Segunda Vista

1000 Palavras
No mês seguinte, Filippo iria à feira com seus pais e irmãos. Seria mais uma oportunidade para tentar ver a garota que o conquistou. O sorriso dela havia deixado-o anestesiado. Filippo estava ansioso por revê-la. A feira seria o ponto de encontro. Anita estava feliz com os artesanatos. Gostou de ter vendido uma peça para Filippo. O objeto que ela vendeu para ele foi feito por ela mesma. Isso dava a ela um certo orgulho. Mantova era uma região próspera. Ali viviam muitas famílias, que ao sofrer com a crise vieram para o Brasil. A província de Mantova, que faz parte da Lombardia, atingiu um número muito grande de imigrantes, especialmente para alguns países da América Latina, especialmente o Brasil e a Argentina. Mais de trinta mil pessoas emigraram. Uma das primeiras imigrações em massa, foi para a Costa Rica, onde uma colônia de aristocratas deu o seu contributo para a construção de ferrovias nesse país, e isso foi um fator consideravel para a emigração em direção a costa do Brasil, ainda mais favorecido pela viagem gratuita a partir de Gênova ao Rio de Janeiro. Por causa da miséria que então inundava a Itália, milhares e milhares de pessoas deixaram suas cidades e a foram realizar trabalho duro nos campos, oficinas de trabalho sobre as estradas de ferro, nas cidades distantes de sua terra Natal. Eles contribuíram para o desenvolvimento positivo dos países de acolhimento e enquanto que em uma determinada maneira, contribuíram para o bem-estar do seu país de origem, onde enviado uma boa parte das suas poupanças. Para lidar com os efeitos duros, em locais muitas vezes hostil, desenvolveram formas de agregação e de ajuda mútua. Para as primeiras gerações de Imigrantes, as associações eram lugares-chave encontro e de ajuda mútua, muitos dos expatriados com a mala de cartão "poderia apoiar-se mutuamente, contribuindo para a emancipação das condições de atraso e pobreza e constantes mudanças no desenvolvimento no país mãe. As diferentes formas de associações também têm representado um tecido conjuntivo e sólidos campo da identidade cultural para os italianos residentes no estrangeiro. Filippo, às vezes, pensava em deixar seu país. Embora sua família não apoiasse o fluxo de italianos para a América do Sul, ele não descartava a possibilidade de cruzar os oceanos. Mantova foi um povoado insular estabelecido pela primeira vez por volta do ano 2.000 a.C. nas margens do rio Mincio, que flui do Lago de Garda até o Mar Adriático. No século 6 a.C., Mantova era uma vila etrusca que, na tradição etrusca, foi fundada por Ocnus. O nome pode derivar do deus etrusco Mantus. Depois de ser conquistada pelos Cenomani, uma tribo gaulesa, Mantova foi posteriormente travada entre a primeira e a segunda guerras púnicas contra os romanos, que atribuíram o seu nome a Manto, filha de Tirésias. Este território foi posteriormente povoado por soldados veteranos de Augusto. Na Batalha de Solferino (Segunda Guerra da Independência Italiana) em 1859, a Casa de Sabóia do Piemonte-Sardenha ficou do lado do imperador francês Napoleão III contra o Império Austríaco. Após a derrota da Áustria, a Lombardia foi cedida à França, que a transferiu para o Piemonte-Sardenha em troca de Nice e Sabóia. Mantova, embora fosse uma província constituinte da Lombardia, ainda permaneceu sob o Império Austríaco junto com Venetia. Em 1866, a Confederação da Alemanha do Norte, liderada pela Prússia, aliou-se ao recém-estabelecido Reino da Itália liderado pelo Piemonte contra o Império Austríaco na Terceira Guerra da Independência Italiana. A rápida derrota da Áustria levou à retirada do Reino de Venetia (incluindo a capital, Veneza). Mantova reconectou-se com a região da Lombardia e foi incorporada ao Reino da Itália. Ela é o berço da bela jovem Anita. Essa linda moça de dezoito anos agora está na feira pluri regional de Milão, atendendo os clientes. Filippo saiu para fazer seu horário de almoço. Passou por algumas barracas e chegou à barraca de Anita. Lá estava ela com um belo olhar. Séria e concentrada em seu trabalho. Filippo esperou que ela atendesse a todos até se aproximar da barraca. Ela o olhou e sorriu. — Ciao! — Disse ele com sua típica voz rouca. — Oi. — Como está? — Bem e você? — Melhor agora. Anita sorriu. Estava usando um longo vestido rosa. Seu cabelo estava solto. — Me desculpa, nem me apresentei. Me chamo Filippo. Como você se chama? — Me chamo Anita. — Um prazer falar contigo. — Igualmente. — Gostei dos produtos que você comercializa. — Grazie. Aquele que você levou mês passado foi eu quem fiz. — Parabéns! — Obrigada. — De nada. Você é talentosa. Anita corou. Estava sorridente. Sentia algo bom por estar falando com ele. — Você está sozinho? — Não. Estou com meus pais e meus irmãos. — Eu também. Saio agora para almoçar. — Estou no meu horário de almoço. Podemos conversar. — Claro. Anita saiu, disfarçando a companhia de Filippo. Caminharam um pouco pela feira e seguiram rumo a um bosque. O local era tranquilo. Um lindo bosque, longe da vista de todos. Um belo riacho de águas cristalinas corria ao lado de um belo gramado, que mais parecia um tapete verde. — Vamos! — Filippo a pegou pela mão e caminharam depressa. — Meu Deus! Meus pais vão me m***r se souberem disso. — Relaxa. Eles não vão saber. Se olharam por um momento. Sentiram que entre eles havia uma forte conexão. Se entregaram ao desejo. Suas bocas se tocaram. Beijaram por uns minutos. Mãos tocando os corpos mutuamente e sincronizadas, fazendo a temperatura subir. — Preciso ir. Já vai dar meu horário e ainda nem almocei. — Eu também. — Você é maravilhoso. — Obrigado! Tu sei meravigliosa (você é maravilhosa). Anita apareceu minutos depois com uma linda flor na cabeça. Foi a rosa que ganhou de Filippo. Era uma linda rosa roxa. Seu significado pode traduzir como primeiro amor e respeito. Anita era para Filippo o seu primeiro amor e ele, por sua vez, o primeiro amor dela. Um lindo romance estava surgindo.
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