Noite a Dentro

389 Palavras
Os três entraram no carro de Gabriel, o silêncio repleto de tensão. O som do motor ligando foi a única interrupção no jogo de olhares que se intensificava entre eles. Ele dirigia sem destino certo, as luzes da cidade refletindo nos vidros, enquanto Elaine e Helena trocavam sorrisos cúmplices no banco de trás. — Para onde estamos indo? — perguntou Helena, deslizando a mão suavemente pelo ombro de Gabriel, sua voz envolta em malícia. Ele sorriu, sem desviar os olhos da estrada. — Eu gosto de surpresas. Vocês confiam em mim? Elaine riu baixinho, o olhar afiado. — Confiança é algo que se conquista… — E se testa — completou Helena, apertando de leve o ombro dele. O carro parou diante de um hotel luxuoso, suas luzes douradas contrastando com o céu escuro. Gabriel virou-se para encará-las, a sombra de um sorriso jogando um desafio no ar. — Vamos descobrir até onde essa noite nos leva? Elaine e Helena trocaram um olhar carregado de excitação e mistério antes de saírem do carro. As portas do hotel se abriram para recebê-los, como se o destino já tivesse decidido o próximo movimento dessa perigosa dança a três. O elevador subia lentamente, a tensão se condensando no espaço apertado. Os três não precisavam de palavras — os olhares diziam tudo. Quando as portas se abriram, Gabriel puxou o cartão do bolso e destravou a suíte luxuosa. A cidade se estendia pela ampla parede de vidro, mas nenhuma vista seria tão hipnotizante quanto o que estava prestes a acontecer ali dentro. Elaine entrou primeiro, observando cada detalhe do ambiente com sua precisão habitual. Helena, por outro lado, percorreu o espaço com a mesma intensidade despreocupada que a definia. Gabriel se aproximou devagar, sentindo a eletricidade crescendo. — Aqui estamos — murmurou ele. — Ainda querem jogar? Elaine deslizou os dedos pelo colar em seu pescoço, um gesto quase instintivo, como se aquele pequeno detalhe guardasse mais do que uma joia. — A pergunta é: você está pronto para o que vem depois? Helena se aproximou, pousando uma mão no peito de Gabriel. — Porque algumas apostas podem custar mais do que imaginamos — completou, sua voz um sussurro carregado de promessas e mistério. Gabriel sorriu. Se havia algo que ele amava mais do que um bom jogo, era o perigo que vinha junto.
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