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A Babá Da Minha Filha: O Mafioso Intocável

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Sinopse

Sebastian Knight é um homem que não pode ser tocado.

Bilionário americano, herdeiro de um império financeiro… e rei silencioso do submundo.

Desde que perdeu a esposa em um ataque brutal ligado a sua vida criminosa, Sebastian se tornou uma presença fria dentro da própria mansão — distante da filha, implacável com todos, intocável para qualquer sentimento que não fosse culpa ou vingança.

Inara não tem escolha.

Expulsa de casa aos dezesseis anos, carregando a culpa por uma tragédia que não cometeu e dívidas que não esperam, ela aceita o único trabalho disponível: ser babá de uma menina quieta demais para a idade… na casa de um homem perigoso demais para ser ignorado.

O primeiro encontro termina em desprezo.

O segundo, em acusação

O terceiro, em um aviso.

Sebastian vê em Inara uma ameaça à sua fortaleza.

Inara vê nele um homem quebrado que se esconde atrás do poder.

Entre corredores de luxo, segredos de sangue e uma máfia que não perdoa fraquezas, a aproximação entre a babá e o mafioso acontece de forma lenta, tensa e proibida — enquanto a filha de Sebastian, que fugiu de casa para escapar da dor do pai, se torna o elo que nenhum dos dois consegue cortar.

Mas quando o passado de Inara vem à tona…

e os inimigos de Sebastian descobrem que ele voltou a ter algo a perder…

Amar pode ser mais perigoso do que matar.

E tocar Sebastian Knight,

o mafioso intocável,

pode custar tudo.

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Capítulo 1
POV – Inara Não, não, não! — eu repetia, sem fôlego. E sim. Eu estava sem fôlego. Mas por quê? Porque eu estava correndo. Não por esporte. Não por diversão, como quando se brinca de c***a-cega ou pega-pega. Eu estava correndo porque estava atrasada. Muito atrasada. Eu não posso parar. Se eu parar agora, significa pensar. E pensar significa lembrar do que está acontecendo na minha vida. Do fato de a minha casa estar sem luz e sem água. E do fato de eu estar tão desesperada a ponto de tomar banho no apartamento da minha vizinha rabugenta. Então eu continuo correndo. E assim o fiz. Corri, desviando de pessoas rabugentas, m*l-humoradas e apressadas. É só mais um dia normal na cidade de Nova York. Pessoas correndo para viverem as suas vidas, sem se importarem com quem corre ao lado delas. Eu não as julgo. Porque eu estou fazendo exatamente a mesma coisa neste momento. Correndo para chegar à última oportunidade de ter algum dinheiro no bolso. Esbarro em alguém. O que não é nada impossível de acontecer com tanta gente na rua. Ainda mais com o meu jeito. — Ei, vê por onde anda, i****a! — a moça grita ao telefone, claramente no meio de uma reunião importante. — Me desculpe! — solto o pedido de desculpas todo apressado, sem me importar com a parte do i****a. Não é a primeira vez que me chamam assim, e eu sei que não será a última. Ah, pois é… já ia me esquecendo. Sou Inara Carter, tenho vinte anos e sou, sem exagero nenhum, a pessoa mais sem sorte de Nova York. Se for para ser ainda mais sincera comigo mesma, do mundo. E não, eu não estou exagerando. Parece que os senhores da sorte desistiram oficialmente de mim. Eu não entro numa cozinha sem deixar cair talheres, copos, pratos… E até panelas! E para quem diz que quebrar pratos dá sorte, aviso desde já: isso é uma grande mentira. Sorte? Eu não tenho nenhuma. E de tantos pratos que já parti, eu devia estar transbordando dela. Mas não estou. Fazer o quê, né? Cada um com a sua sorte. Como se eu já não tivesse pouca sorte na vida… Tudo mudou no exato segundo em que decidi atravessar a rua. Olhei para a esquerda. Para a direita. De novo para a esquerda. Nada. Nenhum carro. Nenhum aviso. Dei o primeiro passo. O som veio depois — o grito agudo dos pneus rasgando o asfalto, alto demais, perto demais. Meu coração falhou uma batida. Não consegui identificar de onde vinha. Então senti o impacto no meu lado esquerdo. O mundo virou. Literalmente. Caí com força, o corpo batendo no chão antes mesmo que minha mente entendesse o que tinha acontecido. Meu tornozelo torceu para dentro, num ângulo errado. Dolorosamente errado. A dor veio imediata. Intensa. Ardente. Subiu do tornozelo como uma descarga elétrica, atravessando a perna e roubando meu ar. Tentei me mexer — erro. Um erro terrível. Um gemido escapou sem que eu percebesse, enquanto as lágrimas ardiam nos meus olhos. O tornozelo pulsava, quente, vivo demais, como se gritasse por atenção. Não quebrou… mas foi grave. Eu soube na hora. Meu corpo sabia. Algo estava muito errado. Estendida no chão, com o coração disparado e a dor latejando sem piedade, só consegui pensar numa coisa: Por que tudo sempre acontece comigo? — Ai! Jesus, Maria, José! — o som escapou rasgado da minha garganta. Um gemido baixo me fugiu dos lábios quando tentei mexer o pé. Isso doía demais. Era como se um maluco tivesse pegado um martelo e batido direto no meu tornozelo. Levei a mão até o inchaço que já começava a se formar. Doía pra caramba. Não consegui ver todo o estrago por causa da minha calça jeans desgastada, mas eu sabia que aquilo ia ficar roxo e inchado. Depois de alguns momentos — que para mim pareceram uma eternidade — ouvi a porta do carro sendo destrancada. Dela saiu um homem claramente assustado. Eu só não sabia se era por causa da moça jogada na calçada — no caso, eu — ou por outra coisa. — Droga! Droga! — ele xingava, como se tivesse cometido o pior pecado do mundo. — Eu estou morto. Eu estou morto! Ele ficou ali, parado, como um servo diante do farol, me observando atentamente, como se não soubesse o que fazer. E eu fiquei do mesmo jeito. Como se eu soubesse o que fazer depois de ser atropelada. Eu nunca fui. Mas acho que o mínimo que uma pessoa deveria fazer é socorrer a outra e ver se quebrou alguma coisa. Mas, no meu caso, não. Ele estava ali. Simplesmente parado. Tenho a impressão de que esse cara é mais louco do que eu. Depois de longos segundos, cansei de ficar olhando para o louco parado à minha frente e me esforço para ficar em pé. Com esse esforço, o tornozelo lateja ainda mais. Mas eu não tenho escolha. Preciso me manter de pé, porque, se for para depender desse senhor, eu já teria morrido. Saltitando com o pé dolorido, me encosto no carro para conseguir me equilibrar. — Ei, cara! — grito para o homem que ainda estava parado como um cervo diante dos faróis. — Ei, testa di cavolo! — cabeça de vento. — Você está me ouvindo? Olha, eu sei que está. E também sei que você não morreu em pé, porque quem quase foi de arrasta aqui fui eu! Depois que eu disse isso, ele abanou a cabeça de um lado para o outro, finalmente saindo do transe. — Ai, droga! Me desculpe, mas eu estou muito ocupado, eu… eu não posso levar você para o hospital. Eu estou feliz por você não estar morta, mas o meu chefe está atrasado. Se eu não me apressar, ele vai se atrasar. Hã?! O cara louco disse o quê? Que está feliz por eu não estar morta? Ele só pode estar brincando comigo. Só pode. Como não estaria? É claro que é uma brincadeira. E, para piorar, o cara louco começa a tatear o próprio corpo, como se estivesse procurando algo. Ele revira todos os bolsos do terno até encontrar notas de cem na carteira. Olha das notas para mim. De mim para as notas. Não. Não, ele só pode estar de brincadeira. Eu olho para ele incrédula e balanço a cabeça lentamente, de um lado para o outro. Como se tivesse entendido o que eu quis dizer, ele olha novamente para o dinheiro, dá de ombros e me encara com cara de cachorro perdido, como se dissesse eu sinto muito. E, num segundo, sinto mãos puxando as minhas. — Aiiii! — grito, assustada com a rapidez dele e com o meu tornozelo, que eu acabei mexendo. — Ei! Você é maluco, cara! Tento puxar minhas mãos de volta. — Olha, moça linda, me desculpa, tá? Eu não tenho nada além disso. A não ser que você queira levar meus cartões, mas eu não tenho tempo para te dar todas as minhas senhas, tá? Então pega esse dinheiro, pede um táxi e vai para o hospital. Diz ele, tentando enfiar o dinheiro nas minhas mãos. E assim ficamos num jogo ridículo: ele puxa, eu puxo de volta. Eu não posso acreditar que esse maluco está fazendo isso. E sim, eu sei que já o chamei de maluco várias vezes — e é porque eu sei que ele é maluco. E como eu sei? Dizem que só louco reconhece outro louco. E sim, eu também me acho um pouco louca… às vezes. Mas mesmo sendo meio louca, eu sei que, se eu quase matasse alguém, o mínimo seria dar assistência e levar ao hospital. Mas, como eu não tenho sorte, o meu caso é completamente diferente. — Me solta, seu maluco! Você só pode estar brincando. Você me atropelou! Eu quase fiquei sem o meu pé! E também eu quase me atrasei para o meu empre— meu empre… go… Oh, não. Não, não, não. O meu emprego. Eu não acredito! Me desvencilho do maluco e, sem olhar para trás, dou a volta no carro — ou pelo menos tento, com o meu pé quase morto. Ao dar a volta, é como se o mundo começasse a abrandar. Tudo fica em câmera lenta. A janela escura do carro começa a deslizar para baixo. E então surge… não, surge não. Aparece o rosto mais lindo que eu já vi na vida. Barba por fazer — daquelas que dão vontade de tocar. Cabelo sedoso demais para ser real. Lábios vermelhos que parecem um convite perigoso. E olhos… olhos de um azul hipnotizante. Olhos que te puxam para dentro e te trazem de volta deitada numa nuvem. Mas, ao mesmo tempo, frios. Tão frios quanto gelo. Como se olhar para qualquer pessoa fosse um incômodo. Ele franze as sobrancelhas num misto de escárnio e puro desprezo. Como se eu fosse a pior coisa que aconteceu no dia dele. Naquele momento, eu me senti como uma pequena abelha diante de um urso pardo. Juntei todas as forças que ainda me restavam e me arrastei para longe daquele homem lindo e atormentador o mais rápido que consegui. Mas mesmo distante, eu ainda conseguia sentir aquele olhar. Aquele olhar que dizia, sem palavras, que eu não valia nada. Aquele olhar de desprezo que me lembrava o quão insignificante eu era.

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