabalhadores italianos que, após a forte crise da cafeicultura, contribuirão para o desenvolvimento industrial de seu capital econômico e de todo. país. Os italianos e europeus viram-se substituindo a mão-de-obra n***a dos escravos recém-libertados nas plantações do interior.Pequenos proprietários sem perspectiva de desenvolvimento no Vêneto, colonos armados com força de fé e vontade própria no Brasil. Mortos por doenças e intempéries climáticas, pela dureza do dia a dia e pela exploração, eles têm conseguido resistir e transformar pedaços do Brasil em cidades e paisagens do Vêneto / Trivêneto. No território brasileiro, a emigração italiana teve dois grandes cenários: os estados do Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e os do Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro); ainda hoje concentram esses estados - não apenas "polos" urbanos com altíssimo índice de imigração estrangeira (como São Paulo, que sozinho recebeu 50% de todos os estrangeiros que entraram no país até 1959) - mas também a maior fatia absoluta de italianos e seus descendentes, que agora é estimada em cerca de 7 milhões de pessoas. Além da utilidade da imigração por motivos econômicos, deve-se considerar também que a orientação da política nacional visava o branqueamento (branqueamento) da "raça"; o imigrante ideal era europeu, branco, latino e católico, e sua presença teve que reequilibrar a minoria de brancos lusitanos presentes no país, transformando este último de uma nação biétnica (preto e branco, e as "cruzes" de mulato, mestiços e pardos), em uma nação multiétnica. Deve-se considerar também que a orientação da política nacional visava ao branqueamento (branqueamento) da "raça"; o imigrante ideal era europeu, branco, latino e católico, e sua presença teve que reequilibrar a minoria de brancos lusitanos presentes no país, transformando este último de uma nação biétnica (preto e branco, e as "cruzes" de mulato, mestiços e pardos), em uma nação multiétnica. deve-se considerar também que a orientação da política nacional visava ao branqueamento (branqueamento) da "raça"; o imigrante ideal era europeu, branco, latino e católico, e sua presença teve que reequilibrar a minoria de brancos lusitanos presentes no país, transformando este último de uma nação biétnica (preto e branco, e as "cruzes" de mulato, mestiços e pardos), em uma nação multiétnica. Entre as duas guerras e posteriormente após a Segunda Guerra Mundial, o fluxo migratório italiano diminuiu consideravelmente e foi, respectivamente, de cerca de 100.000 e 130.000 pessoas; ainda mais significativo é o fato de que, após o altíssimo número de repatriações, o saldo migratório nesse período foi quase nulo. A região italiana que, de longe, forneceu ao Brasil o maior contingente de emigrantes foi o Vêneto, cuja diáspora teve uma força particular até 1914; subseqüentemente, o fluxo diminuiu e o que vinha das regiões meridionais da Campânia e da Calábria aumentou. Comparada com as demais comunidades étnicas presentes no Brasil, a italiana foi por muito tempo a maioria e, a partir do início dos anos 1900, perdia apenas para a comunidade de origem portuguesa. O censo realizado no país em 1940 oferece a possibilidade (aparentemente única) de analisar a estrutura de nossa migração. De fato, foi possível calcular o índice de masculinidade que, ao contrário da Argentina, indica uma boa proporção entre os sexos (em 1940, 91 mulheres por cem homens); mas apesar dessa paridade, a comunidade italiana mostrou uma forte tendência à exogamia (cerca de 80% das uniões de homens italianos ocorreram fora do grupo étnico).
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