Verdades na Penumbra

1129 Palavras

A noite caiu fria, o céu encoberto por nuvens pesadas. A casa parecia mais silenciosa que o normal, como se pressentisse o que estava por vir. Gabriel entrou na sala, tirou a jaqueta e lançou um olhar para as duas mulheres à sua frente. Elaine estava sentada no sofá, pernas cruzadas, os olhos verdes firmes, mas o maxilar contraído denunciava a sua tensão. Helena encostava-se ao batente da porta, braços cruzados, olhar âmbar cravado em Gabriel — desconfiado, cansado, pronto. — Acho que precisamos conversar — ele disse, por fim, a voz rouca de exaustão e culpa. Ninguém contestou. Gabriel sentou-se à frente de Elaine, passando a mão pelo rosto como se procurasse coragem. — Tenho a impressão de que algo está corroendo a gente por dentro. E é mais do que só tensão. Tem alguém brincando com

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