CAPÍTULO 12

1192 Palavras
Alexandre - Que c*****o aconteceu com você? - o Marcelo diz assim que entro em casa. - Relaxa, estou de boa - Sua cabeça está sangrando - Não é a cabeça não, eu cortei minha testa - falo me jogando no sofá. - E porque caralhos você está assim? - É isso que eu vou descobrir, tem algum filho da p**a armando contra a gente e eu vou descobrir quem é - sinto o sangue do meu rosto pingar na minha perna. -Pera, deixa eu pegar alguma coisa para tampar isso aí - fala subindo as escadas. Quem será? quem sabia que teria entrega de carga hoje? só de imaginar meu pai falando m***a no meu ouvido eu já fico mais raiva ainda. - Achei só isso - Minha mulherzinha vai cuidar de mim é? - falo brincando e ele me dá o dedo do meio me fazendo rir. - Vai se fuder, se vire sozinho - pego uma gaze que está na caixa e coloco pro sangue não ficar caindo. -Que cuidadora brava - Vai se fuder, e a carga? - Adivinha? explodiu a p***a toda, a gente conseguiu recuperar duas ou três, um fogo do c*****o, a gente não tinha nem o que fazer ali, e as armas que recuperamos nem sei se estão danificadas ou não. -Você acha que é alguém de dentro de vocês né ? -Isso é óbvio, meu pai com certeza abriu a boca pra alguém, ele sempre abre se gabando, se fudeu. - Você se fudeu - Eu mesmo não, a compra não foi diretamente comigo, só vou ouvir m***a do meu pai. - Você não disse que um capitão de marinha ia fazer a boa lá? - Uma carga não substitui a outra, essa aí que está vindo é pra outra galera. - Cara não é por nada não, mas sua blusa está manchada de sangue - olho e realmente, levanto a camisa e tem um corte abaixo do peito. - Que m***a - Como você não sentiu um corte desse tamanho no corpo? Vai tomar um banho vai, você está sujo, sangrando, vai limpar isso. - Viu esposa, depois você sobe pra fazer um curativo - falo subindo as escadas e sinto uma almofada em mim e ele me xingando inteiro e dou risada. Assim que entro no quarto meu celular toca e até demorou. * QUE c*****o VOCÊ FEZ SEU FILHO DA p**a * Armaram pra gente pai * E você foi otario e caiu igual um pato, você é um Gongof ou não c*****o, olha quanto dinheiro a gente perdeu nessa sua irresponsabilidade, e saiba que você que vai custear, quero nem saber, esse prejuízo vai sair do seu bolso. Diz e desliga na minha cara - INFERNOOO - nem calculo nada só sinto o celular na parede. Catherine Está eu, minha mãe, minha futura sogra e o Alexandre, hoje é o dia que vamos escolher os funcionários para a nossa casa. O Alexandre está com o rosto machucado e ele parece bem chateado com alguma coisa, e está mais quieto que o normal. - Bom dia, nome e idade por favor - estamos com mais de trinta currículos na mão. - Selma, 43 anos - Quantos anos você tem de experiência? - questiono. - Comecei a trabalhar quando tinha 12 anos senhora e oficialmente aos 17. - Porque você acha que merece a vaga? - o Alexandre pergunta pela primeira vez, eu odeio essa pergunta. - Eu tenho muitos anos de experiência, e sei fazer com excelência minha função, e eu sei muito bem meu lugar. - Qual seria o seu lugar? - questiono. - De empregada, sei até onde meu pé alcança- dou um sorriso, não pela resposta... mas porque nunca tinha ouvido alguém dizer em uma entrevista que não se mete nas coisas do patrão. - Certo Selma, a gente da um retorno - ela se retira - Iai? - falo com o Alexandre. - Eu dou um 7 - ele diz - Eu gostei dela, dou um 8 (...) Já estamos a mais de 2 horas aqui e não para de chegar gente, eu não aguento mais, eu e o Alexandre não concordamos em nada, somente a primeira que concordamos, o resto tudo ele gosta e eu detesto, e o mesmo ao contrário, isso já me dá uma prévia de como vai ser essa relação. Então minha mãe e a mãe dele estão "pontuando" também os candidatos. - Qual sua idade mesmo Ágatha ? - minha mãe pergunta. - 22 anos - Porque você acha que merece trabalhar com a gente? - Alexandre pergunta. - Ah - ela abre o um sorriso e passa a mão no cabelo, sério? não é possível e ainda por cima olhando pro Alexandre, sim ... ela fez isso - Eu creio que eu possa agregar muito no desempenho da casa e tenho muito a oferecer - diz e sorrir. - Obrigada Ágatha - falo e ela continua sentada - pode ir, qualquer coisa entramos em contato. - Certo, tchau - agora ela levanta e sai. - Eu gostei dela - o Alexandre diz e nós três olhamos pra cara dele. - Dou um 4, sendo bem otimista - falo - Eu um 3 - minha mãe diz. - E eu um 2, nem experiência ela tem pra dar um balanceada no resto - a mãe dele diz. - Pra mim é um 7 - ele diz e reviro os olhos. Estamos agora na última categoria que é segurança e motorista, já entrevistamos 4 e o Alexandre deu nota alta para todos, eu não gostei muito. - Bom dia - o homem que parece ter no mínimo 2 metro de altura, entra na sala. - Geovane? - falo com o currículo dele na mão, eu estou dando muita bola, prefiro ouvir o que a pessoa tem a dizer. - Isso, Geovane Pereira - Você está com uma recomendação aqui Geovane, fala um pouco de você. - Tenho 34 anos, sou policial militar a 15 anos, mas estou fora de serviço, sou capoeirista e faixa preta em judô, Jiu-jítsu e faço boxe a 10 anos. - E você está fora de serviço porque? - pergunto. - Por conta de uma operação que participei e acabei perdendo um amigo de farda de uma forma bem triste, e resolveram me afastar, por conta da forma que foi. - E você acha que tem capacidade de trabalhar com a nossa família? já que está tão abalado - O Alexandre fala no tom mais irônico que ele consegue e o Geovane dá uma risada. - Modéstia parte senhor, eu sou muito bom no que eu faço e fui afastado para seguir protocolo, e não por incapacidade ou “está abalado” como o senhor sugeriu, então sim, estou mais que capacitado para esse cargo - gostei dele. A entrevista termina e chegou nosso momento de votar. - Ele vai ser meu motorista e segurança, decidido - falo. - E quem está afirmando isso? - o Alexandre diz em tom de desafio. - Catherine Boaventura a dona dessa casa - digo olhando para ele que revisa o olho.
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