CAPÍTULO 11: DESONESTIDADE

555 Palavras
A música que tocava na festa era um convite irrecusável à celebração. Pedro, 28 anos, estava ali, observando o movimento, quando uma silhueta se destacou na multidão. Ela se aproximava com uma graça natural, os olhos fixos nos dele. Era Estela. Pedro não resistiu e logo puxou conversa com a moça: Pedro: O seu sorriso é muito lindo. E dali eles começaram a conversar, as palavras fluindo com uma facilidade surpreendente. A noite avançava, mas eles não percebiam a passagem do tempo, envolvidos profundamente em suas histórias, risadas e descobertas. Era como se o mundo ao redor tivesse desaparecido, restando apenas os dois e a melodia suave de suas vozes. Viraram a noite em conversas que pareciam curtas demais, mesmo durando horas. Dois meses se passaram. Pedro havia mergulhado de cabeça nesse novo relacionamento com Estela, sentindo uma conexão que há muito não experimentava. Havia apresentado Estela aos seus pais e, com a mesma seriedade e respeito, formalizou o pedido de namoro aos pais dela, recebendo a benção da família. No entanto, a alegria inicial começou a ser ofuscada por uma sombra. Pequenas desonestidades de Estela foram se revelando, machucando a confiança que Pedro depositou nela. Eram mentiras sutis, omissões que, somadas, criavam um abismo entre eles. A integridade que Pedro prezava em sua vida não permitia que ele ignorasse o que estava acontecendo. Com o coração pesado, mas a mente decidida, ele soube o que precisava fazer. Naquela tarde, Pedro dirigiu-se novamente à residência familiar de Estela. O mesmo caminho que antes percorrera com a esperança de construir um futuro, agora era trilhado com a difícil missão de desconstruí-lo. A campainha tocou, e quem abriu a porta foi o pai de Estela. O senhor, que o recebera com um sorriso caloroso da última vez, agora o olhava com uma expressão de surpresa. "Boa tarde, senhor Almeida," Pedro começou, a voz firme, mas com um traço de pesar. "Eu preciso conversar com o senhor e com a dona Lúcia." Os pais de Estela o conduziram até a sala de estar, a curiosidade misturada à apreensão no ar. Pedro sentou-se, reuniu a coragem que precisava e, com a mesma honestidade com que formalizou o namoro, comunicou sua decisão. "Eu vim aqui hoje para informar que eu e Estela não estamos mais juntos," ele disse, olhando diretamente para eles. "Foi uma decisão difícil, mas necessária." Dona Lúcia levou a mão à boca, e o senhor Almeida franziu a testa. "Mas... por quê, Pedro? Aconteceu algo?" Pedro respirou fundo. "Infelizmente, sim. Durante esses meses, percebi que nosso relacionamento estava sendo marcado por desonestidades por parte da Estela. Não são coisas pequenas que podem ser ignoradas. A confiança é algo fundamental para mim, e sem ela, não há como seguir em frente. Tentei conversar, mas as situações continuaram se repetindo." Ele explicou, sem rancor, os motivos que o levaram a tomar aquela atitude, expondo a verdade com respeito e clareza. Os pais de Estela o escutavam em silêncio, processando as informações, a surpresa se transformando em uma mistura de tristeza e talvez, desapontamento. Pedro sentiu um peso ser retirado de seus ombros. Aquele capítulo parecia que estava sendo encerrado, e ele estava pronto para seguir em frente, só que não. O que vai acontecer com Estela e Pedro? Eles realmente vão separar ? Você vai saber nos próximos capítulos...
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